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Entrevista

segunda-feira, 15 de maio de 2017
“Honestidade é obrigação”, diz Chico Leite
FOTO: CLDF
                            Em entrevista com o Alô Brasília, o deputado distrital Chico Leite fala da relação da Câmara Legislativa do Distrito Federal com o Governo de Brasília, sua ações como parlamentar e membro fundador do partido Rede Sustentabilidade. Leite avalia o cenário político local e afirma que Mantém “a isenção necessária para exercer o mandato de forma independente, sempre considerando o que é melhor para Brasília”.
ALÔ BRASÍLIA: Com o seu nome lançado pelo partido para disputa majoritária em 2018, como tem sido a sua relação com o governo do Distrito Federal e a CLDF?
A relação do parlamentar com o governo deve ser pautada, fundamentalmente, pelo trato da coisa pública de forma republicana, ou seja, visando ao interesse da população, votando e apoiando o que é bom para a sociedade e rejeitando e criticando aquilo que não é. Quando o apoio político às ações do governo é feito na base da barganha, do voto em troca de cargos, o parlamentar perde a isenção para se manifestar de forma a melhor atender o interesse público. Não indiquei nenhum cargo no governo e, portanto, mantenho a isenção necessária para exercer o mandato de forma independente, sempre considerando o que é melhor para Brasília.
AB: Recentemente, a direita no Distrito Federal tem ganhado forças e se unido para disputar o Buriti. Como o senhor avalia o cenário atual político do DF (Buriti e CLDF)?
A sociedade está cansada de políticos que fazem belos discursos, prometem e nunca realizam. Também não há mais espaço para os “ficha-suja”, que hoje estampam as páginas policiais por terem roubado o futuro de milhares de jovens que não conseguem estudar, de idosos e enfermos que não conseguem atendimento médico e de toda a sociedade que sofre com serviços públicos ineficientes. Honestidade é obrigação, o que faz a diferença é a capacidade de bem investir o dinheiro dos impostos que a população paga. Brasília merece uma liderança que reúna essas qualidades. Para isso, precisamos fazer o debate, de forma sincera, sobre as reais condições do Governo do DF e o que queremos para o futuro de Brasília. 
AB: Trabalhando em seu quarto mandato na Câmara Legislativa, qual o legado deixa à população?
Tenho certeza que realizamos os debates que o brasiliense esperava. Meu primeiro ato, em 2003, foi abrir mão do recebimento do 14º e 15º salários então pagos aos parlamentares. Fui o primeiro a fazer isso no país, hoje é uma realidade nacional, a exemplo do fim do voto secreto dos parlamentares e das primeiras leis de acesso à informação. Também tive a honra de aprovar a pioneira lei Geral do Concurso Público, a lei que proíbe o nepotismo no DF, a que exige ficha limpa para o exercício de cargos comissionados. Mais recentemente, um outro tema que sempre defendi teve um passo importante, o fim do foro privilegiado, aprovado pelo Senado em 1º turno. Desde 2007, apresentei indicação legislativa ao Congresso Nacional sugerindo o fim da prerrogativa de foro para políticos. Agora, à frente da Ouvidoria da Câmara Legislativa, vou implantar o Plano de Transparência Ativa, que vai assegurar à população a máxima transparência sobre os dados, solicitações e demandas da Casa.
AB: O senhor é fundador da Rede Sustentabilidade, um dos partidos mais novos do país. Como está a organização da legenda no DF e quais são as perspectivas para o futuro?
A Rede surgiu como um movimento pela nova política, pautada pelo debate e não pela troca de apoio por cargos. Defendemos propostas que agregam a sustentabilidade, o respeito ao meio ambiente, o combate à corrupção e o desenvolvimento sustentável com justiça social. Somos contra a reeleição para cargos executivos e limitamos a dos parlamentares a apenas uma recondução. Também somos contra o monopólio da representação pelos partidos políticos. Em um ano e oito meses de existência, a Rede foi protagonista da cassação do Eduardo Cunha, do processo contra a chapa Dilma/Temer, do processo que impediu a manutenção de réus na linha sucessória da Presidência da República, do pedido de afastamento do Renan Calheiros, denunciou o “acordão” para a anistia das multas dos partidos políticos e ao “Caixa Dois”, além da campanha pelo fim do foro privilegiado e o apoio às 10 Medidas Contra a Corrupção. No DF, já temos 16 regionais que estão trabalhando na construção de plano de propostas para Brasília.
Da redação do Alô
 
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