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Bem Informado Ninguém é Enganado

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Ana Íris implorou para não ser morta, disse suspeito à polícia

quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Foto: Myke Sena
Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@jornaldebrasilia.com.br
A Policia Civil não descarta a hipótese de violência sexual no homicídio da garota Ana Iris, 12 anos, que foi encontrada morta nesta terça-feira (26) e estava desaparecida há 16 dias. O principal suspeito é um primo da menina, de 16 anos. O caso é tratado como feminicídio.


Antes de ser morta, a garota implorou para que deixasse ela viver. “De bruços, ele a estrangulou. Ela ainda pediu para não ser morta”, conta o delegado com base no relato do menor. A Polícia Civil descarta a hipótese de que ele tenha colocado fogo na menina. “O corpo não foi incinerado. Ele estava em estágio avançado de decomposição”, alega o delegado da Divisão de Repressão a Sequestros (DRS), Leandro Ritt.
Segundo o delegado,  o menor de idade confessou o crime, mas negou que cometeu qualquer abuso sexual contra a prima. “Nesses crimes de homicídio, em que há suspeita de motivação sexual, é comum que o autor inicialmente confessa somente o homicídio. Para tentar se preservar, ele nada fala a respeito de violência sexual”, aponta o delegado.
De acordo com o relato do adolescente, ele teria matado a garota no mesmo dia em que ela desapareceu – 10 de setembro. Relatos de moradores do local, no entanto, apontam que viram a menina um dia depois. “Ainda estamos investigando o que aconteceu entre domingo e terça-feira, pois uma vizinha disse que viu ela na segunda-feira, mas ela pode ter se confundido. Na versão do menor, ele relata que a matou no próprio domingo e não retomou mais ao local onde deixou o corpo”, afirma Ritt.
Segundo o delegado, os primos não tinham nenhuma relação amorosa, somente familiar. “Não havia envolvimento entre dois, porque a garota tinha somente 12 anos e com o comportamento bem infantil. A Ana Íris ainda brincava de bonecas”, conta.
Os laudos do IML para confirmar se houve violência sexual ou a presença de um comparsa no crime devem sair somente em 30 dias.
Agressão
Após o corpo ser encontrado, moradores da região chegaram a acusar o garoto de envolvimento no crime. O parente, de 16 anos, foi atacado por dois homens e um adolescente, que atingiram o jovem com golpes de facão. Moradores das redondezas dizem que ele foi visto saindo do local onde o corpo foi encontrado, por volta das 3h da manhã de ontem.
Bastante ferido, ele precisou ser encaminhado para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT). No hospital, ele confessou o crime, mas disse que não violentou a vítima.
Familiares reconheceram o corpo
A família está inconsolável, pois esperavam um desfecho diferente para a história da menina que desapareceu no dia 10 deste mês, em um domingo. O padrasto da menina, Paulo Pereira dos Santos, diz que está muito perdido e que ainda quer entender o que ocorreu. “Ela estava em algum lugar. Não estava por aqui”, desabafou, antes de começar a chorar ao lembrar da forma em que a menina foi encontrada. Foi devido à roupa que a tia da menina, a estudante Cleonice dos Santos, reconheceu a sobrinha. “Eu não queria acreditar, mas quando vi a camisa descobri que era ela”, informou.
Crianças encontraram o corpo
Teriam sido dois meninos que estavam brincando no Morro do Macaco que encontraram, na beirada de um barranco, o corpo de Ana bastante rígido e queimado de sol, ainda com a roupa que ela usava quando vista pela última vez: saia e camisa da Casa Azul, a instituição onde a criança fazia balé aos fins de semana.
Violência
A população reclama que o local onde foi encontrada é muitas vezes usado como desova e para outros tipos de crimes. Lady Laura, uma das assistentes sociais da Casa Azul que atendia a menina, pede que as autoridades cuidem mais da cidade, pois isso poderia ocorrer com qualquer outra criança. “A Ana era uma menina extrovertida, fazia amizade fácil e conversava com todo mundo. É um choque tudo o que ocorreu”, disse.
RELEMBRE O CASO
Segundo os familiares, a menina havia saído com os quatro irmãos para a casa da avó. No fatídico dia, ela vestia camiseta azul e bermuda jeans.
A mãe de Ana Íris, Maria das Graças, informou, na ocasião, que a filha não tinha costume de sair de casa sem dar notícias. “A Íris gostava muito de sair para brincar, mas o máximo que ela ficou fora de casa foi até às 20h. Mesmo de dia, comecei a fechar o portão para que ela ficasse mais comigo”, desabafou.
Mais de 20 pessoas, entre familiares e amigos, estavam mobilizados para encontrar a criança.
 
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