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Arruda trabalha pela união das oposições em uma só chapa

sexta-feira, 27 de julho de 2018
Arruda trabalha pela união das oposições em uma só chapa
Josemar Gonçalves/Cedoc

Com passos discretos, o ex-governador José Roberto Arruda (PR) voltou ao campo de batalha eleitoral. Ele prefere negar o movimento. Mas, longe dos holofotes, as ações são claras. Depois do sepultamento da candidatura de Jofran Frejat (PR) ao Governo do Distrito Federal (GDF), ele sonda uma composição com o deputado federal Izalci Lucas (PSDB), concorrente declarado ao Palácio do Buriti. Nacionalmente, Arruda trabalha para se aproximar da coordenação do palanque brasiliense do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB).
Em conversas reservadas, figurões do PSDB regional e nacional confirmam a tentativa de composição. Arruda seria um dos principais entusiastas da fusão dos antigos aliados de Frejat, incluindo aí PR, MDB, PP, DEM e Avante, com a Terceira Via, também conhecida como Aliança Alternativa, composta por PSDB, PSD, PPS, PRB, DC e PSC. O ex-governador teria inclusive participado da elaboração da proposta de divisão igualitária dos cargos majoritários, inclusive das suplências.
Os movimentos buscariam sincronia com o grupo político do ex-governador tucano de Goiás, Marconi Perillo. Além de buscar as condições propícias para a candidatura da esposa Flávia Arruda (PR) para a Câmara dos Deputados, o ex-governador buscaria retomar o protagonismo no DF e na Esplanada dos Ministérios. Recuperar a presença política seria estratégico para o futuro político de Arruda. Tendo 64 anos, ele poderá recuperar as condições de elegibilidade nas próximas eleições de 2022.
Ainda cabeça de chapa da Aliança Alternativa, Izalci não descarta a eventual composição com Arruda e Perillo. “Temos conversados com todos. Queremos unificar todos. Tudo o que vier para somar será bem vindo, sem discriminação, sem vetar ninguém”, revela. Procurado pelo Jornal de Brasília, Arruda desconversa e nega um eventual retorno. “Estou fora. Estou aqui em casa. Só falo com quem me procura. Estou cuidando da minha vida”. Questionado sobre quem ligaria, respondeu: “Aí tem que perguntar para quem me liga”.
Arruda tem um peso muito grande na política local. De um lado, é reconhecido estrategista, mantendo forte grupo político, oxigenado por uma invejável base eleitoral. Mesmo longe do poder, Arruda continua com contatos em pontos importantes no Executivo, Legislativo e Judiciário. Mas ao mesmo tempo costuma ter o nome associado aos escândalos investigados nas operações Caixa de Pandora e Panatenaico. Arruda luta na Justiça para demonstrar sua inocência.
Tucanos e PPS ainda resistem
O movimento de regresso de Arruda encontra forte resistência, tanto no patamar local, quanto nacional. Na política brasiliense, o senador Cristovam Buarque (PPS) e o comando do Partido Popular Socialista não querem saber de conversa com o ex-governador. Na Praça dos Três Poderes, parte da cúpula nacional do PSDB teme que a união contamine a campanha de Alckmin.
Assim como o deputado federal Rogério Rosso (PSD), Cristovam possui um canal de comunicação direto com Alckmin. Ambos são os representantes regionais dos respectivos partidos com a aliança nacional do PSDB. Buarque inclusive é cotado para assumir o Ministério da Educação em um eventual governo do tucano, ou de ter cartas para influenciar a política educacional.
Prevendo uma eleição presidencial dura, o PSDB não quer correr riscos com escândalos. Em 2014, o partido recusou uma composição com Arruda para preservar a imagem do então candidato do partido ao Planalto, senador Aécio Neves. Apesar de seu indicado Luiz Pitiman ter tido uma votação fraca, os tucanos tiveram o maior contingente de votos para a Presidência.
Aécio foi tragado pelos desdobramentos da operação Lava Jato. Apesar do dano, o PSDB ainda considera possível conseguir repetir o desempenho que ele teve entre ose eleitores brasilienses na disputa pelo Planalto.
O “X” da questão é composição de chapa proporcional forte, com boa capilaridade e capacidade de corpo a corpo. E a Aliança conta com estes requisitos.
Saiba Mais
Nas eleições de 2014, quando candidato ao GDF Arruda liderava com folga a corrida. Tinha 37% da intenção de votos. Desistiu com receio de ter a candidatura impugnada pela Lei da Ficha Limpa.
Na época, os concorrentes Agnelo Queiroz (PT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), tinham 19% e 18%. O vice Jofran Frejat assumiu a campanha.
Frejat desbancou Agnelo e foi para segundo turno com Rollemberg. Perdeu. Mas teve 44% dos votos.                                                           http://www.jornaldebrasilia.com.br
 
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