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Bem Informado Ninguém é Enganado

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Eleição para a Câmara vira prévia da sucessão

terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Rollemberg e Filippelli tentam emplacar novo presidente da Casa
Dênio Simões/ Agência Brasília
Francisco dutra
Millena lopes
redacao@jornaldebrasilia.com.br
O ex-vice-governador Tadeu Filippelli trabalha, com afinco, para viabilizar a eleição dele para o Governo do DF em 2018. E tenta, em várias frentes, acumular o máximo de apoio possível. Depois de reunir os sindicatos que representam os servidores para afinar o discurso de oposição ao governo atual, tenta emplacar o próximo presidente da Câmara Legislativa. Rodrigo Rollemberg, na outra ponta, tenta eleger um parlamentar de confiança.
A eleição ocorre na próxima quinta-feira e, até agora, os deputados estão reunidos em torno de três nomes: Joe Valle (PDT), Agaciel Maia (PR) e Wellington Luiz (PMDB). Com a promessa de que, em um provável segundo turno, os dois grupos se uniriam, Filippelli conseguiu agregar à sua vertente o maior bloco da Casa: o de Joe, que tem cinco votos. Ocorre que o regimento interno da Casa não menciona segundo turno para eleição da Mesa Diretora e indica apenas que será eleito o candidato mais votado.
Com o argumento, o grupo do PMDB, que teria 10 votos, garantiria que os cinco (ou pelo menos quatro deles, já que Israel Batista – PV – pode fechar com o candidato do Palácio do Buriti) não compussessem com Agaciel, o preferido de Rollemberg.
“Nosso bloco decidiu ir até o fim”, anuncia Joe, dando a entender que não vai facilitar a vida do governador, que já garantiu o apoio do PT, mas teria conseguido angariar no máximo nove votos para Agaciel. “Somos cinco e vamos ter cinco votos e perder a eleição, mas não a convicção”, crava Joe, que conta com o apoio de Israel – com ele, estão Chico Leite (Rede), Cláudio Abrantes (Rede) e Reginaldo Veras (PDT).
A aliança com Wellington foi aventada, na semana passada, em um encontro que contou com a presença de 11 deputados, Filippelli e o presidente do PDT-DF, Georges Michel. Outros dois deputados teriam manifestado apoio a Joe, por telefone, já que não teriam conseguido ir ao encontro. Mas dois deles já declinaram e fecharam com o candidato do governador – os petistas Ricardo Vale e Wasny de Roure.
“Tenho princípios. Não serei presidente a qualquer custo. Aliás, vou perder por isso. Eu coloquei meu nome à disposição dos deputados que acham que a Câmara deve ter uma postura independente”, diz. Como o blocão está fechado com Joe, a única forma de os deputados apoiarem Agaciel seria com a desistência do pedetista de concorrer ao cargo. Por isso é que o governador tem tentado – e muito – fazê-lo mudar de ideia.
As negociações – das quais Rollemberg participa ativamente nos bastidores – avançaram para o lado do Buriti. O apoio do PT garante certo fôlego, mas ainda assim são necessários pelo menos mais dois votos para garantir o sono tranquilo do governador, que tem sido assombrado com o pesadelo da oposição no comando do Legislativo.
“Agaciel está construindo uma candidatura mais coesa, com mais adesão”, explica Ricardo Vale (PT). “Conversamos também com o Joe. Mas a candidatura dele perdeu força. Ele vinha tentando composição com o grupo da oposição. Mas, em vez de uma chapa, eles lançaram um terceira via”, diz, reiterando que o fato de o PT apoiar o candidato do governador não significa que o partido esteja no governo. “O PT é oposição e continuará sendo”, sustenta.
A oposição
Wellington diz que a oposição – que, graças à articulação de Filippelli e da deputada Celina Leão (PPS) teria 10 votos – deve se reunir hoje com o grupo de Joe. Ele calcula ter entre sete e oito votos, embora os mais atentos aos bastidores cravem os 10. “É uma negociação complicada. Existe muita dificuldade do lado de lá em votar em um nome de um dos líderes da oposição ao governo”, reconhece, referindo-se a deputados que atenderiam a um apelo de Celina, mas que não gostariam de contrariar tanto assim o governador.
“Nós somos a maioria dos votos”, lembra o peemedebista. “Existe dificuldade dos dois lados. Vamos colocar tudo na balança e ver aonde cada um pode ceder”, destaca.
Até a saída de cena do deputado Bispo Renato (PR) foi providencial. Embora seja da oposição declaradamente, sofreria desgaste com o partido, caso se recusasse a votar em Agaciel. Na semana passada, ele saiu de licença médica por motivo desconhecido.
 
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