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Bem Informado Ninguém é Enganado

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“Colocamos nossa vida em risco pela comunidade”. Desde 2015, 25 PMs morreram durante folga

segunda-feira, 15 de maio de 2017
Myke Sena/Jornal de Brasília
Daniel Cardozo e João Paulo Mariano
redacao@jornaldebrasilia.com.br
Em meio a cantos de capoeira e salvas de tiros, o corpo do policial militar Luciano Pereira, 39, foi enterrado no cemitério de Sobradinho. Segundo a PM, cerca de duas mil pessoas passaram pelo local durante a tarde de ontem, para prestar homenagens e se despedir do servidor e mestre capoeirista morto durante tentativa de assalto em Aparecida de Goiânia (GO), no sábado passado. Ele deixa esposa, também cabo da PM no 13º BPM de Sobradinho, e duas filhas, de 12 anos e seis anos.
O adeus foi como grande parte da vida de Luciano Pereira: ao redor de berimbaus que regiam o ritmo dos cânticos, mas em meio a lágrimas de amigos de diversas equipes da polícia. O homem pertencia ao quadro da corporação há 14 anos e fazia parte das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), um dos grupos de elite da PM. Presente no enterro, o comandante-geral da PMDF, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira, afirmou que o que ocorreu com o cabo foi reflexo da violência no País.
“Infelizmente, nós o perdemos. O policial está sujeito a passar por isso. Colocamos nossa vida em risco pela comunidade”, afirmou, e ressaltou que ele era um policial com alto rendimento. Desde 2015, sete PMs morreram em serviço e 25 durante folga. Entre os feridos, 141 em serviço e 105 de folga.
Jucival da Silva Pimentel, conhecido como professor Bias, 51, se comove ao lembrar que conhecia o cabo Luciano há mais de 30 anos, quando ele e o irmão começaram a praticar a atividade. Bias garante que o mestre e policial morto era um homem de paz e que vai sentir saudades.
O homenageado começou a fazer capoeira por volta dos dez anos. O grupo do qual se orgulhava, o União da Capoeira de Sobradinho, existia há apenas dois anos. Fábio Rodrigues, mais conhecido como o instrutor tio Barata, 36, lembra que a capoeira que o “mestre Luciano” jogava era muito bonita e todos o admiravam desde quando ainda era aprendiz. “Não foi só nosso grupo, mas a capoeira do DF e do Entorno também perde com a morte do mestre”, lamenta Leonis Pereira, o professor Maisena, 38.
Luciano já viajou para diversos países da Europa levando a bandeira da capoeira. Em Sobradinho, além das aulas voluntárias, ele trabalhava a atividade com 15 pessoas com deficiência. Dessa forma, as crianças e adolescentes – com paralisia e autismo, por exemplo – poderiam ter uma melhora em sua parte motora e mental.
O crime
Na tarde do último sábado, o policial parou a motocicleta em uma padaria na BR-060, em Aparecida de Goiânia – a cerca de 21 km da capital de Goiás. Ali, dois suspeitos o abordaram enquanto a conta era paga. Um deles estava armado e atingiu a caixa do comércio, que morreu na hora.
A vítima entrou em luta corporal com os menores de idade, levou um tiro e não sobreviveu aos ferimentos. Um sargento da Polícia Militar de Goiás comia no mesmo estabelecimento e conseguiu atirar nos dois assaltantes. Enquanto um dos dois morreu na hora, o outro ficou ferido na perna. O circuito interno de câmeras da padaria registrou toda a ação.
O sobrevivente completou 17 anos no mês de abril e o outro faria 18 anos em novembro. Depois de identificado na Divisão de Homicídios de Aparecida de Goiânia, o menor foi levado ao 1º Distrito da Polícia Civil da cidade. Apesar de terem passagens pela polícia, os suspeitos não estavam foragidos no momento do crime. Os dois haviam roubado uma motocicleta Yamaha Fazer antes do latrocínio e supostamente planejavam sair do local com a moto do cabo Luciano.
 
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