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Ibaneis completa chapa até julho

quarta-feira, 27 de abril de 2022

 “Só concorreria à reeleição se tivesse boa aceitação, o que agora constatamos que existe e é confirmada pelas pesquisas”


O governador Ibaneis Rocha espera que até julho sua chapa majoritária esteja completa, com a indicação de um vice. Pode até ser o atual, Paco Britto, de quem Ibaneis diz não ter “nada a reclamar”, pois “foi um excelente vice”. Acha, porém, que a escolha depende de uma composição das forças políticas que o apoiam. “Devem reunir-se, como já fizeram uma vez e conversar para que possamos fazer uma chapa com a cara de Brasília”, explica. O governador não deixa de fazer uma comparação com sua eleição em 2018. “Da outra vez, ninguém queria a vice, pois só tínhamos 1% das intenções de voto, mas agora não”, comenta. Afinal, explicava Ibaneis na manhã desta terça-feira, logo antes de visitar as obras de instalação de ressonância magnética no Hospital da Criança, “só concorreria à reeleição se tivesse boa aceitação, o que agora constatamos que existe e é confirmada pelas pesquisas”.

Bolsonaro quer fazer senadora

Ibaneis reconhece que existe um problema de acomodar as candidaturas já lançadas das ex-ministras Flávia Arruda – sua companheira de chapa oficial – e Damares Alves. No entanto, é otimista quanto a isso. Acredita que as duas têm consciência da situação e se entenderão. Afinal, diz, “o que o presidente Bolsonaro quer é eleger uma senadora pelo Distrito Federal e isso se fará”.

Projetos em vista

Antecipando planos que serão mostrados na campanha, Ibaneis diz que há muito a crescer na infraestrutura e que é preciso repaginar a cidade. Ele mesmo completou obras de governos anteriores e recuperou o patrimônio da cidade. “Encontrei um viaduto no chão, tive de recuperar as tesourinhas, estamos fazendo o mesmo na Ponte Costa e Silva, como faremos na Ponte JK”, enumera. Agora há novos bairros a serem criados, como o Taquari 2, junto à Torre Digital, ou o Jóquei. O governador cita como prioridades também a saúde, “onde há muito a fazer”, e a educação, onde lembra a organização do contra-turno escolar, em especial o contra-turno digital.

Superlotação senatorial

Caso vá adiante a candidatura da ex-ministra Damares Alves à cadeira brasiliense em jogo no Senado, haverá uma superlotação na corrida. Já são quatro os nomes colocados: Flávia Arruda, pelo PL, Paula Belmonte, no Cidadania, Paulo Octávio, no PSD, e muito provavelmente Gim Argello, já no Pros. Ainda por cima, Flávia, Paulo Octávio e Gim concorrem por partidos que integram a chapa do governador Ibaneis Rocha, assim como o Republicanos, de Damares. Surgiria assim uma aberração, chapa com uma cabeça, o governador Ibaneis, e quatro candidatos a senador. Essa aglomeração teria ainda um efeito colateral, o lançamento pelo PT da deputada Érika Kokay, que tem sido desaconselhada a concorrer, mas que certamente se encorajará ao constatar a divisão de votos entre os adversários. Haverá ainda outras candidaturas, pois a federação liderada por Keka Bagno ao Buriti, pelo PSOL, abrirá espaço para um nome da Rede ao Senado.

Não deixou por menos

No evento de seu lançamento, na noite da segunda-feira, 25, Damares não deixou por menos. Avisou: “desafio aceito, mas não aceito apenas para compor uma chapa, mas para ganhar a eleição, quando for candidata, e para ser a primeira mulher presidente do Senado”. Não pode se queixar do tratamento dado pelo Republicanos. Apareceram por lá o presidente regional Wanderley Tavares, o deputado federal Julio Cesar Ribeiro, o distrital Martins Machado e até a nova ministra da Mulher, Cristiane Britto, que assumiu a pasta no lugar de Damares e também está filiada ao Republicanos. Ou seja, embora faça permanentes juras de apoio a Ibaneis, o partido endossou com força a ex-ministra.

Bagunçar o jogo

Por essas e outras é que a candidatura de Damares convive com duas interpretações. Pela primeira, ela seria um balão de ensaio do Republicanos para ampliar sua fatia em futuro governo, tanto nacional como principalmente local. O Republicanos já fez promessas públicas de apoio à reeleição de Ibaneis, em reuniões de que participaram inclusive dirigentes da Igreja Universal do Reino de Deus, mostrando que a coisa é séria. Funcionaria, por exemplo, como pressão para Flávia ceder a vaga da primeira suplência de sua chapa para o Republicanos (hoje é do PP) e Flávia deverá ser candidata ao Buriti daqui a quatro anos. Ou mesmo para o partido fazer um vice, pois Ibaneis deve concorrer ao Senado e seu companheiro de chapa assumiria o Buriti. Pela segunda interpretação, Damares seria um cavalo de Tróia, abrindo caminho para criação de uma nova chapa, ultrabolsonarista, rachando a base de Ibaneis com objetivo de abrir um palanque exclusivo para o presidente no Distrito Federal. De qualquer forma, tem tudo para bagunçar o jogo.

Deputado admite candidatura avulsa

Liderança do Republicanos e deputado brasiliense, Julio Cesar Ribeiro defende a indicação de Damares e admite a possibilidade de que a ex-ministra concorra como candidata avulsa. Ele reitera que o Republicanos já manifestou apoio à reeleição de Ibaneis Rocha, em decisão referendada pelas direções nacional e regional, devendo manter a postura até a eleição. Argumenta, porém, que Damares tem toda a legitimidade para pleitear o cargo, assim como Flávia Arruda ou mesmo Paula Belmonte. Diz, porém, que seu simples lançamento indica que “há sinalização do presidente Bolsonaro”. Julio Cesar acha até que existe “aproximação maior de Bolsonaro de Damares do que de Flávia Arruda”. Aposta, porém, que haverá um consenso, pois as ex-ministras “podem até ser adversárias no campo político, mas não inimigas”.

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As alternativas

Julio Cesar Ribeiro acredita que haverá tempo para encontrar uma solução, pois as chapas só deverão ser decididas por volta de 30 de julho, já no período das convenções. Vê duas alternativas para isso. A primeira será fazer uma chapa só de governo. “O Ibaneis será o candidato a governador de qualquer forma, enquanto o Senado é uma construção”, explica. A segunda seria o lançamento de uma candidatura avulsa, em que uma das candidatas seria inscrita na chapa e a outra concorreria de forma avulsa, embora no mesmo campo político. “O partido está comprometido, no plano nacional e regional; aqui temos chances de fazer três distritais, dois deputados federais e uma senadora, portanto não podemos abrir mão disso”, calcula Julio Cesar.

De armas nas mãos

Candidata ao Buriti pelo PDT, a senadora brasiliense Leila Barros avançou de vez no espírito oposicionista. Aproveitou sessão de homenagem ao aniversário da Universidade de Brasília para abrir fogo contra o governo. “Estamos atravessando um período”, disparou, “onde o fanatismo, o negacionismo e as fake news tentam se contrapor à ciência, ao progresso e ao conhecimento, mas o mundo não pode retroagir para a ignorância e o obscurantismo”. Por isso, concluiu, “é tão importante celebrar os 60 anos da Universidade de Brasília, instituição que carrega em sua história o pioneirismo, a resistência, a inovação e o sucesso”.

E a reeleição vai ficando

Quando as excelências não querem alguma coisa, mesmo que de público digam o contrário, acham múltiplas formas de torpedeá-las, sob o mais absoluto silêncio. Em 2015, o senador José Antônio Reguffe, recém-eleito pelo Distrito Federal, apresentou proposta de emenda constitucional acabando com o instituto da reeleição, promessa de dois presidentes da República que seria depois endossada por mais um, o atual. A emenda, batizada como PEC 3 de 2015, foi colocada no site do Senado e recebeu o apoio de 424 internautas, com rejeição de apenas 11. Só que, nos sete anos seguintes, a emenda circulou apenas pelas gavetas. Nunca foi designado um relator. Em compensação, passou a tramitar em conjunto com outras cinco, que propõem mais ou menos a mesma coisa. Claro, nenhuma das seis andou – todo mundo no Congresso sabe que, quando não se quer a aprovação de um projeto, propõe que seja apensado a outro. Acaba de acontecer mais uma vez.

https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/do-alto-da-torre

 
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