• ESSA É A NOSSA SORVETERIA -Q 22 LT 49 S OESTE-GAMA
  • O NOSSO TEMPERO CONQUISTA
  • PRAÇA 02 Setor Sul Gama DF
  • SANTA MARIA NORTE AC 319

Conheça a história de negros que conseguiram importantes cargos na Polícia Civil do DF

domingo, 29 de novembro de 2020

Em mais uma reportagem da série Histórias de Consciência, o Correio conta a trajetória de quatro pessoas que precisaram concentrar o dobro de esforços para alcançar uma posição de destaque em uma das instituições mais importantes do DF.



luta contra a discriminação racial é árdua, dolorosa, e o resultado demora a acontecer. Cada negro carrega, dentro de si, marcas do racismo estrutural e explícito na sociedade. Ricardo nasceu na Asa Sul. Márcia Margarete, em Belém (PA). Emerson viveu em uma das quadras mais perigosas de Ceilândia. João Maciel veio ao mundo no pequeno município paulista de Estrela d’Oeste. Mesmo com origem em locais tão distantes, compartilham histórias em comum: a superação às adversidades impostas pela cor e pela classe social, e o sonho de integrar a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

 No especial para o mês da Consciência Negra, o Correio publicou perfis de servidores da Segurança Pública do DF que alcançaram posições de destaque dentro das corporações. Agora, três delegados e um perito criminal da PCDF contam como venceram a violência, dedicaram-se para conseguir a aprovação em um concurso público e como transformaram o preconceito racial em combustível para se tornarem referência e inspiração na luta contra o racismo.

As histórias são de conquistas, mas também de sacrifícios. Embora esses servidores tenham alcançado espaços de destaque dentro da instituição, ainda são minoria: dos pouco mais de 5,1 mil integrantes ativos e inativos da PCDF, 77 consideram-se negros — o equivalente a 1,4% do total.

Emerson Pinto de Souza, 46 anos

 (crédito: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

Natural de Ceilândia
Perito e diretor do Instituto de Criminalística (IC)

“Na universidade, precisei escutar que engenharia não foi feita para ‘pé rapado de Ceilândia mudar de classe social, mas para a elite, e para formar elites’”

Emerson Pinto de Souza, 46 anos, é o filho mais velho de três irmãos. O pai deles, o carpinteiro aposentado Paulino Alves de Souza, 77, veio de uma cidade pobre do oeste de Minas Gerais, no distrito da Caatinga, em Brasilândia. A mãe, já falecida, era a merendeira Luiza Pinto de Souza, nascida em João Pinheiro (MG). Na década de 1960, Paulino veio ao Distrito Federal para ajudar a mãe dele, diagnosticada com um câncer de mama. Luiza veio como babá de uma família de servidores públicos de Patos de Minas transferida para a nova capital do país.

“Em 1970, minha avó morreu. Meu pai se viu diante de uma escolha: retornar para Caatinga e passar fome ou seguir aqui em Brasília. Ele escolheu a segunda opção, e passou a trabalhar como servente de obras, ajudando em construções da capital federal. Minha mãe morava na casa da família de servidores, na 707 Sul. Nesse período, reencontraram-se e decidiram se casar. Meu pai residia na invasão do IAPI, e acabou ganhando um lote em Ceilândia, onde iniciou a trajetória da minha família”, conta.

Paulino construiu, sozinho, um barraco na QNM 20, em Ceilândia Norte. Em 27 de abril de 1974, Luiza deu à luz o primogênito, o perito criminal Emerson. Nos quatro anos seguintes, nasceram os dois irmãos: o agente do Detran-DF Elton Pinto de Souza, 42, e a agente de execução penal Elisângela Pinto de Souza, 44. Durante cerca de 10 anos, a família dormia no único quarto da casa.

“Minha mãe era muito católica. Lembro que, ao chover, ela rezava para o nosso barraco não cair. Mas meus pais sempre foram muito dedicados e, ao longo de seis anos, juntaram dinheiro para comprar materiais e construir uma casa nova. O sonho se tornou realidade em 1984, quando nos mudamos para a residência em frente ao nosso barraquinho”, relata o diretor do IC.

Na infância, Emerson conviveu com amigos da mesma rua, brincando. Mas a violência tornou os dias obscuros. “Na primeira e na segunda morte (presenciadas), nos impactamos. Depois, tornou-se algo comum. Só quando deixei aquela realidade percebi quão violenta era minha quadra. Como perito criminal, fiz três perícias de morte violenta na QNM 20, uma delas após o homicídio de uma criança de apenas 3 anos.”

Emerson viu vários amigos se envolverem com a criminalidade e perderem a vida. Os pais, sobretudo a mãe, foram o alicerce para que o perito não escolhesse o mesmo caminho. Dedicou-se aos estudos, na esperança de uma vida melhor. “Minha mãe sempre dizia que, se a gente trabalhasse, algo bom aconteceria. Então, o otimismo nunca nos deixou cair na criminalidade, mesmo vendo como o dinheiro aparecia de forma fácil”, diz.

Seis meses após terminar o ensino médio no Centro de Ensino Médio nº 2 de Ceilândia Norte, Emerson ingressou no curso de engenharia elétrica pelo vestibular da Universidade de Brasília (UnB). “Eu brinco dizendo que, não sabendo que era impossível, fui lá e passei. Minha aprovação serviu de inspiração a outros alunos do colégio. Mas a trajetória foi árdua. Enquanto colegas chegavam ao câmpus em 15 minutos, eu levava mais de 1h30 e começava o dia exausto. Ali dentro, sofri preconceito e cheguei a ouvir que engenharia não foi feita para ‘pé rapado de Ceilândia mudar de classe social, mas para a elite, e para formar elites’.”

Emerson foi aprovado em seis concursos públicos, alguns depois de ingressar na PCDF como perito criminal, em 2002. “Apaixonei-me pela profissão. Fiquei, ao todo, oito anos na seção de morte violenta e mais seis na de crimes contra o patrimônio. Mesmo na corporação, continuei morando em Ceilândia, mas com o sonho de morar aqui, em frente ao Complexo da Polícia Civil, no Sudoeste”, afirma.

Em 2008, o perito criminal comprou um apartamento no bairro, pouco antes de perder a mãe para a diabetes. “Essa época foi muito difícil para mim, mas, também, o início de mais uma parte da minha trajetória. Quando meu pai trabalhava como carpinteiro, ajudou a construir as formas das lajes de prédios da minha quadra (na Avenida das Jaqueiras). Mesmo anos após eu viver aqui, meu pai se emociona ao ir à minha casa.”

“Em tanto tempo na Polícia Civil, também nutria o sonho de me tornar diretor do Instituto de Criminalística. Nos anos de eleição, quando é escolhido o diretor da corporação, os peritos criminais fazem uma votação para formar lista tríplice para o cargo de diretor do IC. Em 2018, coloquei meu nome e fui o segundo mais votado. Em 2019, tive a honra de ser nomeado”, frisa. Ainda que tenha chegado ao topo no departamento onde atua, Emerson considera que a trajetória profissional está em construção.

Márcia Margarete Pessanha, 52 anos

 (crédito:  Ana Rayssa/CB)

Natural de Belém do Pará

Delegada e vogal da Comissão Permanente de Disciplina (CPD)

“Tinha passado por diversas discriminações raciais. Perdi muitas oportunidades por simplesmente ser quem sou”

A delegada Márcia Margarete Pessanha, 52 anos, nasceu em Belém do Pará, em 4 de agosto de 1968, filha de mãe solo, a costureira Edda Rodrigues. É a mais velha entre os irmãos e viveu no estado da região Norte até os 6 anos, quando a mãe recebeu uma proposta de trabalho no Rio de Janeiro, em uma fábrica de tecidos. A família, acompanhada da avó materna e também costureira, Maria Rosa Rodrigues, passou a morar na Cidade de Deus.

Edda passava a semana inteira fora de casa. As crianças ficavam sob a supervisão da avó. Cresceram em meio à violência, entre os anos 1970 e 1980 — mesmo período retratado no filme dirigido por Fernando Meirelles e codirigido por Kátia Lund, inspirado no romance homônimo de Paulo Lins.

“Minha família era católica, mas não podíamos ir às missas, por medo da violência. Quando criança, minha grade de ensino não era totalmente cumprida, por falta de professores. Eles tinham medo de entrar na comunidade. O índice de mortes, tanto de envolvidos no crime quanto de moradores, por bala perdida era alto. Em meio a tudo isso, nossa avó se dedicava a nos orientar a buscar o caminho do esporte, dos estudos e a não sucumbir à criminalidade da Cidade de Deus”, conta Márcia Margarete.

Como a mais velha dos filhos, a delegada encarou responsabilidades desde muito nova, dentro de casa, auxiliando na criação dos irmãos. Conciliava os cuidados da família com os estudos. “Minha avó acreditava demais no meu potencial e sempre me incentivava, dizendo que eu poderia ir longe na vida. Até hoje, eu me recordo das palavras dela, quando eu ainda era criança: ‘Você precisa ler muito, pois um dia se tornará doutora’”, narra, emocionada.

Com o objetivo de crescer na vida e não se tornar estatística da violência, Márcia Margarete passou a se dedicar aos esportes. Aos 15 anos, integrou o Programa de Esporte da Fundação Roberto Marinho, no atletismo. “Foi assim que dei o primeiro passo para mudar minha história, pois consegui uma bolsa de estudos no Centro Universitário Augusto Motta e fiz o curso de fisioterapia. Eu me tornei a primeira da família a ingressar em uma faculdade. Infelizmente, minha avó não pôde presenciar essa vitória, porque morreu de câncer aos 66 anos”, lamenta a delegada.

A investigadora trabalhou como fisioterapeuta por 18 anos, mas não deixou para trás um sonho incentivado pela avó Maria Rosa: estudar direito. Ingressou na segunda faculdade, em 1999, na Universidade Estácio de Sá. “Em meio aos estudos, nasceu em mim a vontade de ser delegada. (Estava) quase com 30 anos. Nessa época, tinha passado por diversas discriminações raciais. Perdi muitas oportunidades por simplesmente ser quem sou. Como mulher e negra, eu podia ser sempre a mais gostosa, mas jamais a mais inteligente e competente.”

“Com toda a minha bagagem, tinha plena consciência de que o primeiro braço que oprime mulheres como eu era a polícia. Eu poderia fazer a diferença nesse meio e servir de exemplo. Também vi no concurso público a chance de alcançar a mudança de vida sem que eu precisasse encarar preconceito racial. Eu poderia ingressar na Polícia Civil do Distrito Federal pelo meu estudo, e nada poderia me impedir de conquistar isso.”

Márcia Margarete conciliou o trabalho como terapeuta, os estudos para a faculdade e a preparação para a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com as lições para o concurso da PCDF. “Durante anos, questionavam o porquê de eu, favelada e negra, querer ser delegada. Ouvia que não seria capaz. Mas tais falas e perguntas não afetaram minha autoestima, tampouco os meus objetivos”, destaca. No fim de 2004, ela passou em 20º lugar para o cargo de delegada de polícia no Distrito Federal. “Ao ser aprovada, tive noção de que a vida das próximas gerações da minha família seria diferente. Digo isso porque nem nos meus melhores sonhos eu poderia imaginar como vivo hoje”, acrescenta.

Por quase dois anos, a delegada chefiou a 23ª Delegacia de Polícia (P Sul, em Ceilândia). Na comunidade da região, Márcia Margarete desenvolve projetos sociais de inclusão de crianças e adolescentes pelo esporte. Ela também participa de palestras em escolas públicas, com o objetivo de inspirar novas gerações. “O racismo estrutural existe, e nós o vemos desde a escola, onde se reproduzem preconceitos. É lamentável, e muitos desistem por não aguentarem as marcas dele. Hoje, tento ser a representatividade que não tive na infância e, mais do que qualquer coisa, mostrar que é possível vencer as adversidades e construir uma vida diferente e melhor”, pontua Márcia Margarete, que participará do programa esportivo World Police & Fire Games, em Rotterdam, na Holanda, em 2022.

Ricardo Nogueira Viana, 50 anos

 (crédito: Ana Rayssa/CB)

Natural de Brasília
Delegado-chefe da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá)

“Quando o negro consegue, luta e conquista a ascensão social, mas passa a ser ‘tolerado’. Principalmente no campo das ideias, toda vez que se depara com um branco, essa ferida, ou seja, a cor da pele, é tocada”

Ricardo Nogueira Viana, 50 anos, nasceu e cresceu na Asa Sul, na companhia dos pais — o segurança Antônio José Viana, 83, e a dona de casa Raimunda Nogueira Viana, 87 —, além de oito irmãos. A família chegou a Brasília com a mudança da capital do país, em 1960, quando o pai conseguiu um emprego no Senado com a ajuda do político Vitorino Freire.

“Meu pai era de São Luís, e minha mãe, de Rosário, ambas cidades do Maranhão. Eles se conheceram na capital (maranhense) e se casaram, em 1953. Naquela época, meu pai tinha conseguido emprego de motorista para Vitorino, que, posteriormente, tornou-se senador. Com o novo cargo político, minha família foi, primeiro, para o Rio de Janeiro e, então, Brasília. Aqui, ele passou a ser segurança do Senado”, detalha Ricardo.

Posteriormente, a família comprou um imóvel na 709 Sul. “Meu pai conseguiu pagar a casa com parcelamentos que duraram anos, mas sem juros”, conta. Embora Ricardo morasse em região de alto poder aquisitivo, não tinha as mesmas condições financeiras que os amigos de infância. “Éramos uma família muito grande, e o que sobrava em carinho faltava economicamente. Nunca passamos fome, mas encaramos dificuldades. Apesar de o salário do Senado ser razoável, não era o suficiente para o sustento de 10 pessoas. Era aí que minha mãe se virava para complementar a renda. Ela chegava a vender marmitas, para que nada nos faltasse”, recorda-se.

O delegado estudou em escolas públicas e, já no primário, encarou o preconceito racial. Ele chegou a ser o único negro da Escola Classe 308 Sul: “Desde novo, tenho (vivido) situações de racismo latentes; a maioria velada, mas muitas ostensivas. Todas as discriminações me marcaram. Digo que essas minhas histórias são guardadas em uma caixinha preta e, cada vez que sofro racismo, revivo tudo de novo”.

Apesar disso, Ricardo não perdeu a esperança de crescer. Aos 11 anos, pediu aos pais para fazer o primeiro de muitos concursos: a prova para ingressar no Colégio Militar. “Como minha família não tinha condições financeiras para bancar escolas particulares a mim ou aos meus irmãos, vislumbrei que o ensino militar seria a melhor forma de conseguir um estudo de qualidade”, diz.

O delegado estava na sexta série — atual sétimo ano — quando passou na prova do colégio. No entanto, a norma era de que os estudantes entrassem na quinta série e, por isso, Ricardo decidiu repetir o ano anterior. “Na juventude, descobri a paixão pelos esportes e passei a me dedicar ao judô. Eu me tornei faixa preta. Mal sabia que essa vocação seria fundamental para meu crescimento profissional”, observa.

Em 1990, Ricardo formou-se no ensino médio e conseguiu entrar para o curso de educação física da Universidade de Brasília (UnB), mas não desistiu do sonho de estudar direito. Passou a dar aulas de judô para pagar a segunda graduação. “Em 1993, comecei a cursar direito no UniCeub. Era uma rotina extremamente puxada, porque dividia o tempo com as grades da UnB e com as aulas de judô. Ao fim do semestre, eu me desesperava, mas, com muita dedicação, conseguia honrar meus compromissos. Foi com sacrifícios que consegui chegar aonde estou.”

Na primeira graduação, Ricardo recebeu o diploma em 1996. O delegado já havia sido aprovado em três concursos públicos. Chegou a assumir uma cadeira como professor de educação física na Secretaria de Educação, porém, no mesmo ano, foi aprovado em primeiro lugar como agente da Polícia Civil do DF. “Optei pela carreira policial, que era o meu sonho”, conta.

Após entrar na PCDF, o servidor formou-se em direito, em 1999. Sete anos depois, alcançou o sonho de se tornar delegado de polícia e, mesmo com a ascensão, encarou situações de racismo. “Há 10 anos, em uma viagem ao Rio de Janeiro, fui atacado por um homem branco, de dois metros (de altura) e olhos verdes. Havia acabado de chegar ao hotel com minha família, em Ipanema, e ele partiu para cima de mim e dos que amo, dizendo: ‘Seu bando de macaco, o lugar de vocês é no galho, comendo banana. Vão embora para a África’.”

Em 2020, a história se repetiu, com pouca mudança no enredo. Dessa vez, o delegado estava em uma lanchonete do Lago Sul quando foi empurrado e chamado de “macaco”. O Correio denunciou o caso, que teve repercussão nacional. “Nesse episódio, em 8 de agosto, fiquei em evidência. Como afrodescendente, posso afirmar que esse não foi o primeiro e nem (será o) último episódio de racismo”, lamenta Ricardo.

“Quando o negro consegue, luta e conquista a ascensão social, mas passa a ser ‘tolerado’. Principalmente no campo das ideias, toda vez que se depara com um branco, essa ferida, ou seja, a cor da pele, é tocada. Falo por aqueles que, como eu, são discriminados. Vidas negras importam. Nossas semelhanças precisam ser maiores que as diferenças. Nós, negros, exigimos respeito.”

João Maciel Claro, 44 anos

 (crédito: MINERVINO JUNIOR                    )

Natural de Estrela d’Oeste (SP)
Delegado-chefe da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro)

“Como delegado, posso ser o primeiro a evitar que erros aconteçam. De fato, é melhor um culpado livre do que um inocente encarcerado”


O delegado João Maciel Claro, 44 anos, é o mais novo de nove irmãos. Nasceu no interior de São Paulo, em Estrela d’Oeste, onde acompanhou de perto a profissão dos pais. Francisco de Assis Claro e Neuza Senhora de Jesus Claro morreram aos 64 e aos 70 anos, respectivamente. Trabalhavam como lavradores em fazendas de café. O casal era analfabeto, mas incentivava os estudos dos filhos.

João Maciel trabalhou até os 20 anos como meeiro em plantações de café — profissão rural com foco na colheita dos grãos. No serviço, ficava com 40% do lucro, e os donos da produção, com 60%. Ao longo da vida, o investigador viu os irmãos deixarem as lavouras para estudar e, no início da juventude, seguiu o mesmo destino. Mudou-se para Presidente Prudente (SP), onde moravam os irmãos Lorival Marcolino Claro, 55, e Donizete Maciel Claro, 54. “Ali, tentei diversos empregos, mas não conseguia nada. Hoje, reflito muito sobre essa fase. Não era por falta de dedicação, mas será que era tão incompetente a ponto de não conseguir um trabalho por três anos?”, reflete.

Desempregado, João Maciel dedicou-se aos estudos e, aos 23 anos, conseguiu passar no concurso para segurança do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), no Fórum de Regente Feijó. “Então, consegui ingressar na Instituição Toledo de Ensino, para cursar direito. Trabalhava à noite, em escala, e estudava pela manhã. Mas, na Corte, contei com a ajuda de colegas, sobretudo da juíza Flávia Alves Medeiros, que me permitia estudar na biblioteca local”, detalha. “Durante o período da faculdade, fui muito marginalizado. Todo mundo dizia que eu não conseguiria me formar, imagina passar em concurso público. Mas não esmoreci. Via meus irmãos conquistando o espaço deles e não deixei que as dificuldades me afastassem dos meus sonhos”, acrescenta.

Aos 29 anos, João Maciel passou no concurso da Polícia Civil do DF — antes mesmo de pegar o diploma de bacharel em direito, ao defender uma monografia sobre a importância das cotas raciais. “À minha época, não havia cotas. Mas trata-se de uma política pública necessária. Na história do nosso país, o negro era escravizado. Mesmo após a abolição da escravatura, foram deixados às margens da sociedade. Deveriam ter pago os serviços dos negros, mas, em vez disso, preferiram contratar a força de trabalho italiana. O Brasil tem, sim, uma dívida histórica com todos os negros. É preciso que sejamos inseridos em espaços onde não conseguimos abertura. Os negros ajudaram a construir nosso país, e isso não é reconhecido até hoje”, enfatiza.

João Maciel mudou-se para Brasília para assumir o cargo de delegado. Durante o curso de formação, viveu mais de uma situação de racismo pelas ruas da capital federal. “Estava lotado em Ceilândia e acompanhado de um amigo, também delegado, que está aposentado. Estávamos comendo em uma lanchonete no centro da cidade, caracterizados (como profissionais). Pouco tempo depois, chegou uma viatura. Cumprimentamos os policiais e eles relataram que estavam ali por nossa causa. (Pessoas da lanchonete) acharam que éramos bandidos”, conta o servidor público.

Outro caso vivido pelo investigador ocorreu em uma lan house, também em Ceilândia e com o mesmo delegado aposentado. “Fomos conferir o resultado das provas de formação da PCDF. Meu amigo acabou perdendo a chave do carro dele, um Corsa, e acionou o seguro. Porém, precisamos esperar e ficamos ao lado do veículo. Acionaram 10 vezes a Polícia Militar, e fomos abordados em todas as ocasiões. Mesmo vendo que os policiais falavam conosco e iam embora, os moradores ligavam novamente para a corporação”, relata João Maciel.

O policial acrescenta que, para muitos, integrantes das forças de segurança podem parecer preconceituosos, pois a discriminação racial é generalizada. “Infelizmente, a maioria dos crimes ocorre em (áreas onde vivem) populações pobres, majoritariamente formadas por negros ou pardos. Isso justifica a maior concentração dessas pessoas entre as que têm problemas com a Justiça. Porém, tais índices aparecem não pelo tom de pele, mas pelas condições de marginalização às quais essas populações estão sujeitas. Como delegado, posso ser o primeiro a evitar que erros aconteçam. De fato, é melhor um culpado livre do que um inocente encarcerado”, finaliza.

https://www.correiobraziliense.com.br/

Leia Mais....

PMDF emite alerta para jogo na internet que coloca crianças em risco

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

 Polícia Militar do Distrito Federal emitiu um alerta para um novo ataque virtual destinado a crianças e adolescentes nas redes sociais. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios explica que trata-se de um perfil que capta jovens na internet e os encoraja ao suicídio, automutilação e outras situações de risco, além de fazer ameaças de morte.


Denominado Pateta, o perfil alcança jovens por meio de redes sociais para participar de um jogo que pode levar à extorsão, ameaças e, até, suicídio



Segundo a PMDF, há duas formas de iniciar o jogo. A criança pode receber uma mensagem privada de um personagem chamado Pateta e ele passa a dar instruções do jogo para a criança seguir. Outra possibilidade é de que a vítima entre em contato com uma conta de Jonathan Galindo em uma plataforma de rede social.

A comunicação com as vítimas se dá por meio de mensagens de textos, vídeos e ligações, mas uma das supostas regras do jogo é apagar toda a comunicação feita. Depois da anuência do jovem para entrar no jogo, ele recebe um link por meio do qual o suspeito tem acesso ao IP da criança, bem como outras informações pessoais que podem ser usadas durante extorsão.

Outro caso similar, popular em 2017, era o jogo chamado Baleia Azul, que propunha desafios letais, entre eles automutilação e o suicídio. A PMDF recomenda que as famílias monitorem o uso da internet, frequente as redes sociais dos filhos, observem comportamentos estranhos e mantenham o diálogo aberto com os jovens sobre a gravidade desses jogos. É necessário manter atenção redobrada com adolescentes com tendência à depressão.

https://www.correiobraziliense.com.br/
Leia Mais....

Pastor assassinado no Areal matou filho do mandante do crime em 2018, diz PCDF

Francisco Antônio dos Santos Marques, de 35 anos, foi morto em 4 de outubro dentro da igreja, no Areal, em Arniqueira. O mandante do assassinato foi capturado no Piauí e chegou ao DF nesta quarta-feira (25/11), onde cumprirá pena por homicídio qualificado.



mandante do assassinato do pastor Francisco Antônio dos Santos Marques, de 35 anos, chegou a Brasília na tarde desta quarta-feira (25/11) para cumprir pena no Complexo Penitenciário da Papuda. Após diligências policiais, investigadores da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) capturaram o suspeito, de 42 anos, em Parnaíba (PI). Francisco foi morto na manhã de 4 de outubro dentro da igreja onde pregava, no Areal, em Arniqueira.

Investigações revelaram que o pastor seria o responsável pelo assassinato do filho do mandante do crime, em 2018 e, por isso, o suspeito teria contratado um rapaz de 18 anos para assassiná-lo. O jovem foi preso em 9 de outubro. Em buscas na residência dele, policiais encontraram um revólver calibre 38, com numeração raspadas, além de droga, quatro balanças eletrônicas e as roupas que foram usadas por ele no dia do crime.

Durante o interrogatório, o suspeito usou o direito de permanecer em silêncio e só se manifestar em juízo. “O homem que foi contratado para matar o pastor vinha ao DF com frequência e conhecia o pessoal do Piauí. Foi em um desses encontros que ele conheceu o mandante e aceitou a proposta”, afirmou o delegado-chefe da 21ª DP, Alexandre Gratão. O homem foi encaminhado à Carceragem da PCDF e cumprirá pena por homicídio qualificado.

Caso

A morte de Francisco chamou a atenção da população do DF. Era manhã de domingo quando o religioso chegou à Igreja Assembleia de Deus Voz do Calvário, na QS 11 do Areal, para mais um culto. O pastor estava de costas, ajoelhados no altar, em oração. Poucos minutos depois, um jovem chegou ao templo e efetuou disparos contra a vítima, que morreu no local. Uma fiel, que também estava na igreja, acabou sendo atingida, de raspão, no pé direito.

Em 9 de outubro, após campana, a equipe conseguiu capturar o acusado em frente à casa dele. Ele acabou confessando o assassinato e foi detido, também, por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

 À época dos fatos, a mulher do pastor, Luana Marques, 22, disse ao Correio que o marido respondia em liberdade por um assassinato cometido no passado. A esposa contou que, em 2016, o casal se mudou para Brasília em busca de uma nova vida. O homem deixou a mulher e um filho de 2 anos.

https://www.correiobraziliense.com.br/

Leia Mais....

PODE CONFIAR!

quarta-feira, 25 de novembro de 2020






Pastor Ronne do Gama 

DEUS deseja que você saiba que sempre vale a pena aguardar SUAS respostas. Continue a confiar no SENHOR, não importa o que você esteja passando, seja qual for a situação enfrentada.

 A Bíblia diz: “Desde os tempos antigos ninguém ouviu e olho nenhum viu outro DEUS além de TI, que trabalha para aqueles que NELE esperam.” Is 64:4. A fidelidade de DEUS estava tão arraigada no coração do rei Davi que lhe permitiria proferir: “Descanse somente em DEUS, ó minha alma; DELE vem a minha esperança.” Sl 62. O entusiasmo de Davi foi o mesmo de Isaias tempos depois – porque o SENHOR prometeu que “aqueles que esperam em mim não ficarão decepcionados.” Is 49:23. Nenhum (NENHUM) ser humano jamais se decepcionou por haver confiado em DEUS!

Se você está esperando há muito tempo uma resposta à sua oração, lembre-se que as longas esperas geralmente precedem a queda de montanhas enormes. Continue a orar e não dê ouvidos à dúvida nem ao medo que te dizem: “esta situação é impossível”, “aquela pessoa jamais mudará”, ou “é tarde demais”. Em vez de permitir que satanás tenha a última palavra  na batalha da fé, repita as palavras de DEUS escritas na Bíblia: “O SENHOR é fiel em todas as SUAS promessas e bondoso em tudo que faz” Sl 45:13.

Deus abençoe a sua vida. Ele é contigo.

Leia Mais....

Deputado Claudio Abrantes: “Vivemos uma reconstrução como há tempos não se via”

terça-feira, 24 de novembro de 2020

 

20/05/2019. CREDITO: VINICIUS CARDOSO VIEIRA/ESP. CB/D.A. PRESS.

Entrevista // Claudio Abrantes, deputado distrital e líder do governo na Câmara Legislativa

Como líder do governo, qual avaliação o senhor faz da relação entre Executivo e Legislativo nesses primeiros dois anos?
Temos hoje um Executivo que dialoga com os demais poderes, dialoga com o Legislativo, com a sociedade. E o Legislativo, por sua vez, preza pela harmonia com o Executivo, mas preserva sua independência. Então, vejo hoje em dia um respeito mútuo que não existia anteriormente. Além de um objetivo comum, e isso é o mais forte e presente, que é de trabalhar pelo cidadão, pelo Distrito Federal. Muito disso vem do próprio perfil do governador, que não é um homem de falar e deixar alguma coisa parada, mas sim de fazer, em um ritmo que muito nos alegra e que está transformando a capital. Vivemos hoje uma reconstrução como há tempos não se via, e não se trata apenas de obras físicas, mas de ações ousadas, como o GDF Saúde e o novo Refis. As diferenças, por sua vez, passam então a ser vistas de forma positiva, como parte natural do processo democrático. E, no fim das contas, isso é muito produtivo para a sociedade, pois são diferentes ângulos de visões que se afinam por resultados que impactem, de maneira benéfica, o DF, o cidadão.

Houve momentos mais tensos como a tentativa de instaurar a CPI da Pandemia. O que foi preciso fazer para contorná-la?
Em primeiro lugar, é importante destacar que toda e qualquer atitude que venham a ser lesivas aos cofres públicos devem ser investigadas, apuradas. E os responsáveis por tais atitudes devem ser responsabilizados e punidos na forma da lei. Sobretudo, se houver algum tipo de oportunismo, de aproveitamento de uma situação de crise. Então, ninguém é contra o olhar criterioso do Estado. O que não pode haver é politização e, ainda, que se faça um corte temporal que deixe de fora todo o histórico da pasta. Se é para investigar, vamos a fundo, não vamos satanizar uns e endeusar outros, excluindo-se aí possíveis aliados de partidos e políticos que estão na ativa. Para resumir, não somos contra, não temos o menor problema com nenhuma ferramenta de fiscalização, mas elas têm de ser isentas.

Quais projetos o Executivo prioriza para esse fim de ano? Ainda dá tempo de aprovar alguma pauta importante para a cidade?
Sim, ainda temos quase um mês de sessão legislativa, ainda dá tempo de aprovar pautas de relevância para a cidade. Temos ainda pela frente diversas pautas que dizem respeito a orçamento e de ajustes de final de ano, e é de fundamental importância que nós as votemos. Também consta o IPVA e o IPTU, pautas sobre carreiras e concursos. Estamos afinando o que ainda entra, e posso adiantar que é por aí.

O que deve nortear o ano de 2021?
São vários vieses importantes para o DF. Um deles é o olhar cuidadoso sobre a economia, sobre a reconstrução dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus. Outro, mas esse depende acima de tudo da chegada da vacina, é a imunização da população do DF. Digo isso baseado nas recentes notícias, como o anúncio da vacina da Pfizer e outras que começam a se tornar realidade. Também acredito na retomada dos espaços que foram suspensos durante o ano de 2020, como as escolas, os órgãos. Então acredito que a conscientização, o acolhimento ao cidadão, vão ser bastante presentes. No mais, nada parou. De forma cuidadosa as obras em todo o DF seguiram, os programas foram lançados e Câmara se reinventou e seguiu firmemente.

O senhor se candidatou à presidência da Casa nas últimas eleições. Vai disputar dessa vez ou apoiar, como o governador, o atual presidente Rafael Prudente?
Ser presidente da Casa é uma honra para todos os deputados, e se para o fim do ano nossa decisão for por entrar no pleito por essa missão, isso ocorrerá no mesmo diapasão que sempre direcionou o nosso mandato, que é trabalhar pelo cidadão, de forma transparente, ética e honesta. E, se Deus porventura nos presentear com mais esse desafio, não seria diferente.

https://blogs.correiobraziliense.com.br/

Leia Mais....

Morre ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal Frejat, aos 83 anos

 Frejat

CRÉDITO: ED ALVES/CB/D.A PRESS.


Publicado em CB.Poder

ANA MARIA CAMPOS

Morreu uma referência na saúde pública do Distrito Federal. O ex-deputado federal Jofran Frejat estava em tratamento de quimioterapia por conta de um câncer de pulmão e não resistiu.

Tinha 83 anos, sendo mais mais de 40 anos dedicado à saúde e à política.

Frejat foi cinco vezes deputado federal e secretário de Saúde dos governos de Aimé Lamaison e Joaquim Roriz. Era do tempo em que não se viam escândalos nos gastos de saúde. Fez história nos hospitais de Brasília, não apenas como cirurgião, mas também como gestor. Costumava dizer que não permitia ingerências políticas em seu trabalho. Disse não várias vezes para o governador que lhe chefiava.

Frejat conhecia como poucos o funcionamento da rede pública. Trabalhou na estruturação do Sistema Único de Saúde e na construção de vários centros de saúde do DF.

O médico Jofran Frejat nasceu em Floriano (PI), em 19 de maio de 1937, numa família com muitos irmãos. O mais conhecido é José Frejat, que foi deputado federal pelo PDT do Rio de Janeiro e é pai do cantor Roberto Frejat.

Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1962, fez pós-graduação pela Universidade de Londres em 1972.

Era querido entre servidores da saúde e da segurança pública. Diretor do Instituto Médico Legal do Distrito Federal entre 1973 e 1979, nos governos Hélio Prates da Silveira e Elmo Serejo Farias, foi também secretário-geral do Ministério da Previdência Social.

Eleito deputado federal pelo PFL do Distrito Federal em 1986, participou da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição de 1988. Reeleito em 1990, afastou-se para ocupar a Secretaria de Saúde no segundo governo Joaquim Roriz. Filiado ao PP, foi reeleito em 1994, ingressou no PPB, votou contra a Emenda da Reeleição e conquistou um novo mandato em 1998, afastando-se para retornar à Secretaria de Saúde no terceiro governo Joaquim Roriz. Em 2002, disputou uma cadeira no Senado Federal. Mas não se elegeu.

Frejat poderia estar agora na metade de seu mandato como governador do Distrito Federal. Favorito nas pesquisas de intenção de votos em 2018, ele abriu mão inexplicavelmente da pré-candidatura. Na época, disse que não aceitaria fazer um pacto com diabo. Na época, houve muitas interpretações, mas nem mesmo os aliados mais próximos sabiam dizer o real motivo de Frejat abdicar de um mandato quase certo, em torno do qual se uniam políticos como José Roberto Arruda, Alberto Fraga, Eliana Pedrosa, Alirio Neto e Ibaneis Rocha.

Frejat era respeitado até pelos adversários. Quando desistiu da candidatura, recebeu a solidariedade até do adversário com quem disputou o segundo turno quatro anos antes, Rodrigo Rollemberg (PSB)

Repercussão

Diversos políticos e representantes da capital federal lamentaram a morte do médico. O governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) relembrou a trajetória de Frejat na política e na área da saúde. “Sua dedicação fez do Distrito Federal uma referência no tratamento da saúde pública. Foi deputado federal atuante, constituinte, enfim, um homem que dedicou sua vida ao serviço público”, comentou Ibaneis. “Nos aproximamos na época da última eleição para governador, quando cheguei a abrir mão da minha candidatura para apoiá-lo, até que ele desistiu da disputa”, acrescentou.

O ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB) também prestou homenagem ao político. “Acabei de receber, com muita tristeza, a informação do falecimento de Jofran Frejat. Embora adversários na eleição de 2014 sempre mantive com ele uma relação de respeito e diálogo. Frejat exerceu a política com dignidade e tinha minha admiração. Que Deus conforte sua família”, disse.

A deputada federal Flávia Arruda (PL-DF) foi candidata a vice-governadora na chapa de Frejat em 2014. “Perdemos um amigo, um líder e um homem público exemplar. Tive a honra de ser vice do Frejat em 2014 e aprendi muito com ele.”

“Frejat era um homem admirado pela honestidade, capacidade de trabalho, que sempre lutou por Brasília. Deixa um grande legado, especialmente, por tudo que realizou na área de Saúde. Como amigo particular e colega de bancada no Congresso Nacional, fomos deputados constituintes, eu manifesto meu profundo sentimento de perda pelo falecimento de Frejat. Nos conhecemos desde a década de 60, antes da política. Frejat era amigo dos seus amigos”, disse o ex-senador e ex-ministro do Tribunal de Contas da União Valmir Campelo.

Colega de profissão o senador e ex-ministro da Educação Cristovam Buarque (Cidadania) lamentou o ocorrido: “O Distrito Federal perdeu hoje um dos seus pioneiros mais respeitados. Jofran Frejat foi um médico competente e um político sério que ajudou a fazer Brasília. Uma grande perda para a cidade e para todos que convivemos com ele”.

A senadora do Distrito Federal Leila do Vôlei (PSB) destacou a importância de Frejat na área da saúde. “Perdemos um homem que lutou pelo SUS e foi um dos responsáveis pela criação da Faculdade de Ciências de Saúde do DF”, destacou.

O senador do DF  Izalci Lucas (PSDB) destacou o “imenso legado” deixado pelo amigo. “Jofran Frejat médico, Jofran Frejat deputado, Jofran Frejat gestor público era sempre o mesmo Frejat, aquele que fazia o bem sem olhar a quem. Dedicou a maior parte de sua vida ao nosso Distrito Federal como médico, deputado federal e Secretário de Saúde”, reforçou.

Para o presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT) do Distrito Federal, Georges Michel, o falecimento é uma perda para sociedade brasiliense. “Jofran Frejat, honrado político, ocupou altos cargos no Distrito Federal, no Governo Federal e foi deputado federal, sempre pautado na ética e no interesse público”, frisou.

Leia Mais....

Alunos da rede pública terão acesso à orientação educacional

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

 

Projeto do deputado José Gomes prevê que instituições de ensino médio incluam em calendário semana sobre o assunto

Definir a profissão é um dos principais desafios dos estudantes. Para ajudar os alunos das escolas públicas a tomarem essa importante decisão, o deputado José Gomes (PSB) protocolou, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, Projeto de Lei que institui diretrizes para orientação escolar sobre profissões técnicas e científicas e cria no calendário educacional uma semana dedicada ao tema.

“Esse é um momento muito conturbado da vida dos nossos jovens. Se eles tiverem acesso às informações sobre as principais profissões existentes e às atribuições delas, a tendência é que eles tenham uma escolha mais consciente do que querem fazer no futuro”, frisou José Gomes.

O deputado ainda ressalta que é comum ver alunos que ingressam em um curso desistirem dos estudos, no meio do caminho, pois percebem que não era aquilo que eles queriam fazer. “Vamos reduzir o número de frustrações e preparar profissionais conscientes. Quando você se identifica com uma profissão, as chances de sucesso são bem superiores”, salientou o parlamentar.
 
As escolas de ensino médio irão promover atividades, exposições, palestras, aulas, discussões e demais recursos didáticos adequados para que os adolescentes tenham mais condições de escolherem a profissão que irão seguir. O acesso às informações a que se referem a proposta poderão ocorrer por atividades ministradas de forma presencial ou virtual.

Gabinete do deputado José Gomes

Leia Mais....

VÍDEO: Após a morte de sargento vítima de COVID-19, Comandante Geral da PM se manifesta nas redes sociais

 


 
https://blogdopoliglota.com.br/


A morte do 3º sargento Renato dos Santos no último dia 20, e que abriu um debate dentro da categoria sobre a necessidade da realização dos cursos online (EAD/à Distância), levou o comandante da corporação, coronel Pontes, a se manifestar através das redes sociais.

Em suas palavras, o comandante cita que a prioridade é a preservação das vidas dos policiais diante dessa pandemia e, por razões óbvias, resolveu suspender o próximo curso previsto para início na corporação (CAEP).

Segundo ainda o comandante, diante do quadro pandêmico que vivemos, para a realização dos cursos sua tropa sempre é ouvida antes (aqueles agraciados pelas convocações).

Assista ao vídeo:

Tocador de vídeo
00:00
03:31

 

Leia Mais....

Policial Civil morre de infarto dias após ser atropelado e receber alta

 

O agente aposentado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Givelson Carlos Batista da Cunha, 54 anos, faleceu na tarde deste domingo (22/11), por volta das 17h30, de infarto.

Ele foi atropelado em 8 de novembro, na DF-205, após a Fercal, na região de Sobradinho II, enquanto andava de bicicleta. O motorista responsável fugiu do local para não ser autuado em flagrante. Em estado grave e com fratura no crânio, Givelson foi submetido a cirurgia no Hospital de Base (HBDF) e recebeu alta nessa sexta-feira (20/11).
Muito abalada, a presidente da Associação dos Aposentados da PCDF, Sandra Lobo, confirmou  o falecimento de Givelson. “Ele passou mal hoje à tarde e foi trazido ao Hospital de Base”, explica. “Não tenho mais detalhes, a irmã dele está deseperada; vou encontrar a família”, disse Sandra.

https://planaltoempauta.com.br/

Leia Mais....
 
BLOG DO PASTOR RONNE © 2013 | Traduzido Por: Template Para Blogspot