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‘Só consigo pensar que estou bem’, diz vigia de carro que escapou de desabamento de viaduto

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

‘Só consigo pensar que estou bem’, diz vigia de carro que escapou de desabamento de viaduto
José Ferreira do Nascimento saiu do local para beber água pouco antes de parte do viaduto ceder. Foto: João Stangherlin
Jornal de Brasília
O olhar fixo na parte do viaduto que desabou não esconde o alívio do vigia de carro José Ferreira do Nascimento, 42 anos, que saiu do local para beber água minutos antes de tudo ir pro chão. O celular não parava de tocar. As ligações eram em busca de notícias dele, que trabalha há mais de 20 anos no local. “Estou bem. Foi só o susto”, dizia o homem que poderia ter sido a única vítima do desabamento, já que ninguém foi encontrado após varredura feita no local pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF.
“Estava almoçando, era por volta das 11h50. Aí quando terminei de comer, me deu sede. Estava saindo quando ouvi o primeiro estalo. Pensei ‘o que pode ser isso?’, mas continuei caminhando para ir pro restaurante Floresta. Aí veio outro estalo e, segundos depois, caiu tudo. Saí correndo, com medo de que algo pior acontecesse”, lembra o vigia.Outros dois homens também trabalham no local. “Mas só eu estava no viaduto. Os outros tinham saído para almoçar”, conta. “Por isso, acredito que não tenha vítimas. Não vi ninguém dentro dos carros”, completa. Para Ferreira, a tragédia foi prevista pelos governantes. “O governo sabia que estava comprometido. Uns anos atrás vieram estudar, tiraram amostras, furaram o viaduto todo. Eles sabiam que a estrutura estava ruim”, aponta.
Agora, o vigia só consegue expressar o sentimento de alívio. “Eu podia ter morrido. Então, só consigo pensar que estou bem”, comemora. A incerteza, no entanto, fará parte da rotina do homem que dependia do local para sustentar a família.
Prejuízo
O prejuízo maior ficou para os donos dos quatro carros esmagados, sendo que dois ficaram totalmente danificados. Um deles foi a caminhonete do bancário Lindenberg Igor Silva, 50 anos, do modelo Hillux, da Toyota. “Estava almoçando num restaurante do lado, quando ouvi um barulho muito forte. Fui correndo ver o que era e vi a estrutura caída em cima do meu carro”, lamenta.
Apesar dos danos materiais, Lindenberg comemora a vida. “Estava lá quatro ou cinco minutos antes de cair”, conta. O que salvou sua vida foi a mudança na rotina. “Eu chego 7h30, estaciono o carro e vou trabalhar. No horário de almoço, voltei e coloquei umas coisas dentro para ir comer. Tenho o costume de descansar no carro, de 12h a 13h30, lendo, ouvindo jornal. Hoje eu tinha um curso. Fui almoçar e iria voltar para pegar o carro e ir ao curso. Se fosse um dia normal…”, supõe.
Bombeiros que solicitou socorro
O primeiro chamado veio justamente de um bombeiro que estava com o carro estacionado a menos de 50 metros do local. O sargento Anderson Pimenta de Lima, de 47 anos, estava dentro do veículo conversando com o filho no celular quando viu toda a cena. “Estava de frente pro viaduto quando ele caiu em bloco. Não passava nenhum carro na parte superior ou inferior. Após a queda, como tenho o rádio, acionei o socorro do Corpo de Bombeiros”.
Quando percebeu a dimensão da tragédia, pediu ajuda de dois policiais militares para conter os curiosos, que começavam a chegar. “Podia ter um risco de explosão, por conta do restaurante, e até de mais desabamentos. Pensei, no primeiro momento, em evitar mais problemas”, afirma. “Por alguns segundos eu não imaginava que estava vendo aquilo. Quando caí na real, fui acionar o socorro e fazer o que podia para ajudar enquanto bombeiro”, acrescenta.
Restaurante também danificado
proprietária do restaurante chamado Churrascaria Floresta, atingido pelo desmoronamento do viaduto da Galeria dos Estados, garante que todos os funcionários passam bem e que a estrutura do estabelecimento foi afetada somente em uma parte. “Só a parede de fora do restaurante que caiu”, assegura. Para ela, o pior foi o susto. “Um barulho enorme. Achei que tinha caído um carro do viaduto, que fosse um acidente”, acreditou.
No horário da queda, o restaurante estava com cerca de 30 pessoas dentro: 15 funcionários e 15 clientes. A primeira reação da mulher foi pedir para que saíssem. “Estava tirando funcionário, desligando água, luz, desligando o gás, para todo mundo ficar bem e não acontecer mais nenhum problema. Fui correr para acudir todo mundo”, relata.
Medidas emergenciais
A Defesa Civil não descarta que o outro lado do viaduto corre risco de desabar. Por isso, a área foi isolada num raio de 30 metros e os órgãos trabalhavam nesta tarde para fazer o escoramento da estrutura. Segundo o subsecretário do órgão, Sérgio Bezerra, somente um laudo técnico vai apontar . Ele deverá ser apresentado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pelo viaduto.
“Depois que escorar, começa o trânsito de engenheiros e profissionais para fazer análises e estudos. Só a operação de escoramento leva alguns dias”, explica o subsecretário. “Vamos exigir no mínimo uns 30 dias para a apresentação do laudo, que deve conter relações de causa e efeito do desabamento”, completa.
Já o diretor do DER, Henrique Luduvice, confessou que o viaduto tinha problemas. “É preciso deixar claro que o tempo, fissuras, eventuais infiltrações e corrosão podem ter ocasionado a queda. A DER, Novacap e Sinesp atuarão conjuntamente na solução mais adequada”, aponta. Em paralelo aos serviços emergenciais, o trânsito também será alterado.
 
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