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Monumento do Periquito, no Gama, poderá ser transferido de local

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Monumento instalado onde era o balão de acesso ao Gama ficou escondido com a inauguração das obras de mobilidade urbana na cidade, em 2014

B?rbara Cabral/Esp. CB/D.A Press

O monumento do Periquito, instalado na entrada do Gama, entre as BR-040 e BR-060, poderá ser transferido para outro local. Com as obras do BRT e do viaduto de acesso à região administrativa, finalizadas em 2014, o balão de acesso à cidade, onde o símbolo estava instalado há 18 anos, deixou de existir. Com isso, a obra ficou meio escondida.

Mais do que um monumento em homenagem à cidade, a obra reverencia o time de futebol local, a Sociedade Esportiva do Gama, ou o “Gamão do Povão”. Em dezembro de 1998, 40 mil torcedores presentes no estádio Mané Garrinha testemunharam o clube sagrar-se campeão da segunda divisão do Campeonato Brasileiro, após marcar 3x0 contra o Londrina (PR). A mais importante conquista do clube, fundado em 1975, garantiu o acesso do time à elite do futebol no país.

Carinhosamente apelidado de “Periquito” por ter as mesmas cores da cidade — verde e branco — no ano seguinte à conquista, o time foi homenageado com a escultura instalada na entrada do Gama. Torcedor do time desde 11 anosde idade, Francisco Sales, 49, relembra quando essa paixão começou. Foi em 1979, quando ele assistiu a um jogo do time ao lado do tio, que o levou ao Estádio Walmir Campelo Bezerra, o Bezerrão. Vinte anos depois, ele testemunhou não só a conquista do importante título como a inauguração da escultura. “Foi um momento de completa festividade dos dirigentes e dos torcedores. O trânsito precisou ser interrompido por conta do movimento de pessoas em direção ao balão”, relembra.

Feita em aço e medindo 9m de altura por 4,5m de largura, a obra foi criada pelo artista Ariomar da Luz Nogueira, convidado pelos dirigentes do clube na época para fazer o trabalho. Falecido em 2016, com 68 anos, o arquiteto e morador da cidade contribuiu com outras 22 intervenções espalhadas pela região administrativa.

O aposentado Antônio Francisco Batista, 79, morador do Gama há 55 anos, conheceu Ariomar quando ele era estudante de arquitetura e urbanismo na Universidade de Brasília (UnB). “Eu o conheci quando ele pegava ônibus para a universidade. Acho que o monumento representa muita coisa para a história do Gama, pois foi reconhecido mundialmente por conta do destaque do time, que na época entrou para a série A”, relembrou.

Mudança


A fim de resolver se a transferência do monumento será feita, a Administração Regional do Gama está em contato com a família do arquiteto Ariomar para analisar a possibilidade. Caso os familiares concordem, será realizada uma consulta pública para que a comunidade gamense decida se o Periquito permanece ou não pousado onde está, desde o ano da sua inauguração.

Para o estudante de direito Luiz Rodrigo Medeiros, 26, nascido na cidade, a escultura precisa apenas ser destacada entre as novas construções. “Acho que a saída seria atualizar o monumento, deixando-o mais alto. Assim, continuaria na entrada do Gama, dando a referência do início da cidade, já que um dos intuitos da obra é mostrar, a quem chega, onde começa a cidade”, opina.

O vendedor Douglas Alves da Silva, 20, concorda. “O monumento é para o Gama o que o Pão de Açúcar é para o Rio de Janeiro. Ele deve permanecer ali,”, argumentou.

Decidido a saber a opinião dos moradores e dos torcedores gamenses, Francisco Sales lançou uma enquete em sua página no Facebook. Ele questiona quais os possíveis locais para o símbolo da cidade ser reinstalado. “O resultado parcial está dividido entre o balão do Saionara (dentro do Gama) e em frente ao Bezerrão. Para mim, deveria ficar no estádio”, afirma.

A aposentada Irene Vieira, 64, moradora da cidade há 49 anos, destaca que “o local ideal é no balão Saionara, onde seria bem visualizado e continuaria sendo uma referência para a cidade, bem como uma homenagem ao Ariomar”, reflete.
A decisão de encontrar ou não um novo pouso para o pássaro de aço não tem data marcada, de acordo com a assessoria da Região Administrativa. A única certeza é de que está nas mãos dos familiares de Ariomar e da comunidade do Gama resolver o melhor destino para o periquito.
 

Povo fala

Qual sua opinião sobre a transferência da obra?

Marilda Soares, 
77 anos, aposentada

“Com as obras do BRT, o monumento ficou muito escondido. Acho que poderia ser colocado na saída norte da cidade. É o único lugar disponível para que 
ficasse visível.”
Sebastião de Souza,
80 anos, aposentado

“Lembro-me  da satisfação do 
povo com a inauguração da escultura e o que representava para a cidade. O periquito 
deve continuar na entrada 
do Gama, pois sempre 
esteve lá.”
 
Oriencio Marcelino 
de Souza Filho, 
46 anos, servidor público

“Se não está mais exercendo a sua função, que é de identificar a cidade, precisa ser transferido. Poderia ir para o viaduto que tem escrito 
‘Bem-vindo ao Gama’.”                                                                                                  http://www.correiobraziliense.com.br
 
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