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Padre Ghibaudo Orestes celebra os 100 anos e diz que não é difícil chegar a essa idade se tiver saúde e um propósito na vida que, no caso dele, é a dedicação à juventude

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Com os cabelos brancos e segurando uma bengala, Ghibaudo Orestes caminha lentamente pelo altar da Paróquia Nossa Senhora da Consolata, na 913 norte. Apesar da aparência frágil, as rugas que os anos trouxeram não chegam a revelar os 100 anos recém-completados. Nascido em 31 de janeiro de 1918, na província de Cuneo, região de Piemonte, na Itália, o religioso recebeu a ordenação sacerdotal aos 29 anos, quando deu início à sua extensa trajetória.
 
 
Sorridente, o padre conta que desembarcou no Brasil em 1951, como missionário. A primeira morada foi na capital de Roraima, Boa Vista, onde começou a trabalhar no meio educacional e com os jovens. Na cidade, foi um dos fundadores da Escola Euclides da Cunha. “À época, era o diretor. Mas tive de perder, graças a Deus, a minha cidadania italiana”, brinca. “Para poder trabalhar na educação, tinha que ser brasileiro e, naquele tempo, não se podia ter dupla cidadania. Não me arrependi da minha escolha e não é agora que vou me arrepender”, completa.

Pouco depois, no ano de 1954, foi para Três de Maio, no interior do Rio Grande do Sul. Na região, continuou o labor sacerdotal, além de se tornar diretor educacional do Ginásio Pio XII, cuja responsabilidade, naquela época, era do Instituto Missões Consolata (IMC).

“Como havia me tornado brasileiro e com atuação na rede pública, me mandaram (a arquidiocese, por ordem do Vaticano) para Brasília, em 1986. Só que para resolver o problema do (antigo) Colégio Paulo VI”, relembra Ghibaudo Orestes. A instituição de ensino, posteriormente, tornou-se Colégio JK, e o padre prosseguiu no corpo docente. Atualmente, no local, funciona o Alub.


Vivacidade


Desde sua chegada à capital federal, o sacerdote conserva amizades como a de Roberto Tenório, 71 anos, que acompanhou de perto os serviços prestados pelo religioso. “Ele tem um trabalho belíssimo com os jovens, que é sua grande dedicação. Foi diretor do Encontro de Jovens com Cristo —Segue-me, tornando-se o coordenador espiritual do movimento, que cresceu em nível nacional”, explica.

Ghibaudo Orestes permanece entre os jovens, ainda que com a idade bem avançada. “É claro que eu não estou mais à altura para o chamamento da juventude. Mas o que eu faço é sentar e conversar, tornar a juventude feliz”, salienta.

Carisma é uma palavra que descreve o padre Ghibaudo Orestes, de acordo com amigos e companheiros de paróquia. Visto como uma pessoa muito alegre, mesmo aos 100 anos, continua influente entre os mais novos, que o apelidaram carinhosamente de “Padreco”.

Para o secretário paroquial Julio Cesar Bacelar, 29 anos, Orestes é uma figura de grande importância. “O padre é um missionário que ofertou a vida para a missão do evangelho. Sua grande paixão são os jovens, é como uma esperança para ele. É uma referência entre eles, sobretudo, no Segue-me, que o tem como um padrinho. Tudo por conta da carisma”, destaca.

Uma das paixões do padre Orestes é a música. O religioso toca piano e, atualmente, tenta aprender violão. “A música foi feita para expressar o que se tem dentro. Evidentemente, não existe música sem uma palpitação de um coração com amor”, descreve o religioso.

“A música é algo de que ele realmente gosta. As missas dele acabam sendo mais cantadas, porque puxa os versos. O padre é muito animado, uma pessoa realmente abençoada por Deus”, acrescenta Roberto Tenório.

O advogado Gabriel Carvalho, 27, também vê o padre como um grande entusiasta. “Ele está sempre muito alegre, embora tenha passado por momentos difíceis. Gosta de contar piada e de ser chamado de ‘Padreco’. Ele próprio diz que é um velhinho. Esse é o jeito dele”, ressalta.

O segredo


Segundo o padre, não é muito difícil chegar aos 100 anos com saúde. “É ter uma comunidade, um apoio. O amor é o que eu preciso para viver”, conta.

Dos céus, a proteção parece cobrir a vida de Ghibaudo Orestes. Nos últimos dez anos, o padre venceu um câncer na garganta, um tombo — que o deixou na cadeira de rodas por alguns meses —, e um acidente, quando parte do teto despencou em cima do religioso e o deixou machucado. Nada conseguiu derrubar a luz e a alegria que o missionário emana. “Quero quantos anos mais tiverem de vir, só não quero o peso que vem com eles”, diz, entre risos.

Mansamente, aponta os quatro lemas de vida, que também são passados aos fiéis: “felicidade, amor, compreensão e perdão”. A partir do significado dessas palavras é que o religioso leva seus dias, buscando alegrar o próximo. “A minha felicidade depende do outro. Eu sou feliz à medida que faço o próximo feliz também. Por isso, tento preencher o meu tempo fazendo os outros felizes”, afirma.                http://www.correiobraziliense.com.br
 
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