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Alírio sai e aliança prepara um plano para negociar com Frejat

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Alírio sai e aliança prepara um plano para negociar com Frejat
Elio Rizzo/Cedoc

Mesmo após longas conversas, aliança alternativa não chega a acordo sobre a cabeça de chapa

A Aliança Alternativa rachou. O namoro com o pré-candidato ao Palácio do Buriti, Jofran Frejat (PR), culminou na saída do também aspirante ao Governo do Distrito Federal e presidente regional do PTB, Alírio Neto, do grupo composto por PSD, PSDB, PRB, PPS, PSC, DC, PMN, PPL e Patriotas. Sem o dirigente trabalhista, agora a frente pretende elaborar um conjunto de propostas para discutir uma composição com o republicano. Neste contexto, a definição das posições nas urnas de votação estão em aberto.
“Não caminho para trás. Só para frente”, crava Alírio. Segundo o pré-candidato, a aliança espera trazer apenas Frejat para o grupo. Se o republicano responder positivamente ao aceno, as conversas avançam. Mas o trabalhista duvida que união não acarrete na aproximação dos aliados atuais de Frejat. Ou seja, o movimento traria o MDB de Tadeu Filippelli, o grupo do ex-governador José Roberto Arruda (PR) e o DEM, presidido pelo deputado federal Alberto Fraga.
Meses atrás, o PTB já esteve do lado dos partidos hoje na órbita de Frejat. Mas para Alírio o rumo trabalhista deve ser outro. “Não tenho problemas com Frejat. Mas o pessoal da aliança acha que podem trazer só o Frejat e o eleitor vai entender. Isso é algo bem difícil. Na política, não basta ser. É preciso parecer. Hoje fui voto vencido. E portanto, não tinha como continuar no grupo”, conta Neto.
Alírio não falou sobre a discussão de cargos e posições nas candidaturas. Mas na aritimética política, os números não eram favoráveis para os planos políticos do trabalhista. Sem Frejat no grupo, Neto tinha condições de ser pré-candidato a governador ou vice-governador. Em uma eventual vinda do republicano, ele poderia ser “forçado” a disputar uma vaga para o Senado ou mesmo proporcional para deputado federal ou distrital.
Afinal, inicialmente, Frejat pensa apenas no GDF. Nas pesquisas internas feitas pela Aliança, Alírio está tecnicamente empatado com o presidente regional do PSDB, depuado federal Izalci Lucas na disputa pelo Buriti. Mas o bico tucano está na frente nos quesitos de tamanho do partido e apoio nacional. Como Frejat pontua bem nas pesquisas, Alírio seria forçado a recuar.
Mas repercussões dentro do PTB seriam catastróficas, pois foi montada uma pré-nominata proporcional de nomes novos na política, justamente com a promessa de renovação. Resumidamente, Alírio não iria honrar com a palavra, caso buscasse um novo mandato.
Começando uma nova jornada majoritária pelo GDF, Alírio já teve uma reunião com a também pré-candidata ao Executivo, Eliana Pedrosa (Pros). Semanas atrás, Neto tentou trazer sem sucesso Pedrosa para a Aliança. Mas o nova prosa não focou em uma aliança no primeiro turno, mas sim em um eventual segundo turno. Conforme o relato do dirigente, o pacto está selado. Pelo menos por enquanto. Com o apoio da família do ex-governador Joaquim Roriz, Pedrosa ganha espaço no tabuleiro pré-eleitoral.
No fundo, falta é coesão
Fora das fronteiras da aliança, a demora para a definição do nome do grupo para disputar o posto de governador é lida como um sinal de instabilidade e falta de coesão. Internamente, membros da frente consideram a indefinição natural e necessária, especialmente com a possibilidade de composição com Jofran Frejat.
“Eu acho que a gente ainda não está no ponto de amadurecimento para tomar a decisão. Precisamos ter consciência tranquila para tomar a decisão. Temos que ter unidade neste caso”, reflete o presidente regional do PRB e também pretendente à cadeira de governador, Wanderley Tavares.
Nas pesquisas do grupo, Tavares apresenta menos votos do que Alírio e Izalci, mas tem menos rejeição e maior capacidade de crescimento no decorrer das eleição. Sobre uma eventual vinda de Frejat, Wanderley não vê problemas com a composição.
“Acho que ele vindo para o grupo, dentro de um entendimento, ele tem condições e perfil para disputar qualquer posição, desde que tenha o entendimento de todo grupo”, comenta. O grupo não fechou uma nova data para continuar as tratativas internas e nem com Frejat. O documento para sintetizar as propostas de conteúdo programático será escrito à várias mãos sob supervisão de Cristovam Buarque.
A composição com Frejat é um projeto antigo do senador. Desde o ano passado, o parlamentar se dedica a este propósito. Por vários motivos. Ambos são os últimos representantes da geração mais experiente de políticos no DF. Os dois compartilham de posições e opiniões para a gestão do DF. Além disso, os dois tiveram votações expressivas nas últimas eleições.
A aproximação começou com uma ligação de Frejat para Cristovam na noite da última segunda-feira (14/05).
Saiba mais
– Além de Frejat, Cristovam também busca a aproximação do presidente da Câmara Legislativa, deputado distrital Joe Valle (PDT). Nesta semana, os dois grupo também voltaram a discutir uma composição. E o movimento já recebeu a aprovação inicial do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. A autorização é para o começo das tratativas, sem martelos batidos.
– No caso do PDT, existe um ponto crítico. O partido não abrirá mão de um palanque para o pré-candidato ao Palácio do Planalto Ciro Gomes. E a aliança já terá que analisar os nomes majoritários nacionais de PSDB e PRB. O grupo argumenta que pode construir palanques múltiplos. Contudo, um grande número pode despertar a rejeição do eleitorado.
– Antes de sair do aliança, Alírio tentou se cacifar para assumir a cabeça de chapa com a ajuda do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. Em resumo, o PTB alegou que apoia o PSDB para o Planalto, mas pediu a contrapartida para o Buriti. O movimento não gerou impacto na aliança.                   http://www.jornaldebrasilia.com.br
 
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