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Justiça mantém preso casal que espancou criança até a morte

quarta-feira, 7 de março de 2018
Justiça mantém preso casal que espancou criança até a morte
A mãe e o padrasto suspeitos de espancar até a morte o pequeno Henzo, de dois anos e onze meses, foram mantidos presos preventivamente. A decisão foi tomada em audiência de custódia nesta terça-feira (6).
Luana Alves de Oliveira, 21 anos, e Wesley Messias de Souza, 23, foram presos em flagrante em Santo Antônio do Descoberto (GO), na Região Metropolitana do DF.
De acordo com a mulher, o casal teria agredido a criança para que ela parasse de chorar. Para consumar o crime e abafar os gritos de Henzo Gabriel da Silva de Oliveira, ele teria sido enrolado em um cobertor. A dinâmica foi confessada pelo padastro, segundo a polícia.
Entenda
Na noite de domingo, o casal se preparava para dormir quando a criança começou a chorar. “Eles tinham o costume de colocá-lo para dormir na sala. O choro podia significar que Henzo queria a mãe, queria ficar junto dos dois”, aponta o delegado responsável pelo caso, Pablo Santos, do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops).
“Irritado, Wesley pegou a criança e a levou para o quarto. Ali, eles a enrolaram na coberta e depois começaram a chutar, pisar e dar socos. Depois das agressões, a colocaram de volta na sala, para que pudesse dormir. Segundo a mãe, nessa hora o menino estava consciente”, completa o delegado.
Socorro
Por volta das 5h de ontem, o pai de Wesley – dono da residência – levantou para ir ao banheiro, quando percebeu que o garoto não respirava. “Ele viu que Henzo estava muito quieto. Mexeu, chamou, mas ele não tinha qualquer reação. Aí percebeu que tinha algo errado e chamou o casal para levar a criança ao médico”, relata Santos.
O garoto, então, foi atendido no Hospital Municipal de Santo Antônio do Descoberto. Luana foi a única a ficar, e Wesley retornou para casa. Na unidade de saúde, a equipe médica recebeu o menino já sem os sinais vitais. “Foi entre 5h30 e 6h. O médico de plantão, um clínico geral, viu que ele estava em morto e acionou a Polícia Militar, porque tinha sinais de espancamento”, conta o administrador do hospital, Anderson de Lima.
Equipes da Polícia Militar de Goiás foram até o local e questionaram a mãe sobre o que tinha acontecido. “Ela inicialmente desconversou. Posteriormente, acusou o companheiro de ter espancado a criança. A corporação perguntou onde o homem estava, e ela voltou a negar informações, mas com a conversa disse que ele estava em casa. Os policiais foram ao local e Wesley tentou fugir, pulou alguns muros, mas foi preso”, relata o delegado.
Na delegacia, o casal trocou acusações sobre quem seria o autor do crime. Por isso, o delegado Pablo Santos optou por autuar os dois. “O pai de Wesley confirmou que a mãe tinha o costume de bater no filho como um castigo, nada muito grave. Por isso, nessa noite, ele não desconfiou de nada, achou que seria só mais um castigo por ele ter feito algo errado”, acrescenta.
Luana Alves de Oliveira e Wesley Messias de Souza serão indiciados pelo crime homicídio qualificado por motivo torpe. Eles podem pegar de 12 anos a 30 anos de prisão caso sejam condenados. Ontem mesmo, o homem foi encaminhado para o presídio de Santo Antônio do Descoberto, enquanto a mãe da criança iria hoje para o presídio feminino localizado em Luziânia (GO).
Presença paterna
O pai biológico de Henzo não é o mesmo que está registrado na certidão de nascimento, tampouco o homem que está preso. A tia paterna do menino, Jéssica Maria Nascimento, 24 anos ficou consternada com a notícia da morte. “Ela e meu irmão (José Cristiano Nascimento, de 30 anos) namoraram por uns cinco meses. Quando ela descobriu que estava grávida do Henzo, os dois começaram a brigar e se separaram”, relembra.
“Logo depois ela assumiu um relacionamento com outro rapaz, um tal de Fábio, que foi quem registrou o Henzo. Na época, meu irmão e ele conversaram. Ele disse que queria assumir o Henzo, mas o combinado era de que a gente não perderia contato com ele”, completa. E assim fizeram, conforme o relato de Jéssica.
Luana e Henzo visitavam com frequência a família do pai biológico, que mora em Águas Lindas (GO). “Ela sempre se mostrou uma mãe tranquila. Brigava com ele, mas não batia. Minha mãe não a deixava bater, era uma avó superprotetora”, afirma. “Mas era assim: ela ia, ficava dias lá em casa, e depois sumia”, acrescenta.
A notícia da morte do sobrinho veio pelas redes sociais. “Eu vi a reportagem e não reconheci. Aí uma amiga foi até minha casa e me mostrou o que estava circulando no Facebook. Foi um choque”, admite. A avó do garoto foi parar no hospital, porque passou mal ao descobrir a morte da criança.
O que fica, para Jéssica, são as lembranças do menino. “Era uma criança normal, brincalhona. Eu não entendo por que fizeram isso. Se não queriam, podiam ter dado a guarda para o meu irmão. Era um anjo, uma criança que não tem culpa de nada”, conclui.                        http://www.jornaldebrasilia.com.br
 
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