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Legislação retarda campanha e dificulta costura de coligações

terça-feira, 17 de julho de 2018
Legislação retarda campanha e dificulta costura de coligações
Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Para complicar, partidos ainda precisam projetar resultados para não encontrarem problemas com a cláusula de barreira, em um futuro próximo.


As novas regras eleitorais, em especial a diminuição do período de campanha de 90 para 45 dias, fizeram com que, a três meses das eleições gerais, os políticos do DF circulem como galinhas degoladas, aquelas que perdem a cabeça que as guiam, mas ainda usam os pés. Correm de um lado a outro atrás de apoio, dinheiro ou espaço, sem muita direção. Isso aumentou o ritmo de construção e desmonte de alianças, além de intensificar o receio de cada partido em fechar logo uma coligação, já que sempre há tempo para ouvir uma proposta melhor.
Neste mesmo dia de 2014, os candidatos já distribuíam panfletos, contratavam carros de som e posavam com eventuais eleitores. Desta vez, não há uma única chapa definida no Distrito Federal. Nas duas últimas semanas, o PDT passou de aliado potencial de Jofran Frejat (PR) a a dono de composição própria para tentar o Buriti e o Senado com Peniel Pacheco e Joe Valle, respectivamente. Entretanto, até que ocorra a convenção do partido, no fim do mês, os pedetistas podem acabar no palanque do PSB de Rollemberg, por imposição nacional.
Pouco antes de Peniel ser lançado por seu partido, Reginaldo Veras avaliou que essa demora poderia afastar potenciais eleitores, principalmente porque vários partidos, incluindo o dele, flertaram com todas as coligações desenhadas até o momento. “A pessoa pode pensar que se a gente não sabe nem para onde vai, imagina governar uma cidade”, avaliou.
A estratégia dos demais partidos dificilmente será diferente. O presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-DF, Bruno Rangel, prevê que a correria continue até 16 de agosto, quando as candidaturas definitivas serão registradas – em 2014, a data foi 6 de julho, um mês e meio antes. “Os nomes são escolhidos em convenção e o período de início das convenções partidárias também foi postergado. Então até agosto é possível haver convenções”, explica.
A Aliança Alternativa, que pretendia lançar o deputado federal Izalci Lucas (PSDB) para o Buriti, já teve 12 partidos ao seu lado e se pintava como a frente de oposição mais robusta. Em junho, perdeu cinco siglas, algumas para rivais, e tem até a pré-candidatura do tucano ameaçada pelos anseios do PRB de Wanderley Tavares e do PSD de Rogério Rosso. Até o mês que vem, tanto Tavares quanto Cristovam Buarque (PPS) ainda podem pulardo navio.
A própria tentativa de reeleição de Rodrigo Rollemberg (PSB) vive uma montanha russa de expectativas. Passou de improvável a possível em duas semanas. Sua coligação tem apenas o PV ao lado, mas ainda pode contar com PDT, Rede e até PPS, por mais distante que isso pareça. Tornaria a volta do governador ao cargo bem mais tangível.
Rangel ainda lembra que os partidos estão de olho na superação de cláusula de barreira, que os obriga a ter bom resultado eleitoral para continuar com acesso a fundo partidário e tempo de TV e Rádio. Portanto, a busca de candidatos mais conhecidos para suas siglas e de alianças com grupos fortes será mais recorrente e incessante até o último minuto do dia 16.
Indefinição torna mais difícil concorrer a deputado
Os mais prejudicados pela demora das siglas a se adaptar ao jogo são os candidatos a deputado distrital e federal, que ficam à mercê de acordos majoritários dos partidos para buscar dobradinhas. O PSB no DF, por exemplo, só tem oficializada a aliança com o PV, o que restringe bastante o campo de atuação de seus integrantes, orientados a conversar apenas entre si.
O ex-secretário de Ciência e Tecnologia, Thiago Jarjour, já confirmou a dobradinha com Israel Batista (PV), segundo ele por afinidade de agendas. É um raro caso de convicção em um partido ainda sem ferramentas para viabilizar o projeto de Rollemberg. “Está difícil fechar qualquer apoio. Muita gente quer nos conhecer e a gente quer conhecer muita gente, mas por enquanto não dá. Então, é você e sua equipe”, admite outra aspirante a distrital do PSB, Leila Barros.
Ela destaca, porém, que a situação tem obrigado os pré-candidatos a investirem no corpo a corpo, algo positivo para quem não possui mandato. “Quem tiver mais pique e saúde sai na frente”, reforça. A ex-jogadora de vôlei elogiou as novas regras por “moralizar o processo” e “equlibrar as chances”.
Esse processo também está cobrando seu preço do PT-DF, que sequer apresentou publicamente nomes para concorrer ao Buriti. Por enquanto, tem apenas como definidas as -candidaturas da presidente do partido no DF, Érika Kokay, a deputada federal, e nomes conhecidos como Arlete Sampaio e Geraldo Magela a distritais.
“É um fator de interferência. Se as campanhas já tivessem começado estaríamos em outro ritmo. Como o processo só se inicia em 16 de agosto, existe muita interferência do que acontece nacionalmente no cenário local”, confessa Érika Kokay. Seu partido só vai fazer as convenções em 27 de julho.
Acordado para tentar o Senado pelo grupo de Jofran Frejat (PR), o deputado Alberto Fraga (DEM) afirma que “não está sendo bom para ninguém”. Afinal, “está um clima estranho porque nas ruas nem se fala sobre eleição”, constata.  http://www.jornaldebrasilia.com.br
 
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