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Saída de Campelo abre caminho para as articulações de Cristovam Buarque

terça-feira, 27 de março de 2018

Decisão do ex-ministro do TCU de desistir da candidatura ao Palácio do Buriti abre caminho para as articulações de Cristovam Buarque no Distrito Federal. O senador tenta unir em uma mesma chapa PSD, PSDB, PRB e PDT

Cristovam Buarque: "Acredito que a aliança seja viável. Mas vamos ouvir o lado nacional. Temos de ver o que eles pensam"(foto: Ed Alves/CB/D.A Press - 1/8/17)
 
A decisão do ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Valmir Campelo (PPS) de abrir mão da candidatura ao Palácio do Buriti deve facilitar as negociações do partido pela construção da chapa majoritária. O gesto ameniza a hesitação de potenciais aliados, que se incomodavam com o fato de a legenda pleitear duas das quatro vagas disponíveis. Agora, a bola está somente com o senador Cristovam Buarque. Responsável por grande parte das articulações da sigla no Distrito Federal, ele tenta alavancar uma união entre partidos de centro-direita e centro-esquerda, como PSD, PSDB, PRB e PDT, para concorrer à reeleição.

Lideranças partidárias trataram do assunto ontem, em reunião na casa do presidente regional do PSDB e pré-candidato ao Palácio do Buriti, Izalci Lucas. Estavam por lá, além de Cristovam, os postulantes ao Executivo local Joe Valle (PDT) e Wanderley Tavares (PRB), e o deputado federal Rogério Rosso (PSD). Ausente no encontro, a aposta do PTB ao GDF, Alírio Neto, também deve integrar o grupo.A despeito da aproximação, as condições da disputa pela presidência da República podem impedir a aliança entre as legendas na capital. Isso porque as candidaturas de Valle e Izalci serviriam como palanques para os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB), respectivamente. Para interlocutores, portanto, é possível que, à frente, a coalizão não vingue em razão das decisões tomadas nas executivas nacionais.

Na disputa pelo Palácio do Planalto, são mínimas as chances de PPS e PDT andarem juntos. Em contrapartida, a aproximação com o PSDB é vista com bons olhos. Correligionários sinalizaram, em congresso nacional realizado no último fim de semana, o apoio da sigla à candidatura de Alckmin. A chapa do tucano deve contar, ainda, com PSD e PTB. A oficialização de uma aliança, entretanto, deve ocorrer somente entre julho e agosto, temporada de convenções partidárias.

A tendência é de que o quadro se repita em Brasília. Sobre o possível entrave, Cristovam afirma que o processo de negociação será de “muito diálogo”. “Acredito que a aliança seja viável. Mas vamos ouvir o lado nacional. Temos de ver o que eles pensam”, pontuou.

Com o desenvolvimento das articulações, os partidos devem apostar, também, no diálogo com siglas de menor expressão, como Patriotas, PMN, PMB, PSC e DC. “Temos de nos unir por um programa de governo, sem a síndrome da cabeceira. É importante que, primeiro, decidamos as nominatas proporcionais e, depois, com base em critérios específicos, escolhamos os integrantes da chapa majoritária”, avaliou Rogério Rosso.

Composição

As articulações capitaneadas por Cristovam Buarque devem esquentar nos próximos dias. Até a última semana, o senador alimentava o sonho de concorrer à presidência da República. O anseio seria viabilizado por uma filiação ao PV. Após participar do Congresso Nacional do PPS, entretanto, o parlamentar garantiu que permanecerá na legenda. Com a definição do cargo ao qual concorrerá, as negociações tendem a fluir de forma mais rápida. O adendo da desistência de Valmir Campelo da disputa pelo Buriti também facilita a composição de alianças.

Mas, apesar do “gesto de desprendimento”, como classificaram aliados, em carta aberta, o ex-ministro do TCU teceu críticas à postura de resistência dos demais à condição de duas candidaturas proposta pelo PPS há um mês. “O PPS conta com dois nomes, duas biografias que deveriam somar em qualquer composição política que busque o bem de Brasília, mas, ao contrário disso, e por mais incrível que pareça, tal circunstância torna-se um obstáculo”, alfinetou.

Para o ex-senador, que desistiu de concorrer a qualquer cargo este ano, a condição dificulta a tão almejada renovação política. “A maioria dos dirigentes partidários não está preocupada com as biografias, com a densidade eleitoral, mas sim em garantir seu próprio espaço, garantir sua reeleição, enfim, pensar em seus interesses próprios antes de mais nada. Uma verdadeira inversão de valores”, frisou.

Valmir Campelo planejava a volta ao cenário político desde o ano passado, quando se filiou ao PPS. A última vez em que enfrentou as urnas foi em 1994, ao disputar o GDF justamente com Cristovam, à época, do PT.

Calendário

20 de julho a 5 de agosto de 2018
Período em que os partidos estão autorizados a promover convenções para a definição dos candidatos;

  15 de agosto de 2018
Fim do prazo para partidos políticos e coligações registrarem candidaturas;

  16 de agosto de 2018
Início da propaganda eleitoral;

  26 de agosto de 2018
Começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão;

  29 de setembro de 2018
Fim da propaganda eleitoral gratuita veiculada no rádio e na televisão;

  30 de setembro de 2018
Termina o período de exibição de propaganda eleitoral paga;

  7 de outubro de 2018
Primeiro turno das eleições.


Incertezas

Em construção, o grupo que pretende unir forças de centro-direita e centro-esquerda conta com quatro interessados no Buriti. Confira os nomes:

  Alírio Neto (PTB)
Lançado pré-candidato ao GDF em meados de março, o parlamentar elegeu-se pela última vez em 2010, como distrital. No último pleito, concorreu ao cargo de deputado federal e, apesar dos 78.945 votos recebidos, não conquistou o posto. Neste ano, contará com os cofres cheios do PTB para a campanha, uma vez que é a única aposta da sigla ao governo de uma unidade federativa.

  Izalci Lucas (PSDB)
À frente da presidência regional do PSDB até junho, o deputado trabalha para conquistar o apoio da sigla à sua candidatura, uma vez que o partido mantém negociações com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). A aposta é que impasses entre socialistas e tucanos pelo governo de outros estados impeçam uma aliança nacional entre as legendas e, consequentemente, o apoio do PSDB ao PSB no DF.

  Joe Valle (PDT)
Presidente da Câmara Legislativa, o pedetista pretende fazer oposição a Rodrigo Rollemberg. A campanha serviria como palanque eleitoral de Ciro Gomes. Os planos, contudo, podem ser frustrados caso o partido feche uma parceria nacional com o PSB. Neste caso, socialistas exigiriam o apoio da sigla à candidatura do chefe do Executivo local.

  Wanderley Tavares (PRB)
Tratado como o principal nome da frente cristã, tem o apoio de católicos e de evangélicos para concorrer. Contudo, com a filiação do jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho ao PRB, pode desistir da candidatura para abrir espaço para o craque na chapa majoritária. A aposta é que o meia-atacante dispute o Senado.                                  http://www.correiobraziliense.com.br
 
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