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Bem Informado Ninguém é Enganado

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Cardápio da merenda escolar é alterado

quarta-feira, 3 de maio de 2017
Escolas públicas do DF deverão ter opção de merenda sem glúten e lactose
FOTO: CLDF
                    Crianças com intolerância à lactose e portadores de doença celíaca agora podem contar com cardápio exclusivo nas escolas. Ontem foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal a Lei Nº 5.846, de 20 de abril de 2017, de autoria do deputado Chico Leite (Rede Sustentabilidade), que garante a inclusão, no cardápio de merenda das escolas públicas do Distrito Federal, um menu voltado a estudantes portadores de alergia ao glúten, ao leite e de outros produtos lácteos.
“Crianças que são celíacas e permanecem ingerindo glúten por falta de opção no colégio têm prejuízo no seu crescimento, no seu desenvolvimento, além de estarem expostas a uma série de riscos como anemia, osteoporose precoce e até o risco de linfoma, que é um tipo especial de câncer que acomete mais as crianças”, informa Vinícius Machado, especialista em Gastroenterologia, Hepatologia e Endoscopia Digestiva. Segundo o gastroenterologista, “em Brasília, a gente tem dados antigos da gastropediatra Lenora Gandolfi, de 2000, que mostram a prevalência de 1 a cada 600 brasilienses sendo celíacos. Isso tem aumentado a cada ano”.
Paulo Roberto Ferreira, presidente da Associação dos Celíacos do Brasil, comemora a promulgação da lei. “Essa notícia veio de encontro com as nossas necessidades. Nós já lutávamos há muito tempo para termos uma legislação específica para a criança em idade escolar. Pois não há uma alimentação adequada, principalmente para o celíaco. Antes tínhamos notícias de muita criança passando fome nas escolas públicas e isso gerava um transtorno muito grande para a criança, até psicológico”, revela. 
A odontologista Cláudia Fernandes, 41, é mãe de um garoto de 9 anos que sofre há um ano de intolerância à lactose. “Ele passava mal na escola com dores de estômago e de cabeça; e tínhamos que buscá-lo para levá-lo ao médico. Fora o susto, ele faltava aula e ficava indisposto. Se antes fosse disponibilizado esse tipo de alimentação na escola, ele não passava por isso”, conta Fernandes.
A dieta a ser adotada pelo Governo de Brasília não deve ser feita de forma indiscriminada para todo mundo. “É importante que a criança tenha o diagnóstico da doença celíaca para que ela se beneficie desse tipo de dieta”, ensina Vinícius Machado. 
A atenção ao portador de intolerância à lactose e de doença celíaca não se restringe somente ao ambiente escolar. Segundo Paulo Roberto Ferreira, “nós vivemos uma insegurança alimentar muito grande.
Chega um celíaco no hospital e tem médico e enfermeira que não conhecem doença. Aparece um paciente no hospital com diarreia crônica e diagnosticam como virose. Sendo que eles podem muito bem fazer o exames e diagnosticar o paciente corretamente”, conta.
 
Da redação do Alô
 
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