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Eleições 2018: 11 candidatos estão na corrida ao Buriti

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

POLÍTICA & PODER  
Eleições 2018: 11 candidatos estão na corrida ao Buriti
Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília.

Campanha no DF terá nada menos do que 1.157 candidatos a mandatos eletivos, em maior parte a deputado distrital. Dona Weslian surge como surpresa à última hora.


Onze candidatas e candidatos vão batalhar nas urnas pelo Governo do Distrito Federal. O prazo para registro de candidaturas e coligações no Tribunal Regional Eleitoral acabou nessa quarta-feira (15) com uma surpresa na última hora. O esposa do ex-governador Joaquim Roriz, dona Weslian Roriz (PMN), entrou na disputa por uma cadeira no Senado Federal.
Até às 18h30, o TRE havia recebido o total de 1.157 registros de candidaturas. Além dos pretendentes ao Palácio do Buriti, 19 nomes vão concorrer às duas vagas para o Senado. De olho nas oito cadeiras de deputado federal do DF, 168 nomes estão no páreo. Já na corrida pelos 24 postos de deputado distrital, as coligações apresentaram 910 correntes. Os demais inscritos são os postulantes aos postos de vice-governador e os suplentes dos senadores.
O GDF será disputado pelo candidato à reeleição, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), Eliana Pedrosa (Pros), Rogério Rosso (PSD), Ibaneis Rocha (MDB), Alberto Fraga (DEM), Júlio Miragaya (PT), Alexandre Guerra (Novo), Fátima Souza (PSOL), general Paulo Chagas (PRP), Renan Rosa (PCO) e Antônio Guillen (PSTU).
Conforme o jornalista Marcelo Chaves, colunista do Jornal de Brasília, antecipou ontem, em primeira mão, a filha do ex-governador Roriz, Jaqueline Roriz (PMN) confirmou a entrada na mãe no tabuleiro eleitoral para o Senado. ““Ela virá pela coligação da candidata ao GDF, Eliana Pedrosa”, afirmou Jaqueline.
Weslian substituirá um dos candidatos já registrados pela coligação. Junto com o neto, Joaquim Roriz Neto (Pros), candidato a deputado federal, a matriarca é uma das principais apostas de continuidade do rorizismo no jogo político de Brasília. A candidatura de Weslian é competitiva e tem potencial de agregar votos do campo liberal e conservador.
A reviravolta é mais um sintoma da instabilidade e imprevisibilidade do cenário eleitoral nestas eleições. Mas a incerteza maior ronda o Buriti. Nunca antes na história do DF, tantos candidatos disputaram o governo. O cenário pulverizado de candidaturas aponta para uma eleição dura de dois turnos. Ou seja, os candidatos vão brigar para continuar na corrida, mas também precisam construir as condições para continuar competitivos no 2º turno, seja por alianças, seja pela construção de uma campanha sem “teto” de eleitores.
As últimas candidaturas registradas foram de Eliana Pedrosa e Alberto Fraga, no final da tarde de ontem. A demora no registro das coligações foi objetivo de crítica do candidato Alexandre Guerra. “O registro de candidatura em cima da hora é um absurdo e um descaso com eleitor. As pessoas, ao invés de pensar em um plano para o DF, estão mais preocupadas com os seus próprios, com divisão de espaços.”, disparou. Guerra fez o registro da chapa na semana passada.
Programas insistirão em mudança administrativa
O aquecimento pré-eleitoral acabou. Para os pretendentes ao GDF, agora, a eleição é para valer. Ibaneis Rocha planeja uma campanha propositiva e sem ataques. Caso eleito, promete para o primeiro ano de governo regularizar os serviços públicos básicos e atacar o desemprego na veia.
Miragaya planeja reconstruir o protagonismo do PT no DF, especialmente no campo progressista. Para o começo de um eventual governo, pretende investir na saúde, ressucitando, por exemplo, a “Carreta da Mulher” e batalhando contra o desemprego.
Crescendo nas pesquisas, Fraga pretende começar o governo com foco na Saúde e na Segurança Pública. Na primeira, quer zerar as filas de exames. Na segunda, quer pacificar a Polícia Civil, Militar e Corpo de Bombeiros, além de reajustar os salários das categorias.
Em um primeiro ano de governo, Alexandre Guerra (Novo) promete um choque de gestão se ganhar as urnas. A lista de ações inclui: corte pela metade de secretários e cargos comissionados; concessões; fim das filas para creches e exames de saúde; criar um plaicativo para a marcação de consultas na rede e; investir na educação.
Se eleito, Paulo Chagas quer fazer um pente fino nas contas públicas. Fátima Souza focará na Saúde Pública. “Quero trazer o Hospital de Base de volta para rede pública, implantar o Saúde da Família e ter 100% de agentes comunitários”, comenta. Além da implantação dos conselhos comunitários nas regiões administrativas, também quer agir de forma direta contra o desemprego com obras de recuperação do patrimônio público.
Saiba Mais
Caso eleita, Eliana Pedrosa promete para o primeiro ano de governo uma aposta pesada na educação. Todos os serviços públicos serão centralizados na escola. Programas de emprego, assistência médica e cultura, por exemplo, terão a escola como eixo. Outro pilar será a valorização do servidor público.
O primeiro turno das eleições será decidido em 7 de outubro. O 2º turno está marcado para 28 de outubro.
Entre as 11 candidaturas em campo, cinco são vistas como vinculadas ao espectro progressista. As demais seis chapas orbitam no campo liberal e conservador.                                                              http://www.jornaldebrasilia.com.br
 
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