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Bem Informado Ninguém é Enganado

Bem Informado Ninguém é Enganado

Após retaliações, PDT sinaliza desembarque definitivo do governo Rollemberg

quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Rollemberg no Memorial JK, ontem: ele reconhece que exonerou indicados por Reginaldo Veras porque ele não vota com o governo. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília
Millena Lopes
millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br
Quando as mudanças na previdência dos servidores forem sacramentadas na Câmara Legislativa do DF, na próxima terça-feira, como espera o governo, rupturas também serão consolidadas e, quem sabe, uma nova base seja formada – ou pelo menos uma tentativa de se estabelecer um time de aliados. Enquanto o governador assume que não faz sentido participar do governo quem não vota com o governo, o PDT dá sinais de que logo desembarcará da aliança que existe desde a campanha eleitoral, mas que já dava mostras de que se dissolveria antes da campanha eleitoral. O partido, como já é público, tem interesse em emplacar o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, como candidato a majoritário no ano que vem.


“É inconcebível que um parlamentar da base, que sabe do nosso compromisso desde o início do governo com o ajuste fiscal, com o equilíbrio das contas e com a responsabilidade fiscal, nos momentos mais importantes, não vote com o governo. Portanto, não tem sentido também participar do governo”, disse, ontem, confirmando que troca cargos no governo por votos na Câmara Legislativo. O famoso “toma lá, dá cá” que Rollemberg tanto criticou na campanha eleitoral e o início do governo, quando pregava que estabeleceria uma “relação republicana” com os deputados distritais.
Em visita ontem ao Memorial JK – seria o 115º aniversário de Juscelino Kubitschek, reiterou que o projeto que acaba com a segregação de massas na providência dos servidores e possibilita que o governo use o superávit de um grupo – o capitalizado – para pagar os inativos mais antigos “vai ser bom para todo mundo”. E diz que, quando o governo não precisar aportar mensalmente R$ 170 milhões para pagar aposentados, vai ser possível retomar o crescimento econômico e gerar empregos.
Ao comentar as exonerações de cargos de confiança que foram publicadas no Diário Oficial do DF de ontem, ele disse que não se trata de retaliação ao PDT, que, segundo ele, “tem diversos outros espaços no governo”.
Rollemberg desconversa quando perguntado se pode haver outras exonerações, já que a votação do PLC 122/2017 está marcada só para a próxima terça-feira. “O governo é dinâmico”, resumiu ao reitera que “aquelas pessoas que fazem parte do governo têm que defender as ideias do governo”. E cravou: “Não tem sentido participar do governo e fazer oposição fora do governo.”
O desembarque
Antes mesmo de o governador dar as declarações, o PDT publicou nota em que diz que, no próximo domingo, quando ocorrerá a a convenção regional do partido, deve decidir “democraticamente” sobre o “futuro da relação entre o PDT e o Governo de Brasília”.
O texto também faz um histórico da relação do partido com a atual gestão, “como aliado de primeira hora”. E diz que o partido sempre esteve ao lado do que entendeu “ser republicano e melhor para o DF”.
A nota assinada pelo presidente do partido no DF, Georges Michel, menciona as exonerações de “colaboradores indicados pelo partido por critérios técnicos” na Secretaria de Trabalho. “Infelizmente, o governo atua com o intuito de intimidar e pressionar os deputados do PDT para que votem favoravelmente ao PLC 122/2017”, diz o texto.
O PDT já tinha se manifestado contra o PLC 122/2017, antes mesmo de Joe Valle fazê-lo. O nome de Valle já esteve nas contas do governo: por ser do setor produtivo, ele defenderia que o crescimento econômico fosse retomado, principal justificativa do governo. Reginaldo Veras, porém, sempre rechaçou a proposta, sustentando que ela é contrária ao que prega o partido.
Bispo diz que continua independente
Saíram os indicados por Veras e entraram pessoas que seriam indicadas pelo deputado Bispo Renato (PR). Ele é tido com o décimo terceiro deputado que o governo precisava conquistar para conseguir aprovar o projeto apontado como salvador da pátria de Brasília.
Mesmo sendo do mesmo partido do líder do governo, o bispo sempre se posicionou como oposição ao governo. Mas, desde que se começou a discutir o PLC 122/2017 tentou se manter neutro. Enquanto isso, os governistas se organizavam para laçá-lo.
Em nota, ontem, ele disse que permanece como parlamentar independente. “Somente o chefe do Poder Executivo pode responder sobre qualquer ato de nomeação ou exoneração de servidores”, disse, ao se esquivar de confirmar se os nomeados têm a benção dele. Ele continua a dizer que não se decidiu com relação ao projeto que muda a previdência. E diz que está “ouvindo a opinião dos servidores de antes de definir o voto”.
PENSE NISSO
A birra do governador Rodrigo Rollemberg com o deputado distrital Reginaldo Veras (PDT) vem desde a época em que entrou em pauta o projeto que autorizou o governo a criar o Instituto Hospital de Base. Veras, que estava de licença médica na época, já tinha anunciado que seria contrário ao projeto, assim como ele se manifestara na Comissão de Constituição e Justiça, da qual é presidente. Isso sem falar na eleição para a Mesa Diretora da Câmara Legislativa, quando o partido resolveu peitar a indicação de Agaciel Maia (PR) para o cargo e sustentou a candidatura de Joe Valle para o posto. Aliás, dessa época ainda resta uma rusga que tem ficado bem clara e límpida nesse episódio de se votar o PLC 122/2017.
 
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