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Bem Informado Ninguém é Enganado

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Dia da Água revela crise anunciada e previsível

quarta-feira, 22 de março de 2017
Descoberto encerrou a terça-feira com 46,49% da capacidade, e Santa Maria com 48,62%. Foto: Kléber Lima
Manuela Rolim e João Paulo Mariano
redacao@jornaldebrasilia.com.br
No Dia Mundial da Água, a carência do recurso inibe qualquer comemoração. A data, entretanto, chama atenção dos brasilienses para um problema anunciado há dois anos: a crise hídrica no DF. Em março de 2015, especialistas já calculavam uma escassez na área em 2018, que, inclusive, se antecipou às previsões. O cenário preocupante foi ressaltado em reportagem publicada pelo Jornal de Brasília no dia 21 do mesmo mês. Na ocasião, porém, a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) negou qualquer indicativo de crise.

Para ele, a crise hídrica atual é decorrência de um período de seca intenso e prolongado, um dos maiores da história do DF. “Também contribuiu para isso o alto consumo verificado em 2016 e a chuva abaixo do esperado. Tudo isso culminou em uma crise nunca vivida na capital”, completou. Vale ressaltar que, em março do ano passado, os reservatórios atingiram 100% da capacidade.Em 2015, o presidente da companhia, Maurício Ludovice, disse que o órgão estava precavido e que não existia nenhum indício de escassez de água. Agora, em entrevista ao JBr., Ludovice sustentou que, de fato, não havia motivo para acreditar em uma crise naquele ano. “Os especialistas estavam sinalizando que a curva de demanda estava se aproximando da curva de oferta. Não por acaso, começamos a fazer os investimentos necessários no mesmo ano”, argumentou.
Ludovice ainda acusa a falta de investimento nos últimos 16 anos. . “Só a partir de 2015, a Caesb passou a investir de forma efetiva em novas fontes de água. Retomou a obra de Corumbá, que tem previsão de término para o segundo semestre de 2018. Também deu prioridade à captação do Bananal, que ficará pronta neste ano. Ao mesmo tempo, foram ampliados os investimentos para a redução de perdas – de R$ 150 milhões previstos, cerca de R$ 80 milhões já foram investidos em dois anos, principalmente na troca de redes, hidrômetros e na instalação de válvulas redutoras de pressão”, concluiu.
Saiba mais
  • No dia 16 de janeiro deste ano, a Caesb anunciou o racionamento de água no DF. Na época, a Barragem do Descoberto atingiu 18,94%, menor índice da história, e a preocupação com o baixo volume deve-se ao fato de o reservatório abastecer 65% da população da capital. Desde então, o rodízio ocorre em um ciclo de um dia sem abastecimento, dois dias para religar e estabilizar o sistema e três de situação normalizada. A possibilidade já havia sido ventilada em novembro de 2016, quando o nível da água do Descoberto esteve abaixo dos 20%.
Solução provisória
O coordenador do curso de Engenharia Ambiental da Universidade Católica de Brasília, Marcelo Gonçalves Resende, foi um dos que previram o cenário de dificuldades em 2015. Hoje, ele entende que a situação atual foi um teste negativo para descobrir a capacidade de oferta das águas. Além disso, houve o aumento populacional e, assim, o crescimento exponencial da demanda.
“As previsões apontavam para um momento ruim em 2018 caso as obras de Corumbá IV e do Lago Paranoá não ocorressem. Infelizmente, o problema se antecipou”, afirma.
Ele observa que o governo tenta uma solução urgente para que haja recursos até outubro, com a captação do Lago Paranoá e do sistema Bananal, mas ações definitivas devem ser pensadas. Para o especialista, também seria preciso ter mais campanhas educativas, já que há pessoas pensando que é uma crise fabricada. “Elas estão enganadas. O que é mostrado é real e verdadeiro”, enfatiza.
Resende concorda com a cobrança de multas pelo desperdício de água potável, como conscientização.
 
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