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Temer aceita indicação de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Roberto Jefferson, condenado pelo STF no processo do Mensalão, levou o nome da filha para o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu

Facebook/Reprodução
 
O presidente Michel Temer definiu nesta quarta-feira (3/1) que a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) será a nova ministra do Trabalho. Em nota, o Palácio do Planalto informou que Temer recebeu a indicação oficial feita pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, que é pai de Cristiane. Jefferson, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do Mensalão, levou o nome da filha para o presidente da República, no Palácio do Jaburu.
 

Cristiane substituirá Ronaldo Nogueira, que pediu demissão no último dia 27/12.  Ela foi escolhida pela legenda depois do impasse sobre o nome de Pedro Fernandes (PTB-MA), que declarou ter sido vetado pelo ex-presidente José Sarney. Nogueira deixou o governo alegando que pretende se candidatar nas eleições deste ano.

Temer ainda precisará escolher o substituto de Marcos Pereira, à frente do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) que entregou pessoalmente sua carta de demissão ao presidente, em encontro no Palácio do Planalto.

 
Três ministros em um mês 

 
Três ministros do presidente Michel Temer pediram demissão de seus respectivos cargos em menos de um mês. Em 8 de dezembro, Antônio Imbassahy, responsável pela articulação política do peemedebista, deixou a Secretaria de governo. Ele enviou uma carta ao Planalto pedindo exoneração e teve a solicitação atendida pelo chefe do executivo federal. A saída de Imbassahy já era aguardada há meses, desde que o PSDB anunciou o desembarque do governo. 

Na carta em que oficializou sua saída, o ex-ministro afirmou sua intenção de “continuar contribuindo com a gestão Temer na Câmara”. Durante seus tempos à frente da Secretaria de Governo, Imbassahy era criticado por seu trabalho. Chegou a ser apontado como o “ministro mais inacessível”, um contraste com a posição de quem deveria “abrir caminhos”.
 
Em 27 de dezembro, Ronaldo Nogueira, então ministro do Trabalho, também pediu para sair do governo. Nogueira apresentou o pedido de exoneração alegando motivos pessoais. O pedido de demissão de Nogueira foi feito ao lado de Jefferson e Arantes, em reunião com Temer. Nogueira já tinha previsão de sair do ministério em dezembro, para "aproveitar o recesso e descansar". A decisão de abandonar o governo federal veio justamente no dia em que o mercado de trabalho formal fechou 12,3 mil postos de trabalho em novembro, o primeiro resultado negativo após sete altas consecutivas. 

O agora ex-ministro vinha enfrentando pressões após ter editado uma portaria que estabelece novas regras para a caracterização de trabalho análogo à escravidão, e para a atualização do cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a tal condição. O texto chegou a ser suspenso por decisão da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF).  
 
O último abandonar a barca-Temer foi Marcos Pereira (PRB). Nesta quarta-feira (3/1), o então ministro entregou a pasta da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Ele esteve com o presidente Temer no início da tarde, alegando que a saída teria partido única e exclusivamente dele, para dedicar a "questões pessoais e partidárias".          http://www.correiobraziliense.com.br
 
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