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Bem Informado Ninguém é Enganado

Bem Informado Ninguém é Enganado

“O caminho do bem é o da escola e da qualificação profissional”, diz Agaciel Maia

segunda-feira, 8 de maio de 2017
Em conversa com o Alô Brasília, o deputado distrital falou do seu programa de capacitação de adolescentes, o Jovem Candango, que visa atender público em situação de vulnerabilidade social, e que colabora para a formação integral, qualificação profissional e encaminhamento do jovem ao mundo do trabalho, com carteira assinada.
FOTO: CARLOS GRANDA/CLDF
                            Em conversa com o Alô Brasília, o deputado distrital falou do seu programa de capacitação de adolescentes, o Jovem Candango, que visa atender público em situação de vulnerabilidade social, e que colabora para a formação integral, qualificação profissional e encaminhamento do jovem ao mundo do trabalho, com carteira assinada.
Alô Brasília: Qual foi a motivação da criação do Programa Brasília + Jovem Candango?
A importância de dar uma ocupação para os jovens. Principalmente para os que moram em áreas mais vulneráveis da cidade e estudam em escolas públicas. Na década de 1980, nós fi zemos um programa do menor aprendiz em que o garoto ou a garota estuda em um horá- rio e no outro vai aprender uma profi ssão à tarde, remunerada e de carteira assinada. E se estuda à tarde, vai aprender de manhã. Com o programa, o jovem fi ca sem tempo para fi car exposto às drogas e à marginalidade. Um jovem desse custa cerca de R$ 900 a R$ 1000 por mês. Enquanto um presidiário custa três ou quatro vezes mais para o Estado. Fora que o participante do programa passa a ter renda, o que ajuda em casa.
AB: Até o momento, quão efetivo tem sido o programa ?
Na primeira fase do programa Jovem Candango nós formamos 3.300 jovens. Recentemente, eu fui no Monjolo, que é uma comunidade rural de Planaltina e duas jovens me abordaram dizendo: “Olha deputado, o senhor não me conhece mas eu quero dizer que somos duas universitárias da UnB graças ao programa Jovem Candango. Mesmo morando numa área pobre e rural, esse programa possibilitou dar condições para a gente estudar, ter acesso a livros e por isso, hoje, nós somos universitárias.
AB: Que lições a área educacional do Distrito Federal poderia tirar do mais Candango?
Esse programa tem uma profundidade maior do que a que é vista. Muitas instituições têm adotado o programa e acho que a saída de crise para qualquer governo é exatamente isso. Só vai ser estancado esse problema de marginalidade se a gente atacar na causa. O garoto, ao completar 14 anos, já tem que ter o tempo dele todo ocupado estudando e trabalhando. O caminho do bem é o caminho da escola e da qualifi cação profi ssional. O programa Jovem Candango visa exatamente isso.
AB: Crê que algum dia o Programa Brasília + Jovem Candango possa ser usado em outras unidades da Federação?
O senhor já ouviu alguma proposta? Esse programa já foi copiado por vários governos e por vários municípios brasileiros. O governo de São Paulo lançou o programa, com o nome Jovem Vença, para 100 mil jovens. O Goiás também já lançou um programa de jovens aprendizes. Os prefeitos entenderam que é mais inteligente investir nos jovens do que mais tarde enfrentar problemas como marginalidade e drogas
AB: O governo Rollemberg tem participado de ações de programa. Mesmo assim, há alguma difi culdade em mantê-lo funcionando com sucesso?
Sim. A difi culdade inicial foi a de manter o programa. Porque quando o governador Rodrigo Rollemberg assumiu estava faltando recurso para tudo. E a tendência era extinguir o programa. Eu só pedi que ele fosse a uma turma que estava participando do programa e ouvisse por 5 minutos aqueles jovens. Ele acabou fi cando duas horas. E praticamente chorou com os depoimentos dos meninos que relataram ter saí- do de casa, feito besteira, até porque uma parcela do público atendido cumpre medidas socioeducativas. Eles diziam que eram motivo de vergonha para as suas famílias, mas que com o trabalho no Jovem Candango passaram a ser visto com orgulho pelos seus pais. No dia que Brasília conseguir conseguir colocar todos os jovens para estudar em um turno e no outro aprender uma profi ssão, de 5 a 10 anos a gente vai reduzir os indicadores de uso de droga e marginalidade, praticamente, a zero.

Da redação do Alô
 
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