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Bem Informado Ninguém é Enganado

Bem Informado Ninguém é Enganado

Presos infectados na Papuda não estão recebendo tratamento, afirmam os familiares Os familiares também dizem que não conseguem levar medicamentos e pomadas por falta de receita

sábado, 15 de julho de 2017
Fotos: Divulgação A Subsecretaria do Sistema Penitenciário informou que o problema é contornado por meio de medicação Mutirões de triagem estão sendo feitos para o diagnóstico
Matheus Venzi
matheus.venzi@jornaldebrasilia.com.br
A confirmação sobre a epidemia de doenças infecciosas que causam feridas e fungos na pele (escabiose e impetigo), no Complexo Penitenciário da Papuda evidencia a gravidade da situação. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios entende que há um surto diante dos números divulgados pela Segundo a Secretaria de Saúde do DF, são 692 detentos contaminados. A pasta alega que todos estão em tratamento, o que é contestado pelos familiares dos detentos.
A irmã de um dos presidiários infectados, prefere não dar o nome com medo de retaliações contra o irmão, mas reclama que não consegue levar medicamentos e pomadas porque os agentes penitenciários não permitem a entrada de remédios sem receita médica. “Existem medicamentos que não precisam de receita para entrar. Eles podiam botar as pomadas e medicamentos que tratam essas duas doenças na lista, já que se trata de uma epidemia”, explica.
Ela diz ainda que o irmão não está recebendo tratamento, apesar de ter uma ferida no ombro, que continua a crescer com o passar do tempo. “Eu conversei com ele. Ele me disse que os agentes nem sabem que ele tá contaminado. Eu falei pra ele pedir pra leva-lo à enfermaria pra passar pomada, mas ele me disse que se fizer isso vai acabar apanhando. Lá os detentos são tratados que nem ratos”, desabafa a irmã do preso.
A higiene do lugar também é motivo de reclamação. Na última visita que fez ao irmão, a mulher relata que o pátio de visitas estava lotado de lixo. Os presos realizaram uma limpeza nas celas e jogaram toda a sujeira pro pátio já que não tinha um lugar adequado para descartá-la.
Fotos: Divulgação A Subsecretaria do Sistema Penitenciário  informou que o problema é contornado por meio de medicação   Mutirões de triagem estão sendo feitos para o diagnóstico
Fotos: Divulgação
A Subsecretaria do Sistema Penitenciário informou que o problema é contornado por meio de medicação
Mutirões de triagem estão sendo feitos para o diagnóstico
Infectados podem até morrer
A dermatologista integrante da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Thuany Santos, afirma que os médicos do sistema penitenciário devem atuar imediatamente. Ela reconhece que o problema é bem complicado, mas diz que pode piorar caso nenhuma medida seja tomada. “É preciso tratar não só os doentes mas todos que estão em contatos com eles, já que a doença é transmitida pelo contato inter-humano”, propõe Thuany. Medidas de higienização também seriam efetivas.
A dermatologista reforça que o problema precisa ser tratado o quanto antes. Uma das doenças, o impetigo, apesar de ser uma infecção de pele superficial pode evoluir para uma doença renal grave caso não seja tratado. Segundo ela, o contaminado corre até risco de morte por causa disso.
Até o fechamento dessa reportagem, a Subsecretaria do Sistema Penitenciário não respondeu se adotou novas medidas para o tratamento dos presos na Papuda e contenção da epidemia.
 
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