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Governador do DF quer reabertura ‘sem restrições’: ‘Vamos tratar (a covid-19) como uma gripe’

terça-feira, 30 de junho de 2020
Embora tenha sido o primeiro governador do país a adotar medidas de isolamento, Ibaneis declarou que a covid-19 deveria ter sido tratada como uma gripe desde o início
No mesmo dia em que decretou estado de calamidade pública pela pandemia da covid-19, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse estudar a reabertura total, até o começo de agosto, de bares, restaurantes, escolas e outras atividades. Em entrevista ao Estadão nesta segunda-feira, 29, Ibaneis afirmou que “restrições” já não servem para nada, pois se esgotou o “limite” da população. “(A covid-19) Vai ser tratada como uma gripe, como isso deveria ter sido tratado desde o início.”
O governador foi o primeiro entre os 27 do País a adotar medidas de isolamento para restringir a circulação de pessoas. Antes mesmo da confirmação do primeiro caso confirmado da doença no Distrito Federal, Ibaneis decretou emergência no dia 28 de fevereiro. No dia 11 de março, suspendeu aulas e proibiu eventos.
 afirma não temer aumento de casos e óbitos após a retomada de atividades. “Não adianta querer colocar nas minhas costas o sofrimento dos outros”. O número de internações no DF tem aumentado. Segundo dados do governo local, estão ocupados 91,32% dos 219 leitos de UTI para a covid-19 da rede privada. Já em hospitais públicos, 61,4% dos 500 leitos reservados estão ocupados.
Segundo boletim de segunda-feira, 28, do governo local, o DF tem 47.071 casos da covid-19 e 559 mortos. Ao declarar estado de calamidade pública, o governo admite precisar de mais recursos públicos da União para enfrentar a pandemia. Ibaneis, no entanto, disse que medida foi meramente burocrática. O governador também elogiou o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, com quem disse que jantará na terça-feira. “Pandemia é guerra. Guerra se trata com general. O general Pazuello tem de ser confirmado como ministro da saúde. Ele vai ser o maior ministro da história do Brasil.”
O senhor está estudando cronograma de retorno de mais atividades. No cenário atual, quando os serviços devem reabrir?
Pedi para o pessoal fazer o estudo. Até início de agosto eu deixaria tudo aberto.
Com restrições…
Nem seria com restrições, não. Restrição não serve mais para nada. Você não consegue mais fazer com que as pessoas fiquem em casa. O limite do isolamento já chegou. Ninguém fica em casa mais.
O senhor não teme que os hospitais lotem?
Vai lotar nada. Vai ser tratado como uma gripe, como isso deveria ter sido tratado desde o início.
O senhor acha que houve exagero no tratamento?
Acho que houve falta de atenção no tratamento. (Em nova ligação, o governador finalizou as respostas). Essa doença foi tratada no início como se o Brasil fosse regionalizado. Totalmente equivocado.
São Paulo é a porta de entrada de qualquer tipo de pessoa no Brasil porque tem o maior aeroporto do Brasil. Tinha de ser sido tratado de forma individual. O Rio de Janeiro tinha um carnaval que se aproximava com todos os estrangeiros que estavam chegando…
Pegaram a doença e largaram ela por aí como se não fosse responsabilidade de ninguém. Cada um saiu tomando a sua decisão. Então começou tudo errado. Por isso estamos sofrendo o que estamos sofrendo. Agora, não adianta querer colocar nas minhas costas o sofrimento dos outros.
Eu tomei as medidas que eu entendi naquele momento necessárias. Por isso achatei a curva, obriguei a população do Distrito Federal a ficar restrita durante 72 dias, o que não se consegue fazer em lugar nenhum.
Agora chegou minha hora de reabrir. Com população já educada, com leitos hospitalares, que os outros não têm a quantidade de leitos que eu tenho. Então, não adianta querer misturar a quizumba que foi criada no Brasil com o que eu fiz aqui.
Tenho 200 leitos de UTI sobrando. Tenho 170 leitos na UTI que, se eu quiser, dou uma canetada, já combinado com eles, estou pagando, e coloco à disposição da população. Estou montando mais 200 leitos de UTI daqui para a próxima semana.
O governo do DF assinou um decreto de calamidade pública…
A Câmara Legislativa, pela lei orgânica do DF, só ela pode decretar calamidade. Ela foi, decretou calamidade há 90, 100 dias. Mas o decreto da Câmara não serve para receber verbas federais. Tem de ter um decreto do governo estadual ou distrital.
Foi simplesmente para atender um requisito legal. Eu era o único Estado que não estava recebendo verbas da Defesa Civil, que são importantes. É uma coisa mais formal do que por necessidade.
O governo federal está se omitindo em algum ponto no combate à pandemia?
Não, governo federal hoje está tratando de maneira correta. Pazuello está fazendo da forma correta. Levando equipamentos para onde precisa. Se tivesse sido feito dessa maneira lá no início, o Brasil não teria a quantidade de mortos que está.
Pandemia é guerra. Guerra se trata com general. O general Pazuello tem de ser confirmado como ministro da saúde. Ele vai ser o maior ministro da história do Brasil.
Não atrapalhou o Ministério ter deixado de se manifestar sobre necessidade de distanciamento social, ainda que cada estado tenha regras próprias?
Acho que isso é o seguinte: nós temos uma população que tem uma divergência muito grande de formação individual, educacional. Aqui em Brasília vivo muito isso.
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Servidores da CLDF auxiliam famílias atingidas por incêndio na Estrutural

segunda-feira, 29 de junho de 2020
A ação é parte da Campanha Drive Thru da Solidariedade, de arrecadação e doação de mantimentos para pessoas em estado de necessidade durante a pandemia
Representantes do Sindicato dos Servidores da CLDF e TCDF (Sindical) foram até o Bairro Santa Luzia, na Estrutural, nesta segunda-feira (29), para levar donativos às famílias que tiveram suas casas destruídas por um incêndio ocorrido na tarde da última terça-feira (23).
A dona de casa Ketlem Sousa de Araújo, o marido que é carroceiro e as duas filhas, de 5 e 13 anos perderam tudo e estão alojados na casa de vizinhos. Outras duas famílias com quatro crianças, entre elas uma bebê de colo, também tiveram seus imóveis destruídos.
A ação faz parte da Campanha Drive Thru da Solidariedade, de arrecadação e doação de mantimentos para pessoas em estado de necessidade durante a pandemia de Covid-19. Os servidores levaram colchões, cobertores, calçados, roupas, brinquedos e cestas básicas reforçadas para a alimentação das crianças.
“Eu acredito que Deus não dá um fardo maior do que a gente possa carregar. Penso que se aconteceu uma coisa dessas é por que algo melhor está por vir”, afirma Ketlem, que na hora do incidente estava participando de uma oração da casa de uma vizinha. “Agradeço muito pela ajuda do sindicato, eu fiquei sem nada, só com a roupa do corpo”, lamenta.
A campanha continua com seu ponto de arrecadação mantido em frente à portaria principal da Câmara Legislativa. “Continuamos contando com a colaboração dos servidores e da comunidade do DF para manter esse serviço tão importante neste momento”, diz o presidente da entidade, Jeizon Silverio.


https://jornaldebrasilia.com.br/
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GDF declara estado de calamidade pública na capital

Pandemia de covid-19 preocupa o Poder Público. Últimos números da Secretaria de Saíude mostram quase 45 mil pacientes infectados pelo novo coronavírus
O Governo do Distrito Federal (GDF) publicou um decreto que declara estado de calamidade pública na capital em decorrência da pandemia de covid-19.
O decreto, publicado no Diário Oficial (DODF) nesta segunda-feira (29), vai valer enquanto perdurar os efeitos da pandemia no Distrito Federal.
A última atualização da Secretaria de Saúde mostra que o DF tem 44.950 casos de infecção e 548 mortes pelo novo coronavírus. Só no domingo (28), foram registrados 2.139 novos pacientes.

Risco de colapso

Além do alto número, um panorama dado por um cirurgião-geral do Hospital de Base preocupa o Poder Público. Um áudio, obtido pelo site O Antagonista, mostra o médico Lucas Seixas comunicando que se esgotaram as vagas em hospitais públicos e privados da capital
“Estamos com 100% de ocupação dos nossos ventiladores. Gostaria que vocês unissem forças para dar as altas necessárias”, pede o médico. “Vamos aguentar firmes, todos unidos, porque o pico chegou e esta semana será muito difícil.”
O cirurgião-geral afirma que sugeriu às autoridades um lockdown de 15 dias, entre 30 de junho e 14 de julho, “para que a gente tenha uma diminuição gradativa dos leitos com ventilação e a segunda semana de julho seja mais tranquila, mesmo que a gente postergue um pouco mais a crise intra-hospitalar”, disse Lucas Seixas.

Falta de medicamentos

Os estoques de Dormonid e Pancurônio, medicamentos utilizados para manter sedados os pacientes em estado grave de covid-19 que estão entubados, estão em níveis críticos. De acordo com fiscalização realizada pela Comissão de Direito à Saúde da Ordem dos Advogados (OAB-DF), na última sexta-feira, dia 26 de junho, havia apenas 16 caixas dos dois medicamentos em estoque.
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Após morte de policial, Sinpol-DF pede que PCDF intensifique prevenção à COVID-19

sexta-feira, 26 de junho de 2020
Morte do agente de polícia Geraldo Viana expõe vulnerabilidade dos policiais civis | Foto: Arquivo Pessoal
Da Comunicação Sinpol-DF
A diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) voltou a reivindicar que a Polícia Civil do DF (PCDF) intensifique as medidas de prevenção ao coronavírus para proteger a saúde dos servidores da corporação.
Entre as ações cobradas pelo Sinpol-DF estão a ampliação do teletrabalho, o fortalecimento do revezamento de turno e a instalação de anteparos nos guichês de atendimento, além de distribuição de máscaras, álcool em gel e luvas.
O sindicato também reivindica que os policiais em plantão com algum fator de risco ou com filhos em idade escolar possam também solicitar o trabalho remoto. A entidade afirma que, apesar de existir essa possibilidade, a PCDF tem resistido em aprovar os requerimentos.
O Sinpol solicitou, ainda, que a PCDF só deflagre operações com alvos específicos e que sejam fruto de investigações.
A entidade pontua que a falta de medidas mais severas pode agravar ainda mais o quadro de infectados na instituição, número que só tem crescido: até esta data, já são 167 policiais civis com diagnóstico positivo para o coronavírus.
ATIVIDADE ESSENCIAL
O ofício foi entregue nesta sexta, 26, um dia após a morte do agente de polícia Geraldo Giovany Ribeiro Viana. Ele tinha 54 anos e era diretor-adjunto da Divisão de Apoio e Serviços Gerais (DASG) da PCDF.
Viana, como era conhecido entre os colegas, foi o primeiro policial civil a morrer por COVID-19.
No documento, o Sinpol-DF aconselha a Direção-Geral da corporação a repensar a retomada das atividades plenas, uma vez que a curva de infectados ainda está em ascendência.
O sindicato alega, ainda, que embora algumas medidas tenham sido tomadas pela PCDF (após muita insistência da entidade, que vem cobrando uma ação efetiva da instituição desde 28 de fevereiro), o número de operações policiais tem aumentado.
Além disso, o Sinpol frisa que houve a “liberação indiscriminada das emissões de carteiras de identidades e o aumento do fluxo de pessoas nas Unidades Policiais”.
Para a entidade, ainda que a Polícia Civil realize uma atividade essencial não se pode “pretender e exigir” que os servidores fiquem mais expostos ao contágio.
OPERAÇÕES
“As operações policiais, principalmente aquelas sem um objetivo claro e determinado, geram risco no momento em que obrigam policiais a dividirem uma viatura e ficarem abordando pessoas aleatoriamente. Se uma dessas pessoas ou tripulante da viatura estiver assintomático, mas infectado, todos ali poderão se infectar. E o que temos visto é que algumas unidades têm insistido em realizar “operações” sem um alvo específico ou sem objetividade”, argumenta a diretoria do sindicato, no ofício.
No documento, o Sinpol diz que a morte de Viana não pode ser tratada como “mais uma vítima de COVID-19”, pois ele estava em atividade na PCDF.
Há fortes evidências de que o agente de polícia tenha sido infectado no ambiente de trabalho. Por isso, para o Sinpol-DF, é essencial que a Polícia Civil instaure processo a fim de estabelecer que a morte ocorreu em decorrência de acidente de trabalho.
O procedimento é importante para assegurar à família do policial todas as garantias de subsistência. Viana passou mais da metade de sua vida na PCDF, abrindo mão, inclusive, do convívio familiar.
“Precisamos que a PCDF ofereça aos seus servidores todas as condições para um trabalho efetivo, mas, acima de tudo, com segurança e prevenção, sem esquecer que estamos em estado de calamidade pública, em uma pandemia, com uma doença perigosa se alastrando, cuja cura ainda não foi descoberta. Todas as vidas importam! As dos Policiais Civis também!”, finaliza o sindicato.
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Policial civil do DF morre vítima da COVID-19


Viana, como era conhecido entre os colegas, foi vítima da COVID-19 | Foto: Arquivo Pessoal

O Sinpol-DF informa, com extremo pesar, o falecimento do agente de polícia Geraldo Geovany Ribeiro Viana, diretor-adjunto da DASG, vítima da COVID-19.
Viana, como era conhecido, lutava contra o coronavírus há algumas semanas e estava internado no Hospital Regional de Santa Maria.
Viana era um policial antigo, matrícula 27 mil. Ingressou na PCDF em 1987. Estava filiado ao Sinpol desde 1989. Como amava sua profissão, continuava em atividade mesmo com seu tempo de contribuição já preenchido.
Viana eram casado com Valéria e pai de Pablo, Hebert e Juliana, além de ajudar a criar Juliene, aos quais estendemos todo nossos profundos sentimentos, nosso carinho, nossa solidariedade e atenção no que for preciso.
Viana foi o primeiro policial civil vítima dessa doença agressiva e letal que é a COVID-19.
O sindicato já fez contato com a família, colocando-se à disposição e informando os trâmites necessários.
Que Deus o receba de braços abertos, conforte a família e acalante o coração de todos nós, irmãos e amigos de profissão, e seus amigos pela jornada que fez aqui na Terra.
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Em 2010, a esquerda comemorou a vitória, mas envergonhou o DF nos anos seguintes

Rodrigo Rollemberg deve estar morrendo de inveja do governador Ibaneis Rocha (MDB). O socialista que entrou para o Senado pela janela (trem da alegria) quando era jovem, passou boa parte de seu pífio governo (2015-2018) reclamando de governos passados, sem fazer grandes obras no DF e ainda chegou ao ponto de comemorar quando pagava os salários dos servidores, sempre dizendo que o GDF não tinha dinheiro, estava em dificuldades, blá, blá, blá.
Mas Rollemberg evitava falar mal do governo anterior, do petista Agnelo Queiroz (que, ao lado de Filippelli, seu vice-governador, comandou a farra do desperdício de dinheiro público com a construção de imensas obras desnecessárias, como por exemplo, o Estádio Nacional e o Centro Administrativo e por isso são réus por corrupção na Lava Jato, na operação Panatenaico).
Em 2010, PT, MDB e PSB estavam felizes juntos. Agnelo foi eleito governador naquele pleito, tendo Tadeu Filippelli vice-governador, e Cristovam Buarque e Rodrigo Rollemberg eleitos para o Senado. Depois, de acordo com os interesses pessoais, os protagonistas evitavam falar que em 2010 estavam juntos e misturados.
Rollemberg não cuidou da cidade como deveria, e ainda elevou o preço do ingresso do zoológico, fechou delegacias e até aumentou o preço das refeições nos restaurantes populares. Já Ibaneis tem dado um verdadeiro show de administração. Por todo lado existem obras pontuais e o governo desenvolve importantes ações na saúde, educação e no social.
Agnelo e Rollemberg fizeram a esquerda diminuir no DF. Ibaneis, que acorda cedo e dorme tarde, sempre antenado com o que acontece na cidade,  agradece.
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Transporte escolar


A deputada distrital Jaqueline Silva (PTB) comemorou a aprovação, quarta-feira (24), pela CLDF, do projeto de sua autoria que prorrogou prazos de validade de documentos e vistorias dos veículos em atuação no transporte escolar do DF durante a pandemia.
IPVA e outros – Fazem parte da lista documentos como Autorização de Tráfego do Transporte Escolar, encargos de vistoria semestral, emissão de documentos e inspeção técnica veicular e IPVA, entre outros. A avaliação é que o texto facilitará a vida destes profissionais.


Fonte: Jornal de Brasília
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EXCLUSIVO: Ronaldo Fonseca de volta ao cenário político

quinta-feira, 25 de junho de 2020
Ronaldo Fonseca, pastor presidente da Assembleia de Deus de Taguatinga. Foto: Delmo Menezes / Agenda Capital
“Eu sou uma pessoa muita aberta ao diálogo. Tenho diálogo com todas as correntes políticas. Procurei conservar isso inclusive com 08 anos de mandato na Câmara dos Deputados” (Ronaldo Fonseca)
Por Delmo Menezes
Casado, pai de três filhas, o líder evangélico Ronaldo Fonseca, abriu as portas do seu gabinete nesta quarta-feira (24/06), para conceder uma entrevista exclusiva ao portal de notícias Agenda Capital. Fonseca não se furtou a responder nenhuma pergunta, principalmente sobre o seu retorno à política, pandemia do novo Coronavírus, lideranças políticas e o momento que o país está vivendo.
Na sua biografia constam cargos de peso como, ministro de estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, deputado federal por dois mandatos consecutivos (2011-2015 / 2015-2019), e presidente do Conselho Político Nacional da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB).
Como parlamentar se destacou em várias comissões temáticas, como: Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania; Comissão de Defesa do Consumidor, Comissão de Direitos Humanos e Minorias, e Comissão de Educação.
Ao ser questionado sobre qual cargo gostaria de concorrer em 2022, o ex-deputado federal foi categórico: “Gostaria de ser candidato a deputado federal”, disse.
Leia a íntegra da entrevista:
AC – O senhor sempre é lembrado no meio político como uma das principais forças do segmento evangélico. A que o senhor atribui esse reconhecimento?
RF – Essa lembrança vem do meu trabalho. Eu tive dois mandatos de deputado federal. No primeiro eu obtive 67.000 mil votos. Na segunda eleição eu tive 84.523 votos. O DF não teve até agora nenhum evangélico com mais votos que eu. Tem outros evangélicos que tiveram mandato e foram excelentes deputados, porém não tiveram o mesmo número de votos que nós tivemos nesta última eleição. E depois também tive que atuar como Ministro de Estado e fiz um trabalho muito dedicado à população do Distrito Federal, não apenas no meio evangélico, mas obviamente muito bem apoiado pelo nosso segmento. Não vou dizer 100%, claro que ninguém tem 100%, mas fica evidenciado que as lideranças e os evangélicos do DF aprovaram meu mandato.
Ex-deputado federal Ronaldo Fonseca. Foto: Delmo Menezes / Agenda Capital
AC – Até hoje as pessoas não entendem o motivo pelo qual ficou de fora do último pleito eleitoral. Qual foi o motivo real de não concorrer às eleições?
RF – Foi bom você fazer esta pergunta porque isso realmente é interessante. No dia em que eu comuniquei que não seria candidato nesta última eleição, sabe quem me ligou? O Rollemberg. Era quase meia-noite, quando me ligou. Ele estava viajando. Eu não estava no governo Rollemberg. Ele me ligou dizendo: “Ronaldo eu estou ouvindo isso de você, sabendo que não vai concorrer”, eu disse. É isso mesmo governador. Ele falou: “Não pelo amor de Deus não faça isso… você é muito importante”. Achei interessante porque eu não estava no governo Rollemberg, embora ajudando muito lá na Câmara. Foi a primeira pessoa que me ligou reclamando dessa decisão. E obviamente que outros me ligaram posteriormente. Deixa pontuar aqui para você o porquê da minha decisão. Primeiro. Eu costumo levar a minha vida sobre a direção de Deus, procuro orar falar com Deus sobre os meus projetos. Eu confesso a você que estava com um projeto de me oferecer ao Distrito Federal, e até sair candidato a governador. Mas depois eu vi que outras pessoas tinham chegado bem antes de mim na política. Eu respeito muito isso. Segundo. Eu vi outras pessoas que poderiam ser candidatos e eu não estava estimulado a ser candidato a deputado federal. Já tive dois mandatos e entendi que naquele momento eu tinha que dar oportunidade a outras pessoas. Me questionavam: “Ah porque você não vem ao Senado, a vice-governador ou outro cargo”. Veja bem, naquele momento, eu tinha um convite já circulando para poder ir trabalhar com o presidente Temer no Palácio do Planalto como Ministro de Estado. E no momento que foi para decidir, e foi em cima da hora, eu optei por atender o pedido do presidente Michel Temer em ajudá-lo no governo como ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Uma vez que eu fui, eu não podia mais ser candidato, porque o prazo para desincompatibilização já havia encerrado.
AC – O senhor pretende disputar as eleições de 2022 no DF? Se sim, qual o cargo eletivo que pretende concorrer?
RF – (Risos….) você está me acochando Delmo. Eu não costumo falar muito de futuro, embora eu me projete para o futuro. Eu entendo que o futuro pertence a Deus. Deixa te falar com sinceridade. Eu tenho orado bastante, falado com Deus, e ultimamente acredito que seja uma atuação de Deus na minha vida. Eu tenho aprendido e muito em tudo que fiz pelo Distrito Federal. Foram 08 anos como deputado federal e quase 01 ano como ministro. Eu fico me perguntando, isso não tem valor, isso não foi importante. Se você me perguntasse hoje: ‘Ronaldo qual o cargo que você gostaria de concorrer em 2022’. Vou ser sincero a você. Gostaria de ser candidato a deputado federal. Este é um pensamento meu, estou orando, claro que tenho que conversar com as lideranças do DF, vou ter que conversar com meus eleitores, mas o meu desejo é ser candidato a deputado federal em 2022.
AC – Se o segmento evangélico fechar com o senhor para uma disputa majoritária, o senhor declinaria do convite?
RF – Para a Candidatura majoritária, quem entende um pouquinho de política, sabe que não é a pessoa que decide. Candidatura majoritária depende de grupo, depende de segmentos. Eu sou uma pessoa muita aberta para o diálogo. Tenho diálogo com todas as correntes políticas, procurei conservar isso inclusive com 08 anos de mandato na Câmara dos Deputados. Do PT ao partido Verde e aos partidos da direita e centro, eu dialogo com todo segmento político do DF e do Brasil. Agora candidatura majoritária não sou eu que vou dizer. Eu entendo que candidatura majoritária depende muito das circunstâncias do momento, de grupos políticos. Não sou um político de ataque, não sou de provocar pessoas, não sou um político de desmerecer pessoas, não sou de achar que sou o melhor de Brasília.
Jornalista Delmo Menezes e o Pr. Ronaldo Fonseca. Foto: Agenda Capital
AC – Como está seu relacionamento com as lideranças evangélicas não somente de Brasília, mas de todo o Brasil?
RF – Estou como pastor há 35 anos e tenho bom relacionamento com todos. Destaco inclusive aqui, meu relacionamento com o ministério Madureira da Assembleia de Deus, que tem o meu amigo Bispo Manoel Ferreira, como presidente vitalício da Convenção Nacional. Sempre me apoiou, é uma pessoa que sempre admirei e posso dizer que é o meu líder também, não somente como pastor, mas como liderança política. Eu tenho um líder que é o meu presidente, o qual considero muito, que é o pastor José Wellington Bezerra da Costa, e hoje seu filho que é o nosso presidente, pastor Wellington Junior. Eu pertenço a CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil), e respeito muito. Temos o pastor Orcival Xavier que é o presidente de uma Convenção aqui no Distrito Federal, que é uma pessoa que prezo demais assim como todo seu ministério. Fui apoiado duas vezes pelo pastor Orcival. Temos o pastor Reinaldo, que é o presidente de uma Convenção da Assembleia de Deus, bispo JB Carvalho, pr. Laudjair Guerra, pr. Ricardo Espindola, e outras lideranças no DF e em todo o Brasil. Tem uma pessoa que é uma grande liderança no país, o pastor Silas Malafaia. Somos de perfis diferentes. O Malafaia é de um jeito e eu sou de outro. Apesar de nossas diferenças, sempre respeitei o Silas Malafaia como respeito todas as lideranças do país, como o Marco Feliciano que é um amigo. Conheci o Marco Feliciano ainda adolescente, fomos da mesma igreja e eu já era líder de jovem na época. É meu amigo, fomos deputados federais juntos. Tem também o Bispo Robson Rodovalho o qual considero muito. Graças a Deus eu não tenho problema com ninguém.
AC – Hoje o senhor está filiado a algum partido político?
RF – Eu não estou filiado, embora eu tenha uma conversa muito adiantada com o presidente do PROS, resta apenas que eu decida. Se você perguntar ao Dr. Eurípedes, quem é o presidente do PROS-DF ele vai dizer que sou eu, porque eu tenho uma proximidade muito grande com o partido. No meu segundo mandato fui eleito pelo PROS, fui líder do partido na Câmara dos Deputados, gosto muito da legenda, tenho uma amizade pessoal com seus dirigentes, e no tempo certo vou decidir. Hoje não estou filiado a nenhum partido.
AC – Consta na sua vida pública, que o senhor não responde a nenhuma ação penal ou de improbidade e nem é investigado. Com a facilidade de acesso à internet para investigar o perfil dos candidatos, o senhor acredita que o eleitor vai levar isso em consideração?
RF – Hoje estamos vivendo um momento interessante em que isso pesa muito, que é a questão das redes sociais. É verdade, nos dois mandatos que tive eu era o único deputado federal do DF que não respondia a nenhum processo. Agora eu não me vanglorio disso. Porque eu vejo que muitos têm processos de forma injusta. Eu sou advogado criminalista. E eu vejo alguns colegas meus que tem processos, mas é covardia. Depois fica comprovado que eram inocentes. Covardia das acusações. Então você pode perceber que eu nunca utilizei isso para me vangloriar, nem quando eu era deputado, e nem agora, nunca utilizei isso, porque eu sei das verdades como muitos colegas meus que respondem, mas não devem. Agora é óbvio que a questão eleitoral mudou muito no Brasil, principalmente as cobranças do eleitorado através das redes sociais, e isso é bom para a democracia.
AC – Muito se fala que o DF está órfão de uma liderança que possa reagrupar as forças de centro-direita. O senhor se encaixaria neste perfil?
RF – De centro-direita eu sou, o meu perfil é este. Eu provei quando tive mandato. Não sou ultradireita, sou de centro-direita. Sempre respeitei muito a esquerda, respeito muito os políticos aqui do Distrito Federal. Eu vejo assim, eu acredito que existem muitas lideranças no DF que podem ser ressuscitadas. Eu não me colocaria como única liderança que poderia agrupar.
AC – Quais seriam estas lideranças?
RF – Temos muitas lideranças no DF, por exemplo: Robson Rodovalho que é meu amigo, teve mandato, pessoa que eu prezo muito, admiro, é uma pessoa interessante. Nós temos deputados distritais que estão aí. Por exemplo, temos o Rafael Prudente que é o presidente da Câmara Legislativa, um menino novo, jovem, promissor com uma carreira política muito grande. O pai dele foi um grande líder político no DF. Temos também o bispo Renato. Temos várias lideranças que eu poderia citar até quem não participou de nenhuma eleição. Temos também políticos como por exemplo, o governador Ibaneis Rocha. Eu não consigo ver o governador Ibaneis como político de centro-esquerda por exemplo. Eu identifico o nosso governador como centro-direita, e é um líder que hoje está frente do Distrito Federal.
Pr. Ronaldo Fonseca, Presidente da Assembleia de Deus de Taguatinga. Foto: Delmo Menezes / Agenda Capital
AC – Falando ainda sobre novas lideranças, como o senhor avalia a atuação do deputado Rafael Prudente a frente da CLDF?
RF – Eu já acompanho o deputado Rafael Prudente desde o seu primeiro mandato. Confesso a você que estou muito admirado com o trabalho dele à frente da Câmara Legislativa do DF e como presidente do MDB. Acho também que ele deve isso, muito ao Ibaneis e ao Filippelli que também é uma grande liderança no DF. Temos líderes no DF para os quais tenho uma amizade pessoal, como o Agnelo e o Magela, por exemplo. Apesar de serem de esquerda, tenho amizade com eles. Eu não tenho problema com nenhuma liderança política aqui no DF. Destacando o Rafael Prudente, eu quero dizer a você que é interessante que a população do DF fique de olho no Rafael, porque é uma liderança jovem com muito futuro político, e atua na política de forma muito inteligente. Eu referendo o mandato de deputado e como presidente da CLDF.
AC – E os antigos como por exemplo, o ex-governador José Roberto Arruda?
RF – Sou amigo pessoal do ex-governador Arruda. Tenho muita admiração por ele, por sua inteligência política e pela liderança que ainda exerce. Mesmo quando ele estava impedido de concorrer, a gente via pessoas nas ruas querendo elegê-lo. Se a justiça não impedisse, teria sido eleito no primeiro turno naquela eleição. No radar do eleitor de Brasília, o Arruda é sempre bem avaliado. E agora com um desempenho muito bom, sua esposa, a deputada federal Flávia Arruda. Um cidadão como o Arruda que está sem mandato há alguns anos, faz de sua mulher a mais votada para deputada federal, como que não vamos reconhecer esta liderança? Goste ou não goste dele, temos que respeitar o Arruda. Eu admiro, converso sobre política muito com ele, porque vejo ele muito inteligente nesta área. Tem as suas dificuldades pessoais que não vou entrar aqui no mérito, mas é uma pessoa para a qual o eleitor de Brasília ainda não tirou do seu radar.
AC – A sua passagem pelo Palácio do Planalto como ministro do governo Temer, foi elogiada até mesmo por seus adversários políticos. Caso seja convidado a retornar ao governo federal aceitaria?
RF – A minha experiência como ministro foi muito boa. Era considerado como ministro palaciano com uma secretaria muito próxima do presidente que é a Secretaria-Geral da Presidência da República, que hoje é liderada por um cidadão muito competente que é o ministro Jorge, o qual admiro muito. Não tenho amizade pessoal com ele, mas acompanho seu trabalho. Eu diria para você o seguinte: Depois de um tempo em quarentena como ministro, eu optei por ficar em quarentena e de acordo com a legislação atual, depois que você deixa o ministério, você não pode por um período de 06 meses, ocupar nenhum cargo privado incompatível com o exercício da atuação. Hoje estou advogando, voltei para advocacia. Estou gostando muito desse meu retorno como advogado na área criminal, e continuo presidindo a ADET. Agora é óbvio que eu não negaria um convite na área federal, pelo fato de servir a população do Distrito Federal, e de todo o Brasil. Um ministro não se prende apenas aonde mora. Como uma pessoa pública, tenho vínculo muito forte com as pessoas, acho que eu não negaria um convite.
AC – Como o senhor avalia a atuação do governo Bolsonaro, ele que é muito próximo dos evangélicos?
RF – O presidente Bolsonaro foi uma expectativa muito grande não somente dos evangélicos, mas também dos conservadores. Na Câmara dos Deputados convivi muito proximamente com ele. Fui líder de partido, tive dois mandatos, fui ministro, e nessa questão política entendo um pouco. Uma das coisas que admiro muito no presidente Bolsonaro é que ele não mudou, continua sendo o mesmo Bolsonaro de quando era deputado federal. Eu tive 08 anos de mandato junto com ele. E geralmente você e os eleitores podem perceber, que um político quando conquista um cargo, fica meio receoso (agora sou deputado, agora sou senador, governador). Interessante que o presidente Bolsonaro se você for observar, ele não mudou absolutamente nada. O cargo não subiu a sua cabeça. O que está se estranhando hoje no Brasil, é ter um presidente transparente como ele, do jeito como era quando deputado. Porque geralmente o presidente quando assume fica: “agora sou presidente, tenho que tomar cuidado…”. É claro, que ele tem umas falas fortes, tem algumas pessoas que o classificam como radical. Agora eu não consigo classificá-lo simplesmente, porque vejo que ele tem um ideal. O que ele está fazendo hoje, foi o que ele prometeu nas eleições. Quem votou nele não pode reclamar e dizer: “ah agora é outro Bolsonaro”. Uma virtude dele e que não mudou.
‘Sou de centro-direita. Sempre respeitei muito a esquerda, respeito muito os políticos aqui do Distrito Federal’. (Ronaldo Fonseca). Foto: Delmo Menezes / Agenda Capital
AC – Aqui no Distrito Federal, como o senhor avalia o governo de Ibaneis Rocha (MDB)?
RF – Eu sou até mesmo suspeito de falar sobre isso, porque eu gosto do governador Ibaneis. Ele foi meu presidente na OAB. Lá na Câmara dos Deputados eu ajudei quando ele era o presidente da OAB. Me lembro que ele me ligou mais de uma vez pedindo apoio na CCJ, e eu o atendi. Não tinha uma proximidade com ele, mas depois no segundo turno das eleições o apoiamos. Admiro o trabalho dele e umas das coisas que eu gosto no governante, o Ibaneis tem, que é a coragem. Ele não tem medo de resolver e decidir. O Distrito Federal precisa realmente de alguém com coragem, determinação, vontade de fazer as coisas. “Ah mas pode cometer erros”, claro, quem não comete erros. Eu costumo apontar na vida das pessoas o que elas têm de melhor. Erro a gente supera e pode ser consertado. Vejo que o DF está em boas mãos, o governador Ibaneis responde positivamente as pessoas que votaram nele, e você percebe a vontade de resolver os problemas do DF. O governante tem que fazer isso, resolver problemas. Você percebe que o governo está presente nas questões difíceis tentando resolver os problemas que são muitos. Vejo que o Ibaneis não atende somente uma classe da sociedade, mas atende a todos. Não estou participando do governo Ibaneis, mas consigo me identificar de forma positiva.
AC – Estamos vivendo dias difíceis com esta pandemia que assola o país e o mundo. Como o senhor vê a atuação de nossos governantes em relação ao enfrentamento da Covid-19?
RF – Este é um assunto que obviamente como cidadão brasileiro estou envolvido nele. Tenho uma liderança como pastor de igreja (ADET), e tenho a responsabilidade de preservar as pessoas. Vou te dar um exemplo. O governador Ibaneis autorizou em decreto a abertura dos templos religiosos. Eu não abri as igrejas. Nós temos 50 igrejas aqui no Distrito Federal. Eu não abri nenhuma. Eu entendo que o governo não tem condições de fiscalizar as nossas 50 igrejas. Eu também não vou ter condições de andar em todas igrejas para saber como está sendo feito o controle da pandemia. E como a curva não baixou em Brasília, eu não acho prudente neste momento abrir o templo. Prefiro fazer os cultos drive-thru como estou fazendo. Agora a forma de administração desta pandemia no Brasil, infelizmente foi contaminada pela política, e nós estamos sofrendo hoje. A população brasileira está sofrendo, porque este tema foi contaminado pela política. É o Doria de um lado lá em São Paulo, é o presidente de outro lado, é o governador do Rio de Janeiro, são os governadores de esquerda de outro lado, e virou o que virou, e isso atrapalhou a administração em todos os lugares do país. É por isso que o Brasil está hoje com esta curva elevada onde milhares de pessoas já morreram infelizmente. Se você me perguntar se acho que é o momento de reabrir, a resposta é não. No meu ponto de vista deveríamos começar com lock down, e depois isolamento social e depois iriámos avançar para o distanciamento social, para só depois fazer a reabertura. Você percebe que neste momento que estou dando a entrevista, várias cidades grandes estão retrocedendo e algumas até com lock down. Então a administração desta pandemia no Brasil, lamento profundamente que foi contaminada pela discussão política, pelo embate político e quem está sofrendo é realmente a população.
AC – E para concluir, como o senhor vê a oposição em relação ao governo Ibaneis?
Primeiro agradeço por esta oportunidade. Politicamente falando, você percebe que Brasília é uma cidade de paz. As pessoas ficam reclamando cadê a oposição, cadê a oposição. Meu amigo a oposição existe! Mas você percebe que até a oposição em Brasília está evoluída. Está entendendo o momento de Brasília e do Brasil, e ela está atuando de forma discreta, mas não é omissa. É mérito de um governador. É interessante que haja oposição. Quem governa sabe disso. E muitas vezes a oposição aponta erros e o governante precisa corrigir. Eu percebo que em Brasília, temos um clima bom (falando de política). Eu me encaixo muito bem neste clima, pois dialogo com todas as correntes políticas de Brasília. Entendo que é importante a gente reconhecer o trabalho da oposição e vejo que estão fazendo uma oposição mais inteligente.
Para concluir, gostaria que você escrevesse, que só permiti dar esta entrevista, pela sua seriedade, pelo trabalho que você faz. Sei que não vai deturpar o que estou falando aqui.
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A culpa é do bispo

Réu por corrupção no âmbito da Operação Drácon, o ex-deputado distrital, ex-advogado de Júnior Brunelli e presidente da Igreja Evangélica Abençoando as Nações (antiga Igreja do Apocalipse), bispo Renato Andrade adora o poder. E gosta bastante de atuar nos bastidores para conseguir o que deseja. Foi assim nos governos Roriz, Cristovam, Arruda, Agnelo, Rollemberg e Ibaneis.
Segundo informações, agora o bispo está devendo muito ao governador Ibaneis. O motivo? É que o ex-parlamentar é o articulador político do Buriti junto à Câmara Legislativa do DF, e na função, tem dado sucessivas derrotas ao governo. A última derrota foi considerada bombástica para o GDF e para a cidade.
Renato é considerado responsável pela reprovação da PL do RefisDF 2020 que daria fôlego aos empresários da cidade, endividados devido à pandemia do COVID-19. O PL recebeu 12 votos favoráveis, 5 contrários e 7 abstenções, mas precisava de 16 “sim” para ser aprovado.
Tensão no Buriti e irritação também. Que tipo de articulação Renato anda fazendo? Pró-Ibaneis ou pró-Rafael?
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Articulação em causa própria?

Não convidem para o mesmo hospital a deputada Jaqueline Silva e o articulador do GDF junto à CLDF, bispo Renato Andrade. O motivo? É que, segundo fontes, Renato fez alguns comentários no Buriti para desgastar a parlamentar até que ela perdesse o comando da Administração Regional de Santa Maria, seu reduto eleitoral.
E tão logo Jaqueline caiu em descrédito junto ao governador, Renato se apressou e conseguiu indicar o novo administrador e já montou sua equipe na cidade, fato que irritou lideranças, assessores e a própria parlamentar.
Bispo Renato sonha se candidatar novamente em 2022 a deputado distrital. Isso se não for condenado no processo da Operação Drácon, onde figura como réu por corrupção.
Enquanto isso, graças ao bispo, a oposição flerta com Jaqueline. Pelo visto, Renato se esqueceu que na política, é preciso ciscar pra dentro!
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Obra importante


A deputada distrital Jaqueline Silva (PTB) está animada com o início das obras de asfaltamento de trecho da Vicinal 371 – ligação do Setor Total Ville a Santa Maria. Afirma que os trabalhos estão sendo tocados com recursos destinados por ela.
Dias turbulentos – Jaqueline destacou as dificuldades da população da área e o período difícil, de atritos entre o GDF e a CLDF. “Apesar deste momento turbulento, a união entre os poderes está resultando numa obra das mais importantes”, frisou.
Equilíbrio – Recentemente, a deputada teve uma indicada sua exonerada pelo governador, como retaliação pelo fato de ter apresentado várias emendas ao texto do Refis. Embora sem tocar no assunto, ela defende o equilíbrio nas relações dos distritais com o Executivo.
Fonte: Jornal de Brasília / Foto: nossogama.com.br
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Morre o empresário pioneiro Arnaldo Cunha Campos

quarta-feira, 24 de junho de 2020
Natural de Uberaba, Arnaldo deixa a esposa Maria Josina, os filhos Fabiano, Liliana, Ana Luisa e Ana Maria, além dos netos
Faleceu na manhã desta quarta-feira, dia 24, no Hospital DF Star, onde estava internado em estado grave por conta da covid-19, o médico e empresário pioneiro de Brasília, Arnaldo Cunha Campos, aos 84 anos. Natural de Uberaba, Arnaldo deixa a esposa Maria Josina, os filhos Fabiano, Liliana, Ana Luisa e Ana Maria, além dos netos. Entre os negócios da família em Brasília está o Complexo Brasil 21. A coluna dará mais informações em breve. Na foto em destaque, Arnaldo com os netos Juliana e Pedro,  e a esposa Maria Josina Cunha Campos.

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Alzheimer


O Distrito Federal pode ter em breve um política de prevenção e tratamentos de Alzheimer. O deputado distrital José Gomes (PSB) apresentou na CLDF projeto que cria diretrizes para ações neste sentido.
Tratamento – De acordo com o deputado, a qualidade de vida das pessoas que recebem um diagnóstico precoce dessa doença pode ser melhorada. “Por isso que os esclarecimentos e medidas céleres para o tratamento são tão importantes”, destacou o parlamentar.
Fonte: Jornal de Brasilia / Foto: nossogama.com.br
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Distritais rejeitam projeto do novo Refis. “Perdem os empresários”, diz Ibaneis

Votos que permitiriam a aprovação da matéria não chegaram a 16, mínimo exigido pelo regimento da CLDF. Deputados reclamaram que emendas apresentadas não foram acolhidas. Governador, apesar da derrota, disse em nota que respeita a decisão
Deputados distritais impuseram uma derrota ao governador Ibaneis Rocha e rejeitaram, na sessão de ontem da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), o chamado Programa de Incentivo à Regularização Fiscal do DF 2020, o novo Refis. O governador afirmou, em nota, que com o resultado “perdem os empresários da cidade”. Ele, entretanto, disse que respeita a decisão dos que votaram contrários à matéria.
De acordo com o governador, os parlamentares“devem ter as suas razões e elas devem ser levadas em conta”. “Isso reflete a independência dos poderes, necessária em uma democracia. Instituições fortes, democracias forte”, acrescentou. Ibaneis ressaltou, ainda, que “as financias do DF estão equilibradas”.
A reação do governador após o resultado da sessão foi bem diferente da de três semanas atrás, quando ele ameaçou retirar o texto da CLDF pelo fato de terem sido apresentadas mais de 50 emendas à proposta, numa reação tida como estourada.
Menos de 24 horas depois dessa explosão, o governador recuou e o projeto foi mantido na Casa legislativa, mas teve sua votação retirada de pauta por três vezes para que o tema pudesse ser objeto de negociação entre os pares. De nada adiantou.
Na prática, a CLDF registrou 12 votos favoráveis à matéria, cinco contrários e sete abstenções. Dessa forma, não foi atingido o patamar mínimo de votos exigido para aprovação do texto – que é de 16 votos favoráveis, conforme estabelece o regimento interno da Casa.

Perda para todos

“Foi uma perda para todos nós”, disse o deputado Rodrigo Delmasso (Republicanos), um dos parlamentares favoráveis à matéria. Já Arlete Sampaio (PT) avaliou que o resultado foi “fruto da intransigência do governo, que foi incapaz de dialogar e negociar conosco sobre as emendas que apresentamos à matéria”. Arlete orientou os colegas a votarem pela rejeição da proposta.
Outros deputados que criticaram o teor do texto foram Roosevelt Vilela (PSB) e Chico Vigilante (PT).Vilela reclamou do fato das várias emendas apresentadas terem sido deixadas de lado.
Em tom mais duro, Vigilante chamou a proposta de “criminosa” e disse que a mesma atentava contra os cidadãos que pagam corretamente seus impostos, pois a seu ver iria beneficiar sobremaneira os inadimplentes.
Robério Negreiros (PSD), que defendeu a matéria, rebateu os colegas oposicionistas e disse que considera o texto “sensível e inovador”. Ele lembrou, ainda, que o teor do projeto foi tirado das várias reuniões do fórum de secretários estaduais de Fazenda de todo o país.
O projeto do novo Refis, conforme informações da secretaria de Economia do DF, foi de fato elaborado a partir das ideias do fórum de secretários. A previsão do Executivo do Distrito Federal, como chegou a dizer o secretário de Economia, André Clemente, durante reunião com os parlamentares, era de recebimento de cerca de R$ 33 bilhões.
Numa última tentativa de negociar a aprovação da matéria, o presidente da CLDF, deputado Rafael Prudente (MDB), suspendeu a reunião no início da tarde para conversar com os colegas em privado, sobre a possibilidade de vir a ser feito um último acordo que permitisse a aprovação do texto. Os distritais, no entanto, não conseguiram chegar a um consenso sobre o tema.

Emendas rejeitadas

No total, foram apresentadas 59 emendas ao projeto, que terminaram rejeitadas pelo presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara distrital, deputado Agaciel Maia (PL). Maia também foi o relator do projeto.
A principal reclamação dos parlamentares contrários ao texto foi o fato de as propostas, na avaliação deles, beneficiarem muito mais os grandes empresários que há anos sonegam impostos no Distrito Federal, do que os pequenos e médios empresários.
Segundo Arlete Sampaio, foi por esse motivo que foram apresentadas as emendas. “Queríamos equilibrar mais o conteúdo da proposta”, destacou ela.
Os distritais não fecharam as portas para que novo texto seja discutido e encaminhado pelo governo à Casa, sobre uma outra proposta de Refis. Mas querem que, antes disso, o tema seja amplamente debatido e que suas posições em relação à matéria sejam levadas em conta.
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TSE rejeita por unanimidade ação que pedia a cassação da chapa de Bolsonaro

A ação ingressada pelo PT onde acusa a campanha do então candidato Jair Bolsonaro à Presidência da República por abuso de poder econômico por causa de outdoors com propaganda eleitoral pagos por apoiadores em diversas cidades do país foi rejeitada por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira (23).
De acordo com o ministro relator Og Fernandes, “não houve a comprovação da parte autora da quantidade precisa de outdoors instalados, tampouco da sua real abrangência territorial, elementos que poderiam permitir a aferição exata da capacidade da conduta para interferir na normalidade das eleições”.

Fonte: Blog do Fred Lima
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Fascal

terça-feira, 23 de junho de 2020


Depois da polêmica envolvendo a ampliação do atendimento do Fascal, plano de saúde da Câmara Legislativa do DF, para ex-distritais – projeto que foi deixado de lado – a Casa anunciou a realização de um pregão eletrônico no próximo dia 3 de julho.
Gestão  – A CLDF informou, por meio do edital, que quer contratar uma empresa especializada na prestação de serviços de gestão de plano de saúde, com a responsabilidade de realizar auditoria financeira, administrativa e de procedimentos na área médica e odontológica.
Custo operacional – Segundo o deputado distrital Rodrigo Delmasso (Republicanos), vice-presidente da CLDF, o objetivo da licitação é reduzir o custo operacional da Fascal, que hoje é de R$ 4,5 milhões.
https://jornaldebrasilia.com.br
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