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Bem Informado Ninguém é Enganado

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Famílias do DF Sem Miséria amargam mais atrasos

quinta-feira, 30 de março de 2017
Moradora da Estrutural, Edirlene Tavares tem dez filhos para sustentar. Foto: Ariadne Marçal
Joyce Coelho
joyce.coelho@jornaldebrasilia.com.br
Sem ter o que colocar na mesa, famílias que dependem do DF Sem Miséria relatam as dificuldades decorrentes do atraso do beneficio. A quantia é um complemento ao Bolsa Família para as famílias de baixa renda do DF. De acordo com moradores da Estrutural, o repasse está em atraso há quatro meses. A Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos admite que não existe previsão para as quitações dos débitos. O valor total do repasse é de R$ 8,3 milhões.
Saiba mais
  • Não há valor fixo para o recebimento do DF Sem Miséria. Ele varia de acordo com o perfil de cada família, considerando o conjunto de indicadores sociais dispostos no Cadastro Único e o valor repassado pelo Bolsa Família para que as famílias atinjam o mínimo de R$ 140 per capita. O valor do benefício, pago desde 2011, pode variar de R$ 20 a R$ 800.
  • O atraso no repasse tem sido um problema constante desde o início do ano passado. Em maio, o Jornal de Brasília mostrou que o governo Rollemberg faz caixa com dinheiro repassado pelo Ministério do Desenvolvimento Social. O GDF contingenciou R$ 12 milhões, vindos da União exclusivamente para o financiamento dessas ações.
Francisca Darlene, de 30 anos, conta que está desempregada há bastante tempo e que sua situação está crítica. “Não sei mais o que fazer. A cada dia que passa a fica mais difícil. Não consigo emprego e conto somente com doações para sustentar os meus três filhos. É triste”, lamenta a dona de casa.
Mãe de dez filhos, Edirlene Tavares, 46 anos, relata que o dinheiro faz muita falta. “Ficar sem receber essa verba é difícil”, resume. A dona de casa também precisa recorrer a doações. “Recebo cestas básicas, e se não fosse isso não sei o que faria. Só eu sei o quanto é difícil ver o seu filho te pedir um pão com leite e não ter de onde tirar. É lamentável”, conclui.
Recém-nascido em casa
Com um filho de um mês, Sarah Tavares não sabe o que fazer com a situação. “Não tenho dinheiro para comprar alimentos nem medicamentos. Por meio dessas ajudas que eu vou levando a vida, nesse estado de abandono”.
Em nota enviada ao Jornal de Brasília, a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos informou que o pagamento das parcelas em atraso será efetuado “assim que houver disponibilidade financeira para atender as 62.084 famílias”.
 
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