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“Ao governo, também não interessa privatizar por privatizar”, diz líder do GDF na CLDF

terça-feira, 15 de outubro de 2019
CREDITO: VINICIUS CARDOSO VIEIRA/ESP. CB/D.A. PRESS
Cláudio Abrantes (PDT)
deputado distrital e líder do governo na Câmara Legislativa
Como avalia o ano legislativo da CLDF até agora?
Este ano, esta nova legislatura, chegou marcado por grandes mudanças dentro da Casa. Vivemos tempos novos, com uma grande renovação parlamentar, e também com um governo que dialoga, e que age também. A Câmara tem trabalhado de forma a manter sua independência, num ritmo de produção acelerado, mas sem atropelos, sem tratoramentos ou açodamentos. Então, pensando num rápido histórico, importantes proposições tramitaram na Casa, como a lei das pecúnias, mudanças na estrutura pública, a criação do Iges-DF. Eram temas considerados espinhosos, mas que passaram, foram superados, e já começamos a ver os resultados refletidos na sociedade.
Houve grande renovação de parlamentares. Na sua visão, como reeleito, a Casa mudou muito em relação à legislatura anterior?
Sim, são grandes mudanças. Os novos parlamentares vieram cada qual com seu perfil, com suas bandeiras. Agora, um completa o outro, de modo que as cidades e os segmentos da sociedade estão bem representados, sejam as maiorias ou as minorias. Ainda nesse contexto, o papel da Casa é estar atenta para que toda a sociedade seja contemplada. Afinal, estamos lá para legislar para Brasília e não para eleitores ou grupos de eleitores, e esse deve ser um cuidado permanente do parlamentar. Temos de zelar do Distrito Federal. Temos também o dever de olhar para o lado e fiscalizar, dando o sinal a qualquer indício de alerta quanto à inobservância desse papel do deputado.
Em muitos casos, o governo precisou negociar com a base cada projeto para ter apoio dos parlamentares. Essa é uma característica da relação entre o Executivo e o Legislativo atuais no DF? Há a intenção de buscar um apoio prévio mais sólido?
A política, assim como toda atividade humana, evolui, adapta-se aos tempos, às pessoas. Como líder do governo, posso dizer que ele tem um apoio sólido. Mas, como eu disse, o fato de o parlamentar prestar apoio não significa que ele não vá analisar as propostas do Executivo uma a uma, projeto a projeto, antes de se manifestar e de se posicionar. Essa é uma das virtudes da democracia, que deve ser exercida em todas as esferas, inclusive e sobretudo no âmbito da administração pública. O governo tem conseguido conduzir isso de forma harmônica, e fico muito gratificado com isso. Como representante das ideias do governo junto aos meus pares, sinto grande receptividade, que se reflete em resultados proveitosos para o Distrito Federal.
Alguns deputados da base reclamam de falta de acesso a secretários e ao GDF. Como contornar isso?
Como eu disse, hoje temos um governador que dialoga. Se houve alguma dificuldade de interlocução, o governo está a par disso, tem recebido os parlamentares, tem vindo periodicamente à Casa por meio de seus representantes e isso também deve ser observado e valorizado. Inclusive pares meus que não são da base têm elogiado esse perfil de transparência e parceria do atual governo.
É possível aprovar ainda neste ano projetos importantes para o Executivo como o das mudanças nas normas de uso do SIG e o Desenvolve-DF?
Regimentalmente, os trabalhos na Câmara vão até 15 de dezembro. Então ainda temos minimamente dois meses de atividade. Se você for acompanhar a linha do tempo dos trabalhos deste ano, vai perceber o quanto períodos de dois meses têm sido produtivos no âmbito da CLDF. Por isso, acredito que ainda haja tempo, sim, para a votação de projetos importantes.
A privatização de estatais também movimenta a Casa, e há, além dos deputados da oposição, parlamentares da base contra essas propostas. Está havendo uma tentativa de convencimento desses distritais?
Não de convencimento, mas de argumentação, de estudos, de exposição de números e fatos. Ao governo, também não interessa privatizar por privatizar. Trata-se, sim, de se chegar aos modelos que mais trarão benefícios para todos. É o tipo de trabalho em que a sociedade, representada pela CLDF, e o governo devem caminhar unidos, pois todos trilharão pelo mesmo caminho, e esse caminho tem de ser o do sucesso.

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