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Operação Drácon - Gravações revelam ação de deputados nos bastidores da Câmara do DF

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Por G1 DF* 
Informações divulgadas neste sábado (25) pelo jornal Correio Braziliense – e confirmadas pela TV Globo – revelam conversas que aconteceram nos gabinetes dos deputados Celina Leão (PPS), Cristiano Araújo (PSD), e Júlio César (PRB), entre 23 de agosto e 2 de setembro de 2016, quando foi deflagrada a Operação Drácon.
Os áudios gravados pela polícia, com autorização da Justiça, mostram situações em que os parlamentares se articulam para acusar adversários políticos e montar dossiês para tirá-los do foco das investigações da operação que investigou suposto esquema de corrupção na Câmara. Segundo o jornal, também aparecem situações em que Celina Leão demonstra descontentamento com a atuação do deputado Chico Vigilante, do PT .
A Operação Drácon teve início no dia 23 de agosto do ano passado, quando promotores e policiais recolheram documentos e computadores em gabinetes da Câmara Legislativa, para investigar um suposto esquema de corrupção. Os alvos foram os deputados Celina Leão e Raimundo Ribeiro, do PPS, Julio Cesar, do PRB, bispo Renato, do PR, e Cristiano Araújo, do PSD, suspeitos de articularem a aprovação de uma emenda parlamentar para liberar R$ 30 milhões para empresas de UTI, em troca de propina.
No dia 2 de setembro, veio a segunda fase da operação Dracon. Os investigadores estavam atrás de mais documentos, mas as equipes não divulgaram o principal objetivo: retirar as escutas ambientais que tinham sido instaladas nos gabinetes.
Segundo informações divulgadas pelo jornal correio braziliense – e confirmadas pela TV Globo – nas gravações a ex-presidente da CLDF, Celina Leão, demonstra ódio ao distrital chico Vigilante, que denunciou a retirada de computadores do gabinete dela dias antes da operação policial.
Ainda segundo o jornal, há uma gravação que mostra servidores de Celina interessados em informações sobre o filho do deputado petista, inclusive onde o rapaz mora, para “começar a incomodar” Vigilante.
Em outro trecho, diz o jornal, Celina também recebeu em seu gabinete Jefferson Rodrigues Filho, estelionatário que invadiu e clonou o celular do governador Rodrigo Rollemberg.
A deputada Celina disse à TV Globo neste sábado que recebeu Jeferson, mas estava acompanhada de dois policiais civis.
“ Eu sou uma deputada de oposicão, tenho por obrigação receber qualquer tipo de denuncia [...]. No caso do governador do Distrito Federal eu nao divulguei nada para a imprensa e encaminhei à Policia Federal para que ela fizesse a investigação. Para saber se aquilo que era dito pelo Jeferson era verdade ou era mentira”.
Sobre “incomodar” o filho do deputado Chico Vigilante, Celina Leão informou que não se responsabiliza pelo que os assessores dela falam.
As escutas também teriam comprovado algo que muito já se falava nos bastidores da Câmara Legislativa: o uso político da CPI da Saúde. Em vez de apurar as denúncias do setor, a CPI seria usada para atacar o governador Rollemberg e retirar o foco das suspeitas sobre os deputados distritais.
O jornal também aponta conversas gravadas no gabinete do deputado Cristiano Araújo em que ele admitiria que agiu como intermediador entre empresários da saúde e colegas deputados:
“Eu não fiz o negócio. Eu levei o assunto, cara. Eu não pedi nada pra ninguém, tanto é que viajei. Agora, os bispos (Renato Andrade e Julio Cesar) vão ficar mentindo até a última hora.
E sobre uma possível cassação de mandato, segundo a reportagem, Cristiano Araújo teria dito a um interlocutor: “Vamos ser sinceros? Ninguém aqui é virgem”. A resposta: “Isso é fichinha, meu amigo”.
Os cinco deputados alvos da Operação Drácon foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público pelo crime de corrupção passiva. A Justiça ainda avalia se vai abrir processo.
Cristiano Araújo disse por meio de nota que “defende a divulgação dos áudios na íntegra porque eles reforçam sua defesa”.
Bispo Renato disse que não comenta conversas de terceiros.
O advogado de Júlio César disse que ainda não teve acesso ao conteúdo total do processo e que não pode comentar sobre a fala de terceiros.
* Colaborou Rita Yoshimine, TV Globo
 
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