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Bem Informado Ninguém é Enganado

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Guerra na Esplanada: manifestantes entram em confronto com a polícia

quarta-feira, 24 de maio de 2017
O enfrentamento entre manifestantes e policiais no protesto que ocorre na Esplanada dos Ministérios se agravou bastante. A confusão foi iniciada por um grupo pequeno de mascarados, que tentou furar a barreira policial formada na Avenida das Bandeiras, na frente do Congresso Nacional. A polícia reagiu no primeiro momento com bombas de efeito moral e o grupo revidou com garrafas de água e pedaços de madeira.
Depois disso, a polícia avançou contra os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha. Houve muita correria. Manifestantes se refugiam em estacionamentos dos ministérios. Algumas pessoas passaram mal, sem atendimento médico, sendo auxiliadas por outros participantes do protesto.

No momento do confronto com manifestantes, o Batalhão da Guarda Presidencial deslocou 30 homens para a rampa do Palácio do Planalto e outros 170 para as duas guaritas da entrada principal do prédio. Também estão em posição de alerta cerca de 100 homens da segurança presidencial. O presidente Michel Temer está no Planalto.
A Praça dos Três Poderes e a via de acesso ao palácio estão bloqueadas, sem manifestantes na área, mas isso não evitou o clima de apreensão entre funcionários do Planalto. O barulho na região é enorme por causa das bombas que estão sendo lançadas, pelo helicópteros da PM e sirenes de viaturas que circulam no local.
A Casa Civil da Presidência da República determinou a liberação de todos os funcionários que trabalham na Esplanada dos Ministérios. A decisão foi tomada diante da violência de alguns grupos no local. Neste momento, todos integrantes da pasta da Saúde já estão deixando o prédio. O mesmo ocorre com integrantes de outras pastas, como Agricultura e Fazenda. O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, já deixou o prédio, acompanhado de funcionários, pelo prédio anexo, localizado na parte de detrás da Esplanada.
Entenda
Manifestantes ligados a movimentos sociais e centrais sindicais manifestam, nesta quarta-feira (24), na Esplanada dos Ministérios. O ato nacional, que espera reunir mais de cem mil pessoal, pede a saída de Michel Temer da presidência da República e por eleições diretas. As reformas propostas pelo governo federal também estão na pauta do ato.
O movimento Ocupa Brasilia já reúne, segundo a Secretária de Segurança Pública e da Paz Social, mais de 25 mil pessoas divididas em 500 ônibus. A Esplanada está bloqueada para trânsito de veículos desde a 0h desta quarta-feira. Equipes da Força Nacional fazem a segurança dos ministérios e grades de proteção foram instaladas na frente do Congresso.
Segurança
Entre as restrições impostas pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal aos manifestantes, está a proibição do uso de hastes de bandeiras, garrafas de vidros, madeiras e outros objetos cortantes ou perfurantes. Haverá ainda revista pessoal nos participantes. Para isso, serão organizados cordões de policiais militares próximos aos ministérios e à Catedral.
Manifestantes revistados
Rumo à manifestação pela BR-080, 53 ônibus ligados à movimentos sociais e sindicais foram revistados pela Polícia Militar na manhã desta quarta-feira (24). Os veículos transportava cerca de duas mil pessoas de Goiás e do Pará. Segundo a corporação, foram recolhidos saco com pedras, cano de PVC, hastes de madeira e um facão.
Policiais militares acompanham os grupos desde o início da manhã. A estimativa é de 1,4 mil policiais nas regiões próximas à Esplanada dos Ministérios. Desde a noite de terça-feira é realizada ronda para evitar a ação de pessoas que possam deixar, no local, objetos considerados perigosos.
Embate
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), fará um discurso neste protesto contra as medidas econômicas do Governo de Michel Temer. A renúncia do presidente Michel Temer também deverá ser uma das outras bandeiras do movimento.
A participação de Renan no protesto foi acertada na terça-feira, 23, durante mais uma reunião do alagoano com sindicalistas. Também participaram do encontro os senadores Kátia Abreu (PMDB-TO) e Eduardo Braga (PMDB-AM), além do deputado Paulinho da Força (SD-SP).
Em mais um embate com Temer, Renan defende a saída do presidente da República para a realização de eleições indiretas. Na terça, em sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan disse que “o “ideal seria conversar com o presidente para fazer uma transição rápida e negociada”.
Ele também afirmou que teria demitido o titular da Fazenda, Henrique Meirelles, na segunda-feira, 22, após a declaração do ministro de que tocaria as reformas, “com Michel (Temer) ou sem Michel”. “O grau de complexidade do Brasil não comporta essa ingênua declaração”, afirmou Renan.
Trânsito
Esplanada está bloqueada para trânsito de veículos desde meia-noite; equipes da Força Nacional fazem a segurança dos ministérios e grades de proteção foram instaladas na frente do Congresso. Estão interditados trechos entre a Rodoviária do Plano Piloto e a via L4 Sul. Os acessos dos ministérios e das vias L2 Sul e Norte à Esplanada também estão bloqueados.
A última vez que foi fechado o acesso ao Jaburu foi no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, quando Temer, então vice-presidente, fez a solicitação à segurança. Até o momento, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto não se pronunciou sobre o esquema de segurança e nem informou quem o presidente irá receber agora pela manhã.
Saiba mais
Com adesão do Sindicato dos Professores ao movimento, o horário das aulas na rede pública do Distrito Federal foi reduzido. Todos os alunos tiveram aula das 7h30 às 10h.
Fonte: Jornal de Brasília
 
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