• ESSA É A NOSSA SORVETERIA -Q 22 LT 49 S OESTE-GAMA
  • O NOSSO TEMPERO CONQUISTA
  • PRAÇA 02 Setor Sul Gama DF
  • SANTA MARIA NORTE AC 319

Bem Informado Ninguém é Enganado

Bem Informado Ninguém é Enganado

Diabetes atinge 9% da população do DF

terça-feira, 14 de novembro de 2017
Ana controla a doença com ajuda de atividade física. Foto: Breno Esaki
João Paulo Mariano
redacao@grupojbr.com.br
Pode até ser considerada uma doença silenciosa, mas o diabetes incomoda bastante a 8,9% da população do Distrito Federal. Os dados são de pesquisa do Ministério da Saúde, de 2016, que mapeia o mal que acomete cerca de 260 mil brasilienses e mais de 13 milhões de brasileiros. Especialista e pacientes afirmam que ainda falta divulgação sobre o assunto, e o diagnóstico, muitas vezes, é tardio.
Para combater o problema, hoje é celebrado o Dia Mundial do Diabetes. O programador Alex Neves, 41, percebe nisso uma possibilidade de mais pessoas se informarem e não ocorrer o mesmo que aconteceu com ele. O homem foi surpreendido pelo diagnóstico de diabetes dos dois filhos. Atualmente, as duas crianças, Camila, 12 anos, e Alex, 8, estão bem, mas o susto da descoberta, ocorrida há dois anos, foi grande.
“Minha filha começou a fazer xixi na cama, ficava irritada. O médico suspeitou até de abuso sexual, mas ela estava com diabetes. Tive que ir ao IML para que ela fizesse exames”, lembra Neves. Depois do descarte dessa hipótese, ele a levou à emergência do Hospital de Samambaia e uma médica resolveu fazer o exame da ponta do dedo – por meio da picada é possível aferir o nível de glicose no sangue.
O resultado que apareceu no aparelho foi “HI”, o que significa que a glicose está maior que 600 mg/dl e não é possível o registro na máquina. A menina foi internada na hora e permaneceu ali até a melhora do quadro. Alguns dias depois, porém, Alex percebeu que o filho mais novo estava com sintomas parecidos. O exame constatou alteração no nível de glicose do menino, de apenas seis anos. O pai voltou para o hospital e o garoto foi internado.
O jeito foi mudar de vida completamente: “Comecei a me capacitar. Procurar conhecimento. Eu queria que eles tivessem uma vida normal”, afirma o homem. Com o intuito de ajudar mais pessoas e divulgar informações sobre o assunto, ele fundou a Associação de Diabetes de Brasília (ADB), em dezembro do ano passado.
Engajado na causa, ele luta para que os filhos, que têm diabetes tipo I, possam comer de tudo e serem crianças tranquilamente, apenas tomando os cuidados necessários. Porém, nem sempre o serviço público ajuda. O presidente da ADB denuncia a falta de reagentes para exames simples, como hemogramas e de hemoglobina glicada.
Órgãos comprometidos
O endocrinologista Flávio Cadegiani explica que, em resumo, quando o nível de açúcar está alto, ocorre o chamado pré-diabetes. Mas quando o corpo não consegue eliminar esse excesso de glicose, o diabetes aparece. “O açúcar causa problemas aos rins, sistema nervoso, olhos e coração”, explica o médico da clínica Corpometria, que atesta que essa é a maior causa de amputação não-traumática e de insuficiência renal no País.
O diabetes pode se revelar de duas formas: o tipo I, provocado quando o corpo não produz insulina ou o faz de forma insuficiente, devido a deficiências no pâncreas; e o tipo II, que aparece o organismo não consegue utilizar a insulina produzida, fazendo com que o nível de açúcar no sangue aumente.
Ele aponta a lentidão em se diagnosticar o problema e alerta que as consequências podem ser graves: “Apenas alguns meses serão o suficiente para aumentar todos os problemas. Isso pode acarretar complicações pelo resto da vida”.
Cadegiani diz que é imprescindível iniciar o tratamento o mais rápido possível. Além disso, é preciso ter uma boa alimentação e fazer exercícios físicos regularmente.
A funcionária pública Ana Dorinda Carvalleda, 55 anos, conhece bem os benefícios do exercício para evitar as consequências.
A mulher viveu boa parte da vida em contato com a mãe, que tem diabetes, e há cinco anos também descobriu a enfermidade.
Ela resolveu se tratar imediatamente, pois conhece pessoas que já tinham amputado pernas ou ficado cegas por não terem o cuidado correto.
Hoje, ela toma apenas dois remédios e conseguiu controlar todos os índices com a atividade física. “Até a minha disposição melhorou. Tomei consciência de o que era necessário fazer”, conclui.
SERVIÇO
  • Apesar da denúncia a respeito da falta de reagentes para hemogramas simples, a Secretaria de Saúde informou que o abastecimento dos insumos está normalizado.
  • Porém, a pasta admitiu que a hemoglobina glicada está em processo de licitação e o estoque deve ser regularizado até o fim do ano.
  • Para quem precisa de tratamento da doença, o usuário deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua residência para receber as informações pertinentes e saber quais as atividades disponíveis em sua localidade.                                       Fonte-Jornal de Brasília
 
NOSSOGAMA.COM.BR © 2013 | Traduzido Por: Template Para Blogspot