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Bem Informado Ninguém é Enganado

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Entrevista “Política se faz com ação e resultado”, diz Renato Santana

sexta-feira, 5 de maio de 2017
Sem fugir de assuntos polêmicos, Santana explica a sua relação atual com o governador Rodrigo Rollemberg, com quem já se desentendeu por meio de declarações publicadas pela imprensa local
FOTO: RENATO ARAÚJO/ AGÊNCIA BRASÍLIA
Em conversa exclusiva com o Alô Brasília, o vice-governador Renato Santana (PSD-DF), 43 anos, relata a sua rotina e metodologia de trabalho. Se recusa a ficar preso em gabinete, percorre o Distrito Federal “com foco de cumprir, até o fim do mandato, promessas de campanha”. Sem fugir de assuntos polêmicos, Santana explica a sua relação atual com o governador Rodrigo Rollemberg, com quem já se desentendeu por meio de declarações publicadas pela imprensa local.  
ALÔ BRASÍLIA: As arestas com o governador Rodrigo Rollemberg já foram aparadas?
Eu e o governador Rodrigo Rollemberg temos uma relação amistosa desde que nos aproximamos, antes da campanha. Com respeito e verdade. Na rua, as pessoas não querem saber se quem trabalha é A ou B, mas quem as ouve e transforma isso em ação. Quem interpreta essa relação governador-vice de outra forma faz fofoca ou fala o que não vê. Seria muito fácil apontar culpados numa posição confortável. Se o governo vai bem, estamos bem, mas se vai mal também cabe a nós, juntos, o exame de consciência e a vontade de mudar. E sempre vamos falar a verdade.
AB: Essa queda de braços lhe custou caro?
Não há queda de braços, mas uma relação pautada pela verdade e pela lealdade, onde há divergências naturais, fruto inclusive da democracia. Para alguns, o fato de o vice falar o que está errado e apontar problemas com soluções é um absurdo e enquanto isso a bolha do gabinete vai ficando intransponível a ponto de acharmos que está tudo fluindo as mil maravilhas. Vou agir como sempre faço desde 1° janeiro de 2015, ouvindo o reclame da rua, de coração aberto para críticas e sugestões, e me esforçando para servir no sentido literal de servidor público que sou há 22 anos.
AB: O vice é muitas vezes visto como ‘o conspirador’, pois é o sucessor natural do titular. Já pensou alguma vez em ser governador, de fato?
Não tinha aspirações políticas até ter sido convocado para essa missão de ajudar o governador Rodrigo Rollemberg a governar o DF. Estou vice-governador e sigo no meu propósito de servir à população. Nosso trabalho não está restrito à força da lei quando o governador se ausenta da cidade. Fomos eleitos por uma maioria que nos deu o voto de confiança das urnas em 5 de outubro de 2014. A população que confiou em nós nas eleições espera resultados desde lá. Nossa missão enquanto gestores, além de servir à população com qualidade nos serviços e transparência, é cumprir, até o fim do mandato, nossas promessas de campanha. Não vim com a missão de ser vice trancado na bolha do gabinete, mas de trabalhar e cuidar de gente. Já percorremos todas as cidades do DF desde 1º de janeiro, mais de 240 mil km rodados, escutando a rua e tentando combater a burocracia do Estado. Em quase 2 anos, avançamos ao dar resposta a 82% de mais de 10 mil pedidos/críticas/sugestões de serviços públicos. Nosso foco é perseguir o reclame do cidadão e temos feito isso nas cidades. E ainda tem muito a  avançar.
AB: Política também se faz com marketing?
Política se faz com ação e resultado para a população. O Brasil está cheio de políticos que só se preocuparam com o marketing e não conseguiram avançar nos anseios da comunidade que representavam ou se perderam em suas responsabilidades. A missão de qualquer político que queira estar apto a passar pelo teste das urnas, independente de partido político, raça, religião ou ideologias, tem que ser sempre cuidar de gente, com coração e sensibilidade. Com esses requisitos a parceria com a população tem cada dia mais chance de ser bem sucedida.
AB: Nesta área o ex-presidente norte-americano Barack Obama o inspirou?
Já fui alvo de várias brincadeiras dizendo que me pareço fisicamente com ele, o que resultou inclusive em apelidos como “Barack Obama do Cerrado”. Temos peculiaridades, sobretudo pelo fato de sermos negros e figurarmos em posições que nos permitem fazer diferente e agir pelo bem coletivo. Com propósito e atitude, é possível transformar os ambientes nos quais estamos inseridos e deixar legados positivos para a população que nos confiou essa responsabilidade.
Da redação do Alô
 
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