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Unificar A Oposição É A Prioridade De Frejat

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Foto: Josemar Gonçalves/Cedoc
Francisco Dutra
francisco.dutra@grupojbr.com
Assumindo a condição de pré-candidato ao governo do Distrito Federal, Jofran Frejat (PR) trabalha agora intensamente para consolidar uma ampla coligação para as chapas majoritária e proporcionais. A princípio, foca esforços para compor forças com os grupos políticos de centro-direita. Contudo, também articula composições com legendas de centro-esquerda. Na leitura de Frejat, a divisão de forças abre a guarda para o projeto de reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB).
“Meu nome cresce paulatinamente nas pesquisas. Meu partido decidiu lançar-me como pré-candidato e não tenho dificuldade nenhuma com isso. Sou pré-candidato”, afirma. Os grandes partidos de centro-direita tentam desenhar um pacto, cuja linha central seria o apoio de todos para o personagem melhor situado nas pesquisas. Segundo Frejat, a corrida eleitoral começou a afunilar e quem ficar parado em cima do muro corre o risco de perder o “timing” político.
“Se nós nos dividirmos, vamos dar espaço para o atual governador. É inevitável. Ele já cooptou o PSDB. Como não conseguiu convencer o Izalci (Lucas, presidente regional da legenda), foi atrás da Maria de Lourdes Abadia (nomeada para Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos). Rollemberg agora está trabalhando para desconstruir qualquer oposição. Casa dividida não se mantém de pé. Casa dividida cai”, pondera.
Para Frejat, é possível compor uma ampla frente com todos os grupos políticos insatisfeitos com o atual governo. O desafio é encontrar o ponto de equilibrio entre projetos e egos, posicionando os nomes nas chapas para governador, vice-governador, senadores, deputados federais e distritais.
Além de trabalhar pela consolidação de forças para a campanha, Frejat começou a mapear a situação da máquina pública e os problemas do DF. Neste sentido, demonstra preocupação especialmente com as áreas de saúde, segurança e mobilidade. “Temos visto imagens de água amarela, marrom, saindo das torneiras. Dizem que aquilo lá é água boa para beber. Quero ver beberem então. Alguém bebe?”, questiona.
Sobre o descontentamento do eleitor com a atual classe política, Frejat interpreta que as pesquisas não apontam necessariamente para um nome novo. A expectativa do eleitorado é por personagem com capacidade de resolver os problemas administrativos e políticos, tendo reputação ilibada e sem envolvimento com escândalos.

Rollemberg é o maior adversário
Rollemberg não é carta fora do baralho, embora o governo e do próprio governador estjam sendo, sucessivamente, reprovados nas pesquisas, avalia Frejat. “Não se pense que o atual governador está politicamente morto. É equivocada esta visão. Rollemberg fica competitivo com nossa desunião”, reforça o pré-candidato do PR.
Dentro d as devidas proporções, o pensamento de Frejat é idêntico ao dignóstico do cientista político da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer. Segundo o especialista, a fragmentação da oposição favorece Rollemberg. Com a máquina pública na mão, o governador pode fazer nomeações, entregar obras e influenciar a mídia.
“Hoje a tendência é termos mais candidatos para governo do que nas últimas eleições. Isso é bom para Rollemberg e dá chances para ir ao segundo turno”, analisa Fleischer. Na visão do professor, porém, a unidade da oposição antes da eleição é improvável.
Fleischer considera que ainda há tempo para o surgimento de um outsider, um nome novo, com capacidade para sacudir o tabuleiro antes das urnas.
Saiba Mais
A negociação das correntes de centro-direita inclui os nomes de Tadeu Filippelli (PMDB), Izalci Lucas (PSDB), Alberto Fraga (DEM), Alírio Neto (PTB) e Eliana Pedrosa (Podemos). A composição puxa outras forças como o PP, por exemplo.
No campo de centro-esquerda, Frejat mantem tratativas com o senador Cristovam Buarque (PPS), o presidente da Câmara Legislativa, deputado distrital Joe Valle (PDT) e com o presidente regional do PSD, deputado federal Rogério Rosso.
Frejat atribiu o bom desempenho nas pesquisas ao recall da última eleição (quando teve 428.522 votos no 2º turno, 45% dos votos), a boa avaliação dos períodos em que atuou como secretário de saúde e a não ter o nome envolvido com escândalos.
Por enquanto, os grupos políticos de Frejat e do ex-governador José Roberto Arruda convivem tranquilamente dentro do PR.



Fonte: Jornal de Brasília
 
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