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Bem Informado Ninguém é Enganado

Bem Informado Ninguém é Enganado

Inverno: brasiliense com frio e mercado aquecido

quinta-feira, 6 de julho de 2017
Designer de interiores Solange Beatriz reforça o guarda-roupas, dela e da filha, em loja especializada. Foto: Ariadne Marçal
João Paulo Mariano
redacao@jornaldebrasilia.com.br
Para os meteorologistas, o frio deste inverno não está tão distante da média dos últimos anos, mesmo chegando a 10ºC, ou até menos em algumas cidades, e com sensação térmica abaixo dos 5ºC. Porém, muitos brasilienses consideram difícil aguentar os ventos gelados e as temperaturas baixas registradas. Se alguns reclamam, os comerciantes comemoram. Há estabelecimentos com aumento de até 20% nas vendas, segundo o Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindvarejista-DF).
E o Instituto de Meteorologia (Inmet) avisa que o frio deve continuar por mais algumas semanas de forma intensa. Isso fez com que pessoas como Solange Beatriz, 50, procurasse lojas que vendem roupas para proteger do frio. A designer de interiores até diz gostar do inverno, mas está difícil de aguentar ficar o dia todo fora da coberta. Ela foi a uma loja especializada em artigos de inverno para reforçar o guarda-roupas dela e da filha.
A proprietária da loja, que existe há 26 anos no DF, Gleusa Dornelles, está bem feliz com a situação e “quer que faça ainda mais frio” e que, se possível, até “neve”. Nas últimas duas semanas, as vendas cresceram cerca de 20%. Os artigos que mais saem são os casacos estilo sobretudo e os que têm capuz, além de gorros, meias e luvas.
Ela diz que não aumentou o estoque porque o estabelecimento é especializado em roupas de inverno e é preciso ter material para o ano inteiro. Gleusa admite que nem promoção fez porque as pessoas sabem da qualidade da loja. “A família pode vir aqui e sair toda vestida e quente”, afirma.
Nas lojas
De acordo com o presidente do Sindivarejista, Edson de Castro, em relação ao ano passado, as vendas cresceram bastante – em algumas lojas chegou a 20%. Os produtos estocados foram colocados nas prateleiras e grande parte foi vendida. Edson diz que há empresários que não conseguem nem comprar insumos porque as indústrias já começaram a fabricação das coleções de verão.
“O produto de inverno é mais caro. Um conjunto de moletom custa duas vezes mais que muitas peças de verão. Isso dá volume de venda”, diz o presidente, ao lembrar que os brasilienses foram pegos de surpresa.
Cassandra Rios de Pino, 59, foi às compras ontem para conseguir novas meias e uma touca. As roupas que ela tem já não eram suficientes para as temperaturas e sensações térmicas tão baixas. Para Cassandra, este inverno está mais frio que nos anos anteriores.
Saiba mais
  • O meteorologista do Inmet, Manoel Rangel, até entende que as pessoas estão sentindo muito frio, mas garante que não há anomalia em 2017.
  • A “vilã” seria a sensação térmica. Ela diz respeito a forma que o corpo humano sente a temperatura do ambiente e é intensificada pela força dos ventos. Manoel Rangel explica que isso acontece devido ao vento “furtar” mais calor corporal, assim as pessoas têm a sensação de mais frio.
  • Hoje, a mínima prevista era de 10ºC e a máxima de 23ºC, com umidade variando de 85% a 35%. Ontem, a temperatura ficou em 10,1ºC com sensação térmica de 5ºC na unidade do Inmet no Sudoeste.
  • Já os índices nas outras estações de verificação ficaram em: 11,9ºC com apenas 2ºC de sensação térmica, no Gama; 9ºC e sensação de 8ºC, em Águas Emendadas, Planaltina; e 8,2ºC e 3ºC, no PAD-DF.
Ajuda para moradores de rua suspensa
A aposentada Cassandra Rios se preocupa muito com a situação dos moradores de rua que precisam enfrentar essas baixas temperaturas sem possibilidade de um teto para se aquecer. O problema cresceu ainda mais já que, desde a última sexta (30), o serviço de abordagem a pessoas em situação de rua está suspenso devido ao vencimento do contrato com a empresa que fazia o serviço.
A Justiça do Distrito Federal decretou a suspensão temporária do chamamento público devido ao pedido da instituição que fazia o serviço. O Governo do DF informou que ainda não foi notificado.
Em nota, a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEDESTMIDH) disse que todos os atos praticados no Chamamento Público são legais. O edital teria sido feito com a finalidade de garantir a continuidade da prestação do Serviço Especializado em Abordagem Social à população do Distrito Federal, tendo em vista que a Parceria celebrada para esse fim encerrou-se.
“Tão logo a SEDESTMIDH seja notificada da decisão judicial a cumprirá e adotará todas as providências cabíveis para reestabelecer a prestação do serviço”,
informa.
O serviço atendia 2,3 mil pessoas mensalmente e custava R$ 561,2 mil por mês. As pessoas, por livre vontade, eram encaminhadas para uma das cinco unidades do GDF ou para as casas de acolhimento conveniadas com o governo.
 
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