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Bem Informado Ninguém é Enganado

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Cidade registra protestos contra o aumento que Rollemberg disse que não daria

terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Sandro Araújo
Eric Zambom
eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br
O aumento do preço das passagens para R$ 5 gerou protestos da Câmara Legislativa do DF, de milhares de usuários e até de homens da Polícia Militar do DF (PMDF). Depois de revistar alguns jovens que tentaram fazer um “catracaço” na estação Praça do Relógio, em Taguatinga, o chefe da operação revelou “também ser contra o reajuste”. Ele ressaltou, no entanto, ter de garantir o livre acesso dos outros passageiros ao local.
Esse incidente foi apenas uma das várias manifestações espontâneas que tomaram conta de Brasília como reação ao novo preço das viagens de ônibus e de Metrô na capital. No início do dia, o Movimento Passe Livre de Brasília, que reivindica gratuidade no transporte público, republicou um vídeo de 2014 em que Rodrigo Rollemberg, à época em campanha para o Buriti, é categórico ao prometer “redução do preço de passagens”.
“Vai ter (economia) para o bolso do contribuinte, do cidadão que pega ônibus todos os dias. Vai ter uma redução do preço de passagens”, diz, após ser perguntado pelo apresentador Fábio Willian, da Rede Globo, sobre o tema. “Nós já estimamos o valor da implantação do bilhete único. Isso vai custar R$ 210 milhões para implantar o sistema, que vai trazer economia para o cidadão. Quanto (de economia) para cada cidadão depende de quantos ônibus o cidadão precisa pegar todos os dias”, complementa.
Cerca de dois anos depois, ele enfrenta resistência após sua Secretaria de Mobilidade anunciar o aumento do preço da viagem para R$ 5. O socialista antecipou até o fim das próprias férias para debater com a Câmara, presidida pelo ex-aliado Joe Valle (PDT), a manutenção do reajuste. Os distritais querem barrar o novo valor e já sinalizaram com a possibilidade de um decreto parlamentar para derrubar a medida do governador.
Nas ruas, além da manifestação mais robusta na Rodoviária do Plano Piloto, estudantes e usuários frequentes do Metrô, que também sofreu reajuste em seus bilhetes, marcaram “catracaços” em pelo menos seis estações. Em Águas Claras, um dos pontos citados pelas publicações nas redes sociais, não houve protesto. Na Praça do Relógio, em Taguatinga, no entanto, a Polícia Militar do DF (PMDF) prendeu pelo menos três pessoas e abordou outras dez, inclusive a equipe de reportagem do Jornal de Brasília. À exceção daqueles levados pela viatura, todos foram liberados em seguida.
A confusão começou por volta das 16h30, quando funcionários da estação relataram que algumas pessoas pularam as catracas e entraram em um vagão. O trem não partiu até um policial militar descer as escadas e retirar algumas pessoas de dentro do transporte. Eles foram revistados e, posteriormente, um membro da corporação informou ter encontrado drogas com os jovens.
Os militares ainda revistaram algumas pessoas que aguardavam próximos à bilheteria, e, neste momento, o repórter e o fotógrafo também foram enquadrados. Segundo um dos homens, eles precisavam se certificar que os jornalistas não “estavam ligados às pessoas lá embaixo”. Antes da liberação, o policial revelou sua contrariedade ao reajuste.
Um grupo de estudantes que compareceu ao catracaço mas desistiu de leva-lo adiante após a ação policial destacou a baixa adesão aos protestos. “As pessoas ficam com medo de se manifestar. Às vezes tem um grupo pequeno que faz vandalismo e isso assusta as pessoas”, opinou a universitária de 17 anos identificada apenas como Sara.
“E também porque muita gente não tem R$ 5 para vir aqui manifestar”, complementou sua colega, chamada Vanessa, de 18 anos. “Vi muita gente da Ceilândia se organizando para fazer catracaço porque não teria dinheiro para ir para a Rodoviária se manifestar”, revelou.
Polícia confirmou agora pouco o resultado da ação na estação: “Cerca de 15 pessoas embarcaram no trem que saiu da estação do metrô de Samambaia e começaram um tumulto no interior do trem, forçando a parada na praça do relógio. Destes 15, 10 deles foram detidos por pertubação, sendo 7 maiores de idade e 3 menores de idade, que estão na DCA II.”
 
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