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Frente Cristã Faz Reunião Com PTB, Podemos, PPS E PMB

sexta-feira, 16 de março de 2018

Encontro com 11 partidos focou em possíveis composições proporcionais, mas também pavimenta alianças majoritárias. Se estivessem juntos, agremiações teriam 30% do tempo de TV

Francisco Dutra
francisco.dutra@grupojbr.com
Formada por PSD, PSDB, PRB, PSC, DC, PMN e Patriotas, a Frente Cristã continua a ganhar potência para as eleições de outubro. Para falar sobre alianças proporcionais, o grupo reuniu, na sede local do PRB, o presidente regional do PTB, Alírio Neto, a presidente regional do Podemos, Eliana Pedrosa, Goudim Carneiro, uma das principais apostas eleitorais do PMB, e um emissário do PPS. O eventual alinhamento de forças para a eleição de deputados federais e distritais poderá unir estes partidos nas composições majoritárias.
“A convergência está sendo natural daqueles partidos que têm muito à contribuir para Brasília. Aqui, todo mundo é igual a todo mundo. E todos decidiremos juntos. Convergência, união e desprendimento são palavras-chave. Vamos construir a casa pela fundação e não pelo telhado”, comenta presidente regional do PSD, deputado federal Rogério Rosso. A frente ainda não definiu as linhas e os nomes dos candidatos. Isso só será traçado após 7 de abril, data limite para filiações partidárias.
Indiretamente, o grupo projeta composições majoritárias, especialmente para o Palácio do Buriti. O presidente regional do PRB, Wanderley Tavares, por exemplo, é um nome cotado entre os partidos de raízes evangélicas. O presidente regional do PSDB, Izalci Lucas, também sonha com o cargo de governador. Indo além dos nomes da frente, Alírio Neto é pré-candidato ao Palácio do Buriti, assim como Eliana Pedrosa, Goudim Carneiro e o PPS também nutrem projetos majoritários.                                                             Hipoteticamente, se estes 11 partidos encontrassem um ponto de equilíbrio majoritário teriam 171 deputados federais no Congresso para o cálculo de tempo de televisão. Contudo, a legislação eleitoral prevê que sejam computadas apenas as seis maiores agremiações. Nestes termos, seriam 159 parlamentares, cujo potencial seria convertido em 30% do tempos de TV no horário eleitoral.
Diante deste horizonte, o grupo já pondera critérios para a definição de nomes. Boa colocação nas pesquisas, viabilidade jurídica, carisma, capacidade de agregar novos aliados poderão ser itens classificatórios. Seguindo a lógica dos movimentos até agora, indo do alicerce para o teto, o grupo promete que para uma eventual aliança majoritária será feita deixando os egos de lado, bem engavetados.




Fonte: Jornal de Brasília
 
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