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Caso Frejat desista, embaralha negociações feitas até agora no DF

segunda-feira, 16 de julho de 2018
Pré-candidatos ao Palácio do Buriti. Foto: CB
Veja quem ganha e quem perde numa possível desistência do pré-candidato do PR as eleições deste ano. A uma semana do início das convenções, o jogo político deve ficar embaralhado, com vantagem para Rollemberg, caso os grupos de centro-direita não se unam
Por Ana Maria Campos / Ana Viriato
Se Jofran Frejat (PR) realmente desistir da disputa ao Palácio do Buriti, toda a negociação entre políticos para a formação das chapas começará praticamente do zero. O jogo embola. Líder nas pesquisas, o ex-deputado e ex-secretário de Saúde é considerado favorito. Todas os levantamentos realizados até agora indicam que ele tem, pelo menos, 20% do eleitorado, num cenário em que metade da cidade não pretende sair de casa para votar.   A aposta entre vários analistas políticos era de que apenas uma bomba poderia tirar a vitória de Frejat. Mas esta apareceu e foi produzida pelo próprio pré-candidato.
A possível desistência tem impacto direto na formação das chapas do grupo de centro-direita que se originou dos governos de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda (veja quadro). As pré-candidaturas de Eliana Pedrosa (Pros) e Izalci Lucas (PSDB) surgiram pela falta de espaço no grupo liderado por Frejat. Com o eventual vazio na chapa, Eliana e Izalci devem procurar Arruda em busca de apoio. “Se Frejat sair, há uma tendência de aproximação de partidos, de alinhamento de interesses e busca de candidatos. Por isso, foi importante não fechar a chapa cedo. Agora podemos agregar”, afirma Izalci.
Até Alírio Neto (PTB), lançado como vice na chapa de Eliana, pode repensar os planos. No início das articulações, Alírio chegou a convidar Flávia Arruda (PR) para ser a número dois de sua chapa, o que era impossível porque o partido tem Frejat como candidato a governador. Esse cenário pode mudar. No caso de Izalci, a aliança entre PSDB e PR pode receber a benção que Arruda vinha trabalhando. Ontem o ex-governador passou o dia em Pirenópolis com o coordenador da campanha de Geraldo Alckmin, Marconi Perillo (PSDB). Arruda sempre teve uma forte ligação com os tucanos.
O deputado Alberto Fraga (DEM/DF) também pode repensar sua pré-candidatura ao Senado. Deputado federal eleito com mais votos na última eleição, ele tem, em tese, um cacife maior do que os demais concorrentes do seu espectro político. Na semana passada, ele fez campanha ao lado de Arruda. Em um dos eventos, reuniu policiais militares, sua base eleitoral.
Para o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), o discurso de Frejat foi um presente de aniversário. Não à toa o chefe do Executivo telefonou para o adversário e se solidarizou. Quando falou em “balcão de negócios” e em “não vender a alma ao Diabo”, Frejat reforçou a bandeira que os partidários de Rollemberg defenderão na campanha.
Na comemoração de seu aniversário, o governador comentou ontem a crise no grupo do PR: “Vamos aguardar o desfecho. Certas companhias constrangem o candidato e isso certamente tem incomodado bastante o Frejat”. E acrescentou: “A companhia de pessoas que não têm a conduta que ele teve ao longo da vida traria muito desgaste para a campanha”. A aposta no meio político é de que Rollemberg pode ser o grande beneficiado com a possível desistência de Frejat, principalmente se não houver união do grupo de oposição.
Os novos acordos devem ocorrer às pressas porque as convenções partidárias que vão sacramentar as candidaturas começam na próxima sexta-feira.
Insegurança
A suspensão da agenda e o anúncio público de que pode desistir de concorrer provocaram muita insegurança no grupo de Frejat. Adélia Frejat, sobrinha do candidato, o tem representado em eventos desde sexta-feira. Ontem, em Ceilândia, o discurso dela provocou saias-justas. Segundo integrantes do grupo, ela  incomodou a base de Frejat. Muita gente se sentiu ofendida com o discurso agressivo de Frejat.
Adélia Frejat disse ontem que o tio não compareceu ao evento porque não estaria disposto a se submeter aos políticos que estão sempre no poder.
Num palanque com 20 candidatos, o tom pareceu ofensivo. Houve reações. O ex-distrital Olair Francisco (PP), que estava ao lado de Celina Leão (PP), rebateu: “Não se pode generalizar”. O coordenador da campanha de Frejat, Fernando Leite, amenizou: “Alianças são importantes. Ninguém governa sozinho”.
Frejat pode rever sua posição, como acreditam vários aliados próximos. Mas seu grupo político já começa a conversar, nos bastidores, sobre um possível plano B. Para avaliar o cenário, representantes do MDB, DEM, PP e Avante se reúnem, hoje, na casa do ex-vice governador Tadeu Filippelli, no Lago Sul. Eles não querem que Frejat desista, mas também não pretendem ficar reféns da crise. Todos têm seus próprios projetos eleitorais. Há quem acredite que o  ultimato do pré-candidato pode não ter volta. Por isso, todas as opções precisam ser avaliadas. Frejat já demonstrou que não ouve ninguém. Apenas a família.
Rodrigo Rollemberg (PSB)
Com a eventual saída de Jofran Frejat do páreo, Rollemberg perde o principal adversário. Os votos do ex-secretário de Saúde tendem à pulverização entre candidaturas distintas, principalmente devido à ausência de grandes lideranças políticas na disputa. Somada à estimativa de altos índices de votos brancos e nulos, a divisão da centro-direita deve dar fôlego para o governador crescer na campanha.
Eliana Pedrosa (Pros)
A ex-distrital pode se tornar o nome da atual chapa de Frejat ao Palácio do Buriti. A interlocução seria facilitada pelo fato de José Roberto Arruda (PR) e o clã Roriz, que a apoia, terem andado juntos em diversas eleições do Distrito Federal. Outra possibilidade é a de herdar os votos do ex-secretário de Saúde pelo perfil político similar ao dele. Mas ela pode perder o vice, Alírio Neto (PTB), que sempre se mostrou interessado no apoio de Arruda para concorrer como cabeça de chapa.
Fátima Sousa (PSol)
Com o discurso voltado à Saúde, a professora da Universidade de Brasília (UnB) pode herdar votos dos eleitores que escolhem seus candidatos a partir das propostas para o setor. Com Frejat fora, ela pode focar as críticas relacionadas ao tema às ações do atual governo, provocando prejuízos à campanha de Rollemberg.
Izalci Lucas (PSDB)
Embora enfrente muitas resistências, caso Frejat saia de cena, ele pode ser visto como opção para encabeçar a chapa integrada por PR, MDB, PP, DEM e Avante. Uma eventual aliança ampliaria consideravelmente o tempo de propaganda eleitoral na TV e no rádio dos candidatos, além de garantir milhões em recursos dos financiamentos públicos de campanha. Mas Izalci, como Eliana, pode perder aliados em seu projeto de concorrer ao GDF, como Rogério Rosso (PSD) e Cristovam Buarque (PPS), que já ensaiam a formação de outra chapa.
Paulo Chagas (PRP)
Pelo discurso mais à direita, o general na reserva pode herdar votos que seriam destinados a Frejat. O candidato que tem o apoio de Jair Bolsonaro é uma alternativa ao eleitorado contra concorrentes com perfil de esquerda por ser uma novidade na disputa eleitoral. Mas ainda assim o pré-candidato, pelo tom extremista, terá dificuldades para fazer coligações com partidos maiores.
Peniel Pacheco (PDT)
Nas novas articulações, a candidatura de Peniel Pacheco pode ganhar o apoio do senador Cristovam Buarque (PPS), caso haja uma recomposição de forças no grupo que hoje orbita em torno de Frejat. Com Cristovam, outros partidos de centro-esquerda também podem migrar para a chapa do PDT. Nos bastidores comenta-se que a candidatura de Pacheco dificilmente se sustentará.
Alexandre Guerra (Novo)
Como Paulo Chagas, Alexandre Guerra pode ganhar eleitores que não votam em Rollemberg e já haviam optado por Frejat. O candidato também defende temas simpáticos à direita.                                                       http://agendacapital.com.br
 
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