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As despedidas ao pioneiro de Brasília, Gilberto Amaral

quinta-feira, 14 de julho de 2022

 O jornalista estava hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva do DF Star, e faleceu nesta terça-feira, 12, após uma piora no quadro de saúde



A despedida do ilustre Gilberto Amaral, o colunista social mais antigo do Brasil, foi nesta quarta-feira, 13 de junho. Parentes e amigos de Gilberto se reuniram no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, para o sepultamento do jornalista que deixou muita saudade. A capela 10 tinha aproximadamente mais de 100 pessoas. O jornalista estava hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva do DF Star, e faleceu nesta terça-feira, 12, após uma piora no quadro de saúde.

A família está muito sentida com a perda. Marcelo Amaral, filho de Gilberto, destacou em nome de sua mãe, que a família agradeceu a equipe do JBr, pela homenagem feita a Gilberto. No velório, Bernadete Amaral, agradeceu a presença e abraços de todos que estavam se despedindo de seu pai. “O conforto que vocês dão para nós aqui, é a certeza que nós temos que ele deixou essa história. Construiu essa história. É nessa história que eu estou aqui com o coração cheio de gratidão, primeiro a Deus todo poderoso, que nos deu um pai tão maravilhoso”. Ela lembra que o pai iria completar 88 anos no próximo dia 17 de julho, e agradece a Deus pelos 63 anos de casamento dos pais. “Nossa família foi uma família muito abençoada. Ele foi um homem muito abençoado. Ele teve momentos maravilhosos”, frisa. Ela e a família ficam felizes de saber que todos que passaram pela vida dele, são gratos pela vida dele e tudo o que ele representou. “Ele dizia para mim: não quero tristeza no meu enterro”. Para a família, é um momento duro e triste, mas Bernadete acredita que ele cumpriu a missão dele.

O engenheiro civil, e também pioneiro da capital Osório Adriano Filho, estava presente no velório. Veio deixar seus sentimentos a familia do amigo muito querido. “Ele só me tratava como compadre, porque a Silvinha era madrinha da filha dele, daí pra frente nós vivemos, e pelo menos telefonamos um para o outro quando não nos encontrávamos”, conta. “Gilberto era um camarada formidável, amigo de todo mundo, haja vista essa quantidade de gente que está aqui”, aponta.

Ele via em Gilberto um exemplo, e quando chegou a Brasília, em 1957 não tinha absolutamente nada ainda no lugar, desde então, ele sempre procurou as amizades. “Aquele tempo foi muito bom porque todos se conheciam, todos eram amigos. E em 1959, Gilberto recebia os funcionários públicos que chegavam para a inauguração da cidade”, lembra. Na época, Osório tinha uma locadora de carros e ficava perto do aeroporto de madeira. “E nós sempre combinamos, porque eu usava o balcão dele lá. Mas nossa amizade foi além, meu relacionamento meu com Gilberto foi o melhor possível”, afirma. Ele sente um prazer enorme do pioneirismo de Gilberto. “Vamos levando enquanto Deus deseja. Ao Gilberto todas as glórias”, finaliza.

Lourenço Peixotosócio-proprietário do Grupo JBr, que edita o Jornal de Brasília, também se manifestou sobre a trajetória do jornalista. O empresário lembrou que a história de Gilberto Amaral se confunde com a criação da nossa capital, que ele tanto amava. “O jornalismo social que o Gilberto praticava também tinha seus toques políticos, daqueles furos que só um bom jornalista consegue oferecer a seus leitores. Nós do Grupo JBr estamos muito consternados com a perda desse grande companheiro, que por anos abrilhantou as páginas do nosso jornal com a sua profunda capacidade de saber o que era notícia na cidade, no país e no mundo”, completou Lourenço.

José Roberto Arruda, também veio prestar suas condolências à família. “Ele era uma pessoa muito querida, pioneiro de Brasília, faz parte da história da capital”, fala. Arruda acredita que Gilberto não apenas faz parte da história, como também registrou a história durante a vida profissional dele. “É uma grande perda para Brasília e uma pessoa muito querida”, acrescentou.

Paulo Otávio esteve presente, e falou sobre como Gilberto não era só o pioneiro mas era o homem, marido e pai. “Ele deixa um legado de amizade, consciência e amor a Brasília, e que descanse em paz. Meus sentimentos a família que a gente tanto estima”. O senador Izalci prestou homenagem ao pioneiro da cidade. Ele tem uma história grande com a cidade “E ele sempre defendeu Brasília. Ele era uma referência no jornalismo e na defesa da capital”.

O empresário Luiz Estevão de Oliveira Neto, também deixou seus sentimentos à família e amigos. “O Gilberto é o grande historiador de Brasília, que através de sua coluna, que durante um bom tempo foi publicada no Jornal de Brasília, e que são a verdadeira história da nossa cidade, história social e história política”, aponta. Ele lembra que Gilberto era amigo e frequentador da intimidade de quase todos os presidentes desse período da história. “E é claro que ele sempre teve informações que talvez nenhum de nós até hoje tenha sabido. Mas, além de ser uma criatura maravilhosa, ele era uma pessoa que não tinha desafetos, não tinha inimigos, porque sempre teve um coração maior que ele”, finaliza.

Gilberto gostava muito de jogar sinuca com os amigos, estes que foram prestar uma última homenagem a ele. “Era uma convivência fraterna, chegamos a jogar sinuca uma ou duas vezes por semana, na casa dele e de outro amigo em comum com Gilberto, entre eles Evaristo Prado, Juarez Abdulmassih, André Esteves, João da Cruz e vários outros amigos. Ele deixa uma saudade muito grande. Todos nós o amávamos muito e nós estamos aqui com o sentimento à flor da pele”, comenta o amigo José Zito Nascimento Andrade.

Algumas músicas que Gilberto gostava muito como “Como é grande o meu amor por você” do rei Roberto Carlos, foram cantadas em despedida ao grande Gilberto, pioneiro da capital que tanto amou. A cantora Célia rabelo, junto de Márcio Bezerra, no saxofone, falou um pouco sobre como foi conhecer Gilberto. “É aquela coisa de conhecer várias pessoas que trabalham e são de Brasília, e ver o sorriso deles e depois ver essas pessoas assim”, comenta. Célia vai levar para sempre consigo, os momentos em que ela estava se apresentando e pode ver Gilberto se divertindo muito. “Ele gostava de Noel Rosa, gostava de um bom samba, de uma boa bossa nova, músicas antigas, e ele cantava muito bem”, cita.

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