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Eleições 2022: Ibaneis e Arruda empatam na corrida ao Buriti, aponta pesquisa Quaest

domingo, 17 de julho de 2022

 


Foto: Reprodução.

Pesquisa do Instituto Quaest aponta que atual chefe do Executivo e ex-governador lideram a disputa ao governo do Distrito Federal e se enfrentariam no segundo turno

Por Ana Maria Campos

Pesquisa realizada pelo Instituto Quaest, contratada pelos Diários Associados, aponta que o governador Ibaneis Rocha (MDB) tem 28% das intenções de voto e o ex-governador José Roberto Arruda (PL), 25%. Um quadro tecnicamente empatado, considerando que a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com margem de confiança de 95%.

Esse cenário leva em conta o maior número de candidaturas ao Palácio do Buriti na pesquisa estimulada, quando são apresentadas as opções para o entrevistado. Em todos os quadros testados pela pesquisa, há empate entre Ibaneis e Arruda, que estão bem à frente dos demais concorrentes.

O senador José Antônio Reguffe (União) está em terceiro, com 11%, também empatado com a quarta colocada, a senadora Leila Barros (PDT), que aparece com 9%. O senador Izalci Lucas (PSDB) vem em seguida, com 5%, com o deputado Leandro Grass (PV), da federação PT-PV-PCdoB, colado, com 4%. O pré-candidato do PSB, Rafael Parente, registrou 2% e Keka Bagno (PSol), da federação PSol-Rede Sustentabilidade, tem 1%.

Outros nomes na disputa, Lucas Salles (DC) e Robson da Silva (PSTU) não pontuaram, assim como João Vicente Goulart (PCdoB), que não vai concorrer ao governo.

Brancos, nulos e não pretendem votar somaram 10%, enquanto 5% estão indecisos. O Instituto Quaest foi a campo no Distrito Federal nos dias 11 a 14 de julho, com 1.500 entrevistas, numa semana em que houve vários fatos políticos importantes no Distrito Federal: Lula participou de atos em Brasília ao lado do deputado Leandro Grass e o governador Ibaneis Rocha anunciou a chapa com a deputada federal Celina Leão (PP) como vice e a ex-ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos Damares Alves (Republicanos) como candidata ao Senado. Com a divisão na base de Ibaneis, foi reforçada a possibilidade de o PL lançar Arruda na corrida ao governo.

Outros cenários

Em um dos cenários testados pelo Quaest, Ibaneis e Arruda têm o mesmo percentual de intenções de votos: 26%. Reguffe soma 12%, empatado com Leila Barros, que tem 11%. Izalci e Leandro Grass têm 4%, cada um. Parente, 2%, e Lucas Salles, 1%. Entre os brancos, nulos e que não pretendem votar, o percentual é de 9%. Outros 4% se dizem indecisos.

Em dois cenários sem Reguffe, Ibaneis atinge 31%, enquanto Arruda aparece com 28% e 30%. Leila registra 13% e 15%. Como único candidato do palanque de Lula e sem Reguffe, Leandro Grass soma 5% ou 6%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral e protocolada sob os números DF-08227/2022 e BR-04749/2022, em 11 de julho.

Segundo turno

No teste do segundo turno, a pesquisa do Quaest aponta também um empate técnico entre Ibaneis, com 41%, e Arruda, com 38%. No levantamento, 19% votariam em branco, nulo ou não votariam e 3% não sabem quem escolheriam. Ibaneis e Arruda também estão bem à frente dos demais candidatos e venceriam os adversários no segundo turno.

Na corrida à reeleição, o governador do Distrito Federal levaria a melhor em disputa com Reguffe, de acordo com a pesquisa. O governador teria 48%, contra 30% de Reguffe.

Contra Leila Barros, com 33%, Ibaneis somaria 46%. Brancos nulos ou não votariam variariam de 20% no primeiro cenário e 18%, no segundo. Contra Leandro Grass, Ibaneis teria 51%. O candidato da federação de Lula atingiria 21%, com 24% que não optariam por nenhum dos dois.

Na hipótese de Arruda disputar o segundo turno, também seria o vitorioso. Teria 46% contra Leila, com 31%; 49% contra Reguffe, com 29%; e 52% no embate com Grass, com 18%. Os votos nulos, em branco ou eleitores que não votariam somariam 20%, 19% e 26%. Os indecisos variam de 3% a 4% em todos os cenários. 

4 em cada 10 diz que podem mudar o voto

A pesquisa Quaest mostra que a 11 semanas do primeiro turno das eleições ainda há muitas possibilidades de reviravoltas, já que 61% dos entrevistados disseram que podem ainda mudar a preferência pelo candidato citado. Entre os entrevistados, 38% afirmaram que a decisão pelo voto em um dos concorrentes é definitiva.

Nesta semana, começa o prazo para as convenções partidárias, quando as candidaturas serão oficializadas. A data final para os registros dos nomes de quem vai concorrer é 15 de agosto. Entre os entrevistados na pesquisa, 69% dos que disseram estar com o senador José Antônio Reguffe (União) podem mudar de opinião. Esse percentual chega a 75% no caso dos eleitores da senadora Leila Barros (PDT).

A pesquisa mostrou que mais da metade dos eleitores do governador Ibaneis Rocha (MDB) pode mudar de opinião e escolher outro concorrente. O percentual é de 55%. Também no caso dos eleitores do ex-governador José Roberto Arruda (PL), 51% dos entrevistados afirmaram que a opção não é definitiva.

Também há dúvidas entre os eleitores sobre quem estará no páreo, já que quatro em cada 10 entrevistados sequer sabiam que Arruda está apto a concorrer a novo mandato de governador do Distrito Federal, graças a decisões judiciais que devolveram, em caráter liminar, os direitos políticos.

Entre os entrevistados na pesquisa, 61% disseram que já sabiam da novidade no processo eleitoral e 39% não tinham conhecimento.

Há ainda a questão do conhecimento dos candidatos. O deputado distrital Leandro Grass (PV), da federação PT-PV-PCdoB, é desconhecido de 76% dos eleitores. Rafael Parente (PSB), por 64%.

No fim do mandato de senador e depois de ter exercido o cargo de deputado federal e distrital, José Antônio Reguffe não é conhecido por 36%. O mesmo ocorre com o senador Izalci Lucas (PSDB), que também está no Congresso depois de ter sido federal e distrital, e é apontado como desconhecido por 35% dos eleitores. A senadora Leila Barros não é conhecida por 25%.

Os mais conhecidos são Ibaneis e Arruda. Entre os entrevistados, apenas 2% não conhecem o atual governador. No caso de Arruda, são 4%. Entre os que os conhecem 48%, e 49%, respectivamente, disseram que não votariam nos dois políticos.

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Com informações do Correio

 
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