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Bem Informado Ninguém é Enganado

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Eleições 2018: caneta do PSB atrai o tucanato

quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Rollemberg anunciou que Maria de Lourdes Abadia vai trabalhar, prioritariamente, com as comunidades mais carentes. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília
Millena Lopes
millena.lopes@grupojbr.com
Uma secretaria denominada de Projetos Estratégicos criada exclusivamente para abrigar o PSDB no governo. Para um governador que se nega a falar de política em 2017, foi um grande passo público rumo à eleição do ano que vem.


O convite original era para que a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia assumisse a pasta do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, que já foi do PDT, recém saído do governo. Mas ela achou “grande demais” e sugeriu um trabalho mais na ponta, com as comunidades mais carentes.
Negociação com Tasso
Foi a própria Abadia que contou, ontem, na coletiva de imprensa, que aceitaria o convite para participar do governo, desde que fosse assim. Com o pedido atendido, o governador se reuniu com o senador Tasso Jereissati, que preside o PSDB nacional atualmente, e apenas comunicou ao presidente do partido no DF, deputado federal Izalci Lucas, que, claro, está indignado, já que contava em ser o candidato tucano ao governo.
“Vínhamos pensando em reformulações no governo, para fortalecer o monitoramento de projetos estratégicas”, disse Rollemberg, que garante ter a intenção de implementar a pasta, mesmo se Abadia aceitasse a estrutura que era do PDT. “Chegamos à conclusão que o melhor nome, pela experiência, inserção social, reputação, espírito público, seria o da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, que, por ser um quadro reconhecido nacionalmente no PSDB, tive o cuidado de consultar Tasso Jereissati, Sílvio Torres (secretário geral do PSDB) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Recebi de todos eles não apenas a anuência, mas o entusiasmo”, disse o governador, ao reiterar, por mais de uma vez, que principalmente Alckmin, o candidato tucano à Presidência da República, ficou bastante satisfeito com a aproximação entre os dois
partidos.
“O governador (Alckmin) fez questão de me ligar duas vezes para reiterar a alegria pelo ingresso de Abadia no governo”, reiterou Rollemberg, antes de anunciar que Virgílio Neto, secretário-geral do PSDB-DF, também comporá o governo, na condição de subsecretário de Integração Social, da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.
Ala histórica apoia
Ao comentar o convite do governador, Abadia mencionou as brigas internas no partido e disse que já estava com o governo a ala histórica do PSDB no DF. “Essa integração foi possível com a anuência da executiva nacional, que já está pavimentando futuras alianças”, explicou.
A direção nacional do partido, explicou Abadia, não pode se indispor com Izalci Lucas, já que conta com o voto dele na Câmara Federal. Então, por enquanto, a situação da executiva regional segue indefinida. Izalci comanda interinamente a sigla, dividida entre governo e oposição. “Eu já até ouvi ‘ela vai ser expulsa’ e eu digo ‘ihhh, mas eu sou tombada no partido, vocês não vão conseguir não’”, brincou.
Isolado, Izalci procura manter o controle local
Os conflitos internos na regional do PSDB se agravam, com as nomeações dos tucanos no governo Rollemberg. Presidente interino do partido no DF, o deputado federal Izalci Lucas reitera que “uma coisa é certa” nessa história: “O PSDB não está no governo.” A ida de Abadia, nas palavra do parlamentar, “contraria frontalmente” decisões recentes da executiva regional do partido, “que orientaram os filiados ao partido a não ocuparem cargos na atual gestão”. Ele diz que, ao assumir o posto, a ex-governadora toma uma decisão pessoal e não partidária.
Uma reunião da executiva local, “nos próximos dias” vai deliberar sobre o assunto. “Mas, de antemão, entendemos que a ex-governadora terá que, no mínimo, se licenciar de sua filiação partidária para assumir o cargo no governo de Rodrigo Rollemberg, a quem o PSDB-DF faz oposição”, diz o presidente.
Izalci, que tenta viabilizar a candidatura dele ao Governo do DF, reitera que não há qualquer tipo de acordo entre PSDB e PSB “em torno de possíveis alianças eleitorais para o ano que vem”. O próprio Tasso Jereissati, diz Izalci, já deixou claro que as decisões locais devem ser tomadas pela executiva regional. E apresentou até um vídeo em que o senador reitera: “A executiva do DF é quem vai tomar as decisões sobre as diretrizes locais.”
Deputado distrital do partido, Robério Negreiros diz que foi convidado para o anúncio, mas não conseguiu ir, porque tinha agenda em Planaltina. “A palavra final é da executiva nacional, que fez um acordo, que é para ser cumprido. Agora, o partido tem que olhar para a frente e caminhar unido”, opinou o parlamentar.
DESDE O SEGUNDO TURNO
  • Foi Maria de Lourdes Abadia que lembrou que o PSDB e o PSB estavam juntos no segundo turno das últimas eleições, quando Izalci Lucas decidiu, por conta própria, apoiar o nome opositor, do PR, Jofran Frejat, sem apoio dos demais.
  • “A gente tem que pensar politicamente. No segundo turno, o PSDB fez aliança com o PSB. Nós temos responsabilidade. Apoiamos a eleição e depois viramos oposição? Minha visão é mais construtiva”, disse, antes de declarar lealdade e sinceridade a Rollemberg.
  • Rollemberg disse que, depois de acertar com a executiva nacional, telefonou ao deputado Izalci .”Liguei por uma questão de delicadeza”, contou.                    http://www.jornaldebrasilia.com.br
 
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