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Bem Informado Ninguém é Enganado

Bem Informado Ninguém é Enganado

Monitorada Pela Drácon Sem Saber, Celina Leão Grampeou Estelionatário

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
A expressão “as paredes têm ouvidos” nunca esteve tão em voga na capital da República. A série de gravações que abalou o Executivo e o Legislativo criou um fenômeno curioso. Agora, existem “grampos dos grampos”. Foi o que ocorreu no gabinete da ex-presidente da Câmara Legislativa Celina Leão (PPS).
Em 29 de agosto, a distrital gravou um estelionatário que acusava o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) de negociar propina. O que Celina não sabia na época é que o gabinete tinha uma escuta ambiental instalada pela Polícia Civil, com autorização judicial, como parte das investigações da Operação Drácon.
Essas escutas não tiveram o conteúdo revelado porque encontram-se na parte da investigação que ainda está sob segredo de Justiça. E os trechos em que o governador é citado foram remetidos à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR).Gravação em dobro
estelionatário é Jefferson Rodrigues Filho (foto abaixo). Ele pediu uma audiência com Celina Leão sob o argumento de que tinha uma série de provas contra o governador. Sem saber que estava sendo gravado duplamente no gabinete — pela distrital e pela polícia —, o homem disse à deputada que havia clonado o celular do governador e teve acesso a mensagens supostamente comprometedoras de Rollemberg. Ele apresentou prints dos diálogos e tentou vender o conteúdo que tinha em troca de emprego para a sua mulher.
PCDF/ReproduçãoPCDF/REPRODUÇÃO
O estelionatário revelou que havia se passado pelo socialista e conseguiu até mesmo ser nomeado para um cargo no GDF. Quando integrantes do governo descobrirem a farsa, ainda no início de 2015, Jefferson foi exonerado e preso. No entanto, acabou liberado em seguida e contou que procurou o governador pouco tempo depois.
“Depois disso, eu mandei uma mensagem para o governador. Expliquei toda a situação, que eu tinha me arrependido do que havia feito. Ele me respondeu falando que entendia o que estava acontecendo, que eu estava fazendo aquilo — como eu tinha colocado para ele — pela minha família. Eu queria trabalhar realmente. Antes disso acontecer eu nunca tinha feito nada, não tinha passagem pela polícia, não tinha nada. E ele (Rollemberg) me pediu para fazer um projeto pra ele”, diz Jefferson.
Foi aí, segundo o estelionatário, que o assédio teria começado. Em outro trecho, o homem conta que, “por segurança”, um advogado tinha lhe orientado “a salvar todas as conversas que tivesse com o governador”. Ainda de acordo com o homem, Rollemberg “pediu para que eu assumisse algo pra ele em troca de um valor. Era para eu assumir um pedido de propina”.
Na conversa com Celina, Jefferson assegurou que tinha negado o suposto pedido de Rollemberg e acabou sendo ameaçado durante um diálogo que teria tido com o socialista. “O governador me disse: ‘Olha, você tem duas opções. Eu posso te colocar sem você aceitar ou você aceita e eu posso melhorar ambas as situações’”, contou o estelionatário.
Ouça trechos da conversa grampeada no gabinete de Celina Leão:
Polícia Federal e Buriti
Celina Leão contou ao Metrópoles que, “após a conversa, procurei a Polícia Federal, fui ouvida em termo de declaração e entreguei a gravação”. O caso foi enviado à Procuradoria-Geral da República, mas acabou arquivado por falta de provas.
Metrópoles procurou a assessoria do governador para falar sobre as acusações. De acordo com o Palácio do Buriti, a gravação e as denúncias foram avaliadas pela PGR, que determinou, em 29 de setembro, o arquivamento da representação por não haver elementos suficientes para que se determinasse a abertura de investigação.
Na decisão, segundo a assessoria de Rollemberg, o vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada, afirmou que “os fatos narrados por Jefferson não merecem apuração, ao menos com o que se tem até o momento. Trata-se de pessoa desprovida de qualquer credibilidade, autor, segundo informações divulgadas pela imprensa, de diversos ilícitos além dos já descritos nesta manifestação, tais como falsificação de documentos, adulteração de identificação de veículos, estelionato, receptação e ameaça, entre outros”.
O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) não quis comentar o caso, já que o teor das escutas ambientais feitas no gabinete de Celina Leão permanecem sob segredo de Justiça.
 
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