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Bem Informado Ninguém é Enganado

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Coluna Fogo Cerrado

segunda-feira, 12 de junho de 2017
Entre Américo Pisca-Pisca e Valmir Campelo
FOTO: REPRODUÇÃO
O final da semana passada foi movimentado e cheio de novidades em Brasília, inclusive quando acirraram-se os nervos de brasilienses e brasileiros. Na sexta-feira (9), no final da tarde, populares de Brasília e do Brasil estavam na TV e na internet e de olho no resultado do julgamento da cassação da chapa Dilma/Temer. Eis que, no início da noite e no quarto dia de julgamento, o todo-poderoso presidente do TSE, o ministro Gilmar Mendes, citou o personagem Américo Pisca-Pisca da fábula Reformador do Mundo, do grande escritor Monteiro Lobato, para minimizar o impacto de seu voto que permitiu a continuidade de Temer na cadeira presidencial.
Gilmar disse aos brasileiros que muitos querem reformar o mundo, mas cujos critérios podem ser inadequados, o que prejudica ainda mais determinadas situações, no caso em pauta os rumos de nosso querido e sofrido país. A referência ao personagem de Monteiro Lobato foi feita por Gilmar para reforçar o voto dele contra a cassação da chapa vencedora das eleições de 2014. Ele defendeu a estabilidade política, reiterou que a Corte eleitoral não é espaço para solucionar a crise política do país, e disse, aos gritos, que o processo não representava uma "reintegração de posse", afirmou não tratar-se de um "fricote processualístico" e arrematou: "Não sejamos Américos Pisca-Pisca".
Apesar do número farto de provas que mostrava o abuso do poder econômico da chapa Dilma/Temer, segundo o relatório do ministro Herman Benjamin, o ministro Gilmar foi implacável e seguiu o voto dos ministros Napoleão Nunes, Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira, cujo placar foi de 4 a 3. Os ministros que votaram com o relator Herman Benjamin e pela cassação da chapa foram Luiz Fux e Rosa Weber. Fica tudo como dantes no quartel de Abrantes. Michel Temer deverá ficar na cadeira presidencial até 31 de dezembro de 2018, caso consiga superar as dificuldades jurídicas que lhe são impostas, quase que diariamente, entre elas o caso de seu amigo e ex-assessor da Presidência da República, Rodrigo Santos da Rocha Loures, o homem da mala de R$ 500 mil reais.
No sábado (10), logo pela manhã, diversas lideranças empresariais e do mundo político do DF, e das mais variadas tendências, se reuniram no auditório da Associação Comercial do DF – ACDF, por meio de um convite do PPS para a filiação do ex-presidente do TCU, Valmir Campelo. O objetivo do PPS e convidados é procurar um caminho seguro para enfrentar as dificuldades políticas e econômicas no DF e naturalmente projetar um novo comando para o poder na capital brasileira. O grupo reunido na ACDF, certamente, tem como meta enfrentar na eleição de 2018 o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), candidatíssimo à reeleição, e alguma alternativa que se fortaleça com a finalidade de comandar o Palácio do Buriti, bem como disputar duas vagas para o Senado, oito vagas para a Câmara e 24 vagas para o parlamento distrital.
O evento na ACDF foi muito movimentado e o auditório ficou superlotado. Estiveram presentes o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), Jofran Frejat (PR-DF), deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF), Adelmir Santana, presidente da Fecomércio DF, e o anfitrião e presidente da ACDF, Cleber Pires, entre outras autoridades. Aproveitamos a presença ilustre do senador Cristovam e do ex-deputado Jofran Frejat, para que analisassem a decisão de Gilmar Mendes e a filiação de Valmir Campelo no PPS-DF.
Cristovam Buarque estava muito feliz com a filiação ao PPS do ex-adversário Valmir Campelo, que ele derrotou quando disputaram a eleição para o Palácio do Buriti em 1994. Questionado pela coluna Fogo Cerrado sobre a filiação de Valmir, Cristovam disse: “Vejo a filiação de Valmir Campelo ao PPS com muita satisfação, pelo nome que ele representa. Eu fui atrás dele já faz algum tempo. Ele pediu tempo e eu dei, agora felizmente ele aceitou! Eu creio que Valmir traz uma coisa que é preciso hoje: renovar com experiência. Renova porque não tem mandato há 20 anos, e a experiência é pelo fato de ele ter exercido quase tudo na política local. Além disso, creio, ele simboliza na direção do que tenho falado, ou seja, uma unidade que não seja mais em função de quem foi azul, vermelho ou verde, mas quem defende o futuro. O desafio agora é construirmos um discurso que nos una e para que não fique uma coisa estranha na opinião pública”, disse o senador Cristovam.
No mesmo recinto abordamos o ex-deputado federal e ex-candidato ao Palácio do Buriti Jofran Frejat (PR-DF), quando repetimos a mesma pergunta feita ao senador Cristovam. Jofran afirmou: “Na minha fala aqui hoje eu disse que ninguém se perde no caminho de volta. O Valmir foi constituinte, foi senador e ministro do Tribunal de Contas da União. É um homem que seguramente poderá oferecer um belo trabalho, por meio de sua experiência de 50 anos na vida pública. A nossa capital está sofrendo muito e precisa da ajuda de um homem da estirpe do Valmir Campelo”, arrematou Frejat.
Voltamos ao assunto que mexeu com os 200 milhões de brasileiros, que foi o julgamento da cassação da chapa Dilma/Temer. Perguntamos ao senador Cristovam que é um escritor de proa, sobre a citação do ministro e presidente do TSE, Gilmar Mendes, que se referiu ao personagem Américo Pisca-Pisca, ao decidir segurar no poder o presidente Michel Temer, quando ele tinha em suas mãos o voto de minerva. Cristovam, do alto de seu intelecto atacou: “Eu acho que o ministro Gilmar Mendes deveria ter citado Maquiavel e não Monteiro Lobato. Como disse em alto e bom som hoje aqui na ACDF, o presidente do PPS, Roberto Freire, tudo que é sólido se dissolve, e a justiça está se desmanchando no ar”, concluiu Cristova
Ouvimos a opinião de Jofran Frejat sobre o placar de 4 a 3 no TSE, na última sexta-feira (9) em Brasília. Ele disse: “É muito difícil fazer um julgamento sem ter os elementos na mão. Se  os juízes decidiram pelo placar de 4 a 3, nós não podemos discutir, pois ação judicial não se discute, se cumpre. É o que vai acontecer. Eu tenho a certeza de que foi levado em conta o aspecto da estabilidade econômica também, pois passamos por momentos difíceis, desde o impeachment da ex-presidente Dilma até agora. Eu não sei até onde iria esse país, se não encontrasse uma coordenação para isso. Estamos no caminho certo”, concluiu Frejat. 
Como podemos observar, apesar de não ser usados por muitos os termos direita e esquerda, as opiniões se divergem. Enquanto a maioria do povo brasileiro estava favorável ao parecer do ministro relator do caso Dilma/Temer no TSE, Herman Benjamin, os progressistas Brasil afora criticam a posição de Gilmar Mendes nas redes sociais e já anunciam mais manifestações em Brasília. Cristovam e Jofran poderão escrever uma nova história ao lado de Valmir Campelo, unindo grupos que sempre se divergiram. Boa sorte!    Fonte:http://www.alo.com.br
 
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