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Bem Informado Ninguém é Enganado

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Testemunha complica situação de Sandra Faraj

quinta-feira, 4 de maio de 2017
Foto: Myke Sena
Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br
Manoel Carneiro colocou em xeque o futuro político da deputada distrital Sandra Faraj (SD). Em depoimento à Corregedoria da Câmara Legislativa, o ex-chefe de gabinete da parlamentar confirmou a denúncia de uso irregular da verba indenizatória feita contra Faraj pelo dono da empresa Netpub, Filipe Nogueira.

Até o dia 11, o corregedor da Casa, deputado distrital Juarezão (PSB), anunciará seu relatório – pela aceitação, ou não, da abertura do processo por quebra de decoro parlamentar contra a deputada. Juarezão colheu a sete chaves o depoimento de Carneiro, sem permitir acesso da imprensa ou de espectadores. Ao final da oitiva, o não entrou nos detalhes do depoimento.
“Eu não posso falar nada por enquanto. O relatório vai sair na semana que vem. Por enquanto, nada. Vou aguardar até o dia 11 e então passo as informações”, resumiu.
Carneiro foi ouvido em uma das salas de comissões e deixou o local por um corredor restrito a deputados e servidores da Casa, distante da imprensa. Por ter tido livre acesso ao gabinete e decisões do grupo político de Faraj, ele é apontando como uma das testemunhas-chave do escândalo, cujas informações têm potencial para complicar ou inocentar a parlamentar.
O silêncio de Juarezão e o isolamento do ex-chefe de gabinete compuseram um movimento para blindar o corregedor e o governo de desgastes políticos, pois o deputado é um dos principais aliados do Palácio do Buriti. Ao não adiantar julgamento, Juarezão busca transparecer a imagem de uma análise técnica do caso, respaldada pelo depoimento de Carneiro e de outro personagem do escândalo, o sócio proprietário da Netpub.
Saiba mais
  • Sandra Faraj também é alvo da operação Heméra, do Ministério Público. A investigação tem o objetivo de apurar denúncias de cobrança de um terço dos salários de servidores indicatos pela deputada no gabinete, na Secretaria de Justiça e na Administração Regional de Taguatinga.
  • O advogado de defesa de Sandra Faraj, Cleber Lopes, considera que as denúncias são falsas e conforme as investigações evoluirem mostrarão a inocência da parlamentar.
  • Faraj coleciona desafetos no Legislativo e no Executivo.
Desta forma, caso decida pela abertura do processo e Sandra seja eventualmente cassada, terá um argumento sólido para sustentar que tomou uma decisão baseada em fatos e no regimento. Com isso, também protegerá o Buriti, pois o suplente de Faraj é outro aliado do GDF, Roosevelt Villela (PSB).
Sandra Faraj é acusada de uso irregular de R$ 150 mil de verba indenizatória em um contrato com a Netpub. A partir da denúncia, o Instituto de Fiscalização e Controle (IFC) apresentou um pedido de abertura de processo de quebra de decoro contra a parlamentar. O parecer de Juarezão é opinativo. Pelo regimento do Legislativo, ele seguirá para a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. Caso a comissão acate a denúncia, o processo segue para a Comissão de Constituição de Justiça. Se receber novo aval, caminha para votação em plenário, onde 13 votos levam à cassação.
A deputada nega qualquer irregularidade ou desvio no gasto da verba indenizatória no contrato com a Netpub. Segundo o advogado de defesa, Cleber Lopes, a parlamentar tem em mãos a documentação necessária para confirmar a legalidade do contrato, pelo regimento da Casa e pelo Código Civil.
Valle reunirá grupos de fiscalização
O presidente da Câmara, deputado Joe Valle (PDT) passará a fazer reuniões mensais com representantes de entidades sociais focadas na fiscalização do Legislativo. Valle anunciou a decisão após uma reunião na manhã de ontem com representantes dos grupos. As instituições decidiram pressionar a Casa em busca de respostas as constantes escândalos de suspeita de corrupção envolvendo grande parte dos parlamentares.
Na próxima quarta-feira, o grupo fará uma reunião com a Mesa Diretora da Câmara. A conversa deveria ser ontem, mas foi adiada. “Eu ouvi eles. Muita coisa que disseram faz sentido, mas a decisão deverá ser da Mesa”, comenta Valle. As principais demandas do grupo é o fim do corporativismo no Legislativo e a abertura dos processos de apuração das suspeitas de irregularidades.
Sobre o caso de Faraj, Joe afirmou que, nesta fase, a questão compete apenas ao corregedor da Casa. O vice-presidente da Câmara, deputado Wellington Luis (PMDB) adotou uma postura semelhante. “Temos que esperar a divulgação do parecer do Corregedor”, opina. Hoje o clima nos corredores da Casa é de alta tensão e existem chances reais da cassação da deputada.
 
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