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Dias decisivos: Temer e aliados aceleram negociações para nova Previdência

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Com a decisão de Rodrigo Maia de começar a discussão da reforma na próxima quinta-feira, Temer e aliados buscam apoio na Câmara. Relator avalia que hoje o governo tem cerca de 290 votos - são necessários 308

Eitan Abramovich/AFP

Empenhado em conseguir os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência ainda neste ano, o presidente Michel Temer passou o fim de semana envolvido em negociações para melhorar o cenário de votos a favor da proposta de emenda constitucional (PEC), que volta a ser discutida na Câmara na quinta-feira. Até a confirmação do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) como ministro da Secretaria de Governo, acreditam aliados, faz parte da estratégia do Planalto para conseguir o apoio necessário para a aprovação do texto.

Em Buenos Aires, onde esteve ontem para a 11ª Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), para conclusão do acordo entre Mercosul e União Europeia, Temer afirmou que trabalha em “ambiciosa agenda para a modernização do Brasil, o que envolve, necessariamente, maior e melhor inserção na economia global”. O presidente disse ainda que “o Brasil de hoje deixou para trás a recessão. Nossa economia se recupera, cria postos de trabalho... A produção industrial tem crescido. As taxas de juros recuaram a seu menor patamar histórico, a inflação é a mais baixa em muitos anos”.

Após o encontro, em coletiva, Temer falou que a reforma da Previdência vai muito bem. “Fecharam questão já o PMDB, o PTB, o PPS. Hoje falei com os presidentes do PP, do PSD e PRB. Estão todos entusiasmados com o fechamento de questão.” “Nós vamos encerrar a discussão ainda neste ano. E esta matéria da Previdência não vai parar. Se não for este ano, será no início do ano que vem”, completou.

Na comitiva presidencial para a Argentina estiveram os ministros da Justiça, Torquato Jardim, e do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen; o deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da reforma da Previdência; e ainda Carlos Marun, que tomará posse como ministro na próxima quinta — mesmo dia em que a PEC volta a ser discutida na Câmara, por determinação do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O evento durou cerca de 90 minutos e também contou com a presença dos presidentes do Paraguai, Maurício Cortez; do Uruguai, Tabaré Vásquez; e da Argentina, Mauricio Macri.

“O debate da Previdência foi acertado ontem (sábado) à noite. Todas as lideranças estarão presentes e o Rodrigo (Maia) vai se manifestar. À tarde, faremos uma votação com efeito administrativo. Existe uma mobilização intensa de deputados. Será lido relatório e depois entraremos em campo. Os votos estão aumentando a cada dia, sempre conseguimos mais apoio após as discussões. Até essa confirmação do Marun como ministro vai ajudar nossa briga, porque ele é muito bom para articular. E a volta do Antonio Imbassahy (ex-ministro da Secretaria de Governo) à Câmara também terá saldo positivo nesse campo”, afirmou o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), um dos maiores aliados do Planalto.

Avaliação
Um dos contadores de votos de Temer na Câmara, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) conta que a votação teve de ser adiada — inicialmente, a previsão era de que ela começasse a ser discutida no último dia 8 — porque ainda não havia apoio suficiente para votar com tranquilidade, mas que há a expectativa de que mais partidos fechem questão nesta semana para dar mais segurança ao governo. “Teremos uma semana de muito trabalho, mas com boas perspectivas. O clima está mais amistoso e os deputados estão começando a entender que a reforma precisa ser aprovada”, diz.

Cálculos do deputado Arthur Maia (PPS-BA) estimam que a Previdência tem apoio de mais ou menos 290 parlamentares — são necessários 308 para a aprovação do texto. Uma das principais resistências, no entanto, é a questão eleitoral. Parte dos deputados acredita que o melhor é deixar as mudanças para o início da próxima legislatura. “Não desconsidero que o tema é importante para o equilíbrio das contas públicas, mas ele tem de ser feito depois das eleições presidenciais. Ela tem de ser o foco das campanhas e o novo Congresso terá melhores condições para fazer uma reforma mais ampla e correta”, comenta Rogério Rosso (PSD-DF). “Lamento que estejam generalizando e denegrindo a imagem do servidor público como argumento para fazer uma reforma a toque de caixa”, acrescenta.

Eleito como novo presidente do PSDB no sábado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, falou que o objetivo da sigla é ajudar o governo federal a sair da “situação calamitosa em que se encontra”, sinalizando um possível entendimento entre os tucanos e o Planalto. Questionado sobre a aliança, no entanto, Alckmin respondeu que “só vai definir as diretrizes desse cenário quando forem resolvidas as questões envolvendo a candidatura presidencial a 2018, disputada internamente entre ele e o senador Aécio Neves (MG).

“Tem um grupo que não quer acordo com o governo — os “cabeças pretas”, deputados mais jovens — aí não tem jeito. Mas eu, pessoalmente, não acredito nesse reembarque. O Brasil virou um balcão de negócios durante a gestão do presidente Temer e discutiu-se muito sobre a nossa permanência na base. Resolvemos sair e imagino que vamos permanecer fora”, comentou Major Rocha (PSDB-AC).

Para Pedro Cunha Lima (PSDB-PE), um dos cabeças pretas, “o pensamento no partido exige mudança mais radical”, e o discurso de Alckmin “foi mais no sentido de responsabilidade em colocar o país no trilho e não colocar aquele apoio irrestrito ao governo”. O novo presidente tucano foi eleito com 470 votos.                                 http://www.correiobraziliense.com.br
 
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