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Eleições 2022: candidaturas dos distritais movimentam a CLDF

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

 


Plenário da CLDF. Foto: Bruno Sodré/CLDF

Quase todos os deputados distritais buscarão a reeleição no próximo pleito. Mas tem político que pensa até no Palácio do Buriti, como Leandro Grass, e também quem prefira nem concorrer, como a petista Arlete Sampaio

O professor e sociólogo Leandro Grass sonha alto. Meros dois anos e dez meses após assumir, pela primeira vez, uma das 24 cadeiras destinadas aos deputados distritais, já pensa em despachar no Palácio do Buriti, a sede do Governo do Distrito Federal. Integrante do partido Rede Sustentabilidade e eleito com 6.578 votos, ele acredita ter capacidade e potencial para embarcar em outra seara, já em sua segunda eleição. Assim, quer deixar o Legislativo com embarque sem escalas para o Executivo.

“Infelizmente, há uma lógica na política que diz que quem tem um tamanho menor não deve lançar uma proposta maior. A gente está aqui para contrariar isso”, disse, ao Correio, o pré-candidato, que já discutiu com grupos formados por especialistas temas como habitação, mobilidade, saúde e desenvolvimento econômico. Os próximos debates serão sobre educação, meio ambiente, desenvolvimento rural e segurança, entre outros. “O objetivo dessas conversas é fazer um diagnóstico da situação de cada setor que nos ajude a montar as diretrizes do nosso programa de governo, espero que até o fim deste ano”, explica Grass.

Um voo alto, ele admite, e que terá companhia mais modesta entre a maioria de seus pares. Se os outros 23 distritais não sonham com o Buriti, pelo menos desejam continuar exercendo cargos públicos. O Correio procurou todos os 24 deputados distritais. E conseguiu respostas que indicam uma tendência de tentativa de reocupação do cargo atual, em sua quase totalidade.

Distritais como Chico Vigilante (PT), Delmasso (Republicanos) e Robério Negreiros (PSD), por exemplo, todos assumidamente candidatos à reeleição, adotam o discurso de que os trabalhos da Câmara Legislativa devem continuar com o mesmo ritmo, independentemente do ano eleitoral que se avizinha. “Serei candidato a deputado distrital. É o cargo no qual eu posso ajudar os trabalhadores do Distrito Federal, especialmente os terceirizados, que são grandes indefesos. E vou lutar bastante para ser eleito”, diz Vigilante. “Tenho participado efetivamente de discussões relacionadas às áreas de saúde, educação e segurança e acredito que tenho feito um mandato à altura da confiança dos eleitores”, afirma.

Em relação à atuação da Câmara Legislativa em ano eleitoral, o distrital afirma que sempre defendeu e continuará defendendo os trabalhos ininterruptos da Casa. “A Câmara tem que funcionar de terça a quinta-feira, com sessões deliberativas, no mínimo. No que depender de mim, isso continuará acontecendo, mesmo em ano eleitoral”, garante.

O distrital Delmasso (Republicanos) contou ao Correio que já está trabalhando para buscar a reeleição. “Acredito que precisamos continuar na defesa dos princípios da família e continuar lutando para que tenhamos uma reforma tributária no DF que possa gerar mais empregos”, disse. De acordo com Delmasso, a Casa está focada em discutir e aprovar soluções que venham reaquecer a economia sem esquecer de monitorar o andamento da vacinação no Distrito Federal.

Mais contido, Robério Negreiros (PSD) lembra que ainda falta um ano para as eleições e que o momento é de trabalhar e dar voz à população nas cidades. “A tendência é sairmos para reeleição a deputado distrital em 2022. Mas tudo somente se resolverá no futuro, após as convenções partidárias”, explicou.

Quem também tenciona candidatar-se à reeleição é Jaqueline Silva (PTB). “Pretendo continuar desenvolvendo um trabalho de resultados e, também, mais próximo das pessoas, assim como temos feito. Acredito que a Câmara Legislativa seja o caminho”, conta. A distrital afirma que o tema “eleições” ainda não esteja exercendo influência direta na rotina da casa. “Tenho desenvolvido o trabalho parlamentar com a participação direta da comunidade e é nítido que precisamos direcionar atenção para as demandas. Ainda há muito por fazer neste mandato”, defende.

Júlia Lucy (Novo) diz que seu grupo político ainda não decidiu o que fazer, mas o importante é que ela quer “continuar no jogo”. “Quero ganhar novamente, independentemente do cargo”, afirma a distrital que, provavelmente, concorrerá a um novo mandato na Câmara Legislativa. Mesma situação de Fábio Félix (PSol). O político também afirmou que concorrerá à reeleição como deputado distrital.

Câmara dos Deputados

Ao contrário da grande maioria de seus pares, há deputado distrital que busca outros rumos ou que ainda não decidiu o que irá fazer no próximo pleito. É o caso de Agaciel Maia (PL). Ao Correio, Agaciel contou que se sua colega de partido a deputada federal Flávia Arruda (PL), ministra-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, encarar uma disputa majoritária, ao Senado ou GDF, ele deve sair candidato a deputado federal. O momento, pois, é de avaliação e de compasso de espera.

Situação parecida com a vivida pela distrital Arlete Sampaio (PT). “Com certeza, eu não concorrerei à Câmara. Vou apoiar o meu chefe de gabinete, Gabriel Magno. Se dependesse do meu desejo, eu não concorreria a nada, mas estou aberta às decisões do partido”, afirmou, colocando o seu nome à disposição. Uma indefinição que não faz parte dos planos de Reginaldo Veras (PDT) que, resoluto, afirmou ao Correio que tentará uma das oito vagas à disposição na Câmara dos Deputados.

O presidente da Casa, Rafael Prudente (MDB), também é um dos que deve concorrer a mandato de deputado federal, ou até mesmo a um cargo majoritário, a depender da composição política para o projeto de reeleição do governador Ibaneis Rocha.

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