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Reflexos E Recados Das Eleições Municipais Preocupam Candidatos Ao Buriti Em 2018

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Foto: Correio Braziliense
O Correio Braziliense publicou uma matéria nesta segunda-feira (31) sob o título “De olho em 2018: políticos do DF se preparam para as próximas eleições”, onde quase todos os possíveis candidatos foram mencionados. Os recados claros aos políticos do Brasil e a derrota fulminante do PT que perdeu 354 prefeituras no primeiro turno e não conseguiu eleger nenhuma no segundo turno, deixou os políticos brasilienses de orelha em pé.
A resposta nas urnas nas eleições municipais mostra um povo desacreditado, refletido no número de abstenções, e um claro recado aos políticos postulantes a cargos em 2018. Apesar de Brasília não ter tido eleições municipais, serviu para aqui também. Não será qualquer “enrolódromo” que convencerá o eleitor, isso é fato.
No cenário de Brasília a coisa não anda muito bem para determinados políticos. Investigações em diversas esferas dos tribunais pode jogar água no chop de muita gente. Da lista apresentada na matéria (Rollemberg, Rosso, Izalci Lucas, Tadeu Filippelli, Maninha e Jofran Frejat, somente os dois últimos, até agora e supostamente, não estão enrolados com a justiça.
O acordo de delações premiadas que deverá ser homologado por executivos da Odebrecht, divulgadas na revista Veja dessa semana, se vier como mencionado pode banir definitivamente da política muita gente. Resta saber o que tem de concreto na caixa-preta da construtora. Como diz o velho ditado “Tem muita água para passar por baixo dessa ponte”.
Dos políticos brasilienses com problemas judiciais, o caso mais grave é justamente o de Tadeu Filippelli. Assessor do presidente Michel Temer e considerado por muitos um forte candidato, está às turras com o TRE e o TSE por conta de sua condenação junto com o ex-governador Agnelo Queiroz semana passada que o tornou inelegível por 8 anos. Se vencer essa batalha, de fato será um nome a ser batido. Se condenado, além de perder a assessoria, pois Temer não vai querer manchar seu governo, dificilmente reverterá o quadro diante de uma sociedade que se tornou fortemente exigente.
Izalci Lucas (PSDB-DF) também tem problemas a serem resolvidos. Acusado de integrar suposto esquema de desvio de recursos públicos no Programa de Inclusão Digital, em 2009, quando era secretário do GDF, chegou a ter a quebra de seu sigilo fiscal e bancário autorizado pelo Ministro do STF Edson Fachin. O deputado nega as acusações, mas segundo a Polícia Civil e o Ministério Público há fortes indícios da existência de organização criminosa que atuou no Distrito Federal com a finalidade de se locupletar (enriquecer) dos recursos públicos repassados para a FGL (Fundação Gonçalves Lêdo), fruto da Operação Firewall. Ainda de acordo com a Polícia Civil o esquema teria começado em 2009, quando foi firmado um acordo sem licitação entre a fundação e a FAP/DF, vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia. O contrato previa o repasse de R$ 135 milhões para a FGL em cinco anos e o desvio teria sido de R$ 30 milhões (Leia Aqui).
Rogério Rosso também terá dores de cabeça até 2018. O processo que o acusava, supostamente, de favorecer a deputada distrital Liliane Roriz em sua campanha de 2010 colocando servidores comissionados para trabalhar, acaba de chegar ao Supremo Tribunal Federal, segundo divulgado no blog do Donny Silva. À época, Rosso era governador do Distrito Federal. O inquérito apura crime eleitoral e peculato, quando um funcionário público tira proveito indevido em razão do cargo que ocupa. Tanto Rosso como Liliane negam as acusações.
Por fim, Rodrigo Rollemberg. De acordo com a população e a grande massa de servidores públicos do DF, atualmente o governador não passaria de uma eleição para síndico. Segundo o Instituto Paraná Pesquisas, em agosto/2016 a rejeição a Rollemberg chegava a 63,7%, e somente 14,1% aprovavam sua gestão. Tudo pode mudar, sem dúvidas, principalmente para quem detém o poder da máquina administrativa nas mãos, mas diante da cultura política que vem se sobressaindo nos eleitores, dificilmente o governador conseguirá reverter a situação em dois anos. Ao ferir mortalmente 32 carreiras de servidores públicos que tinham seus direitos de reajustes salariais garantidos, e cortados sumariamente, Rodrigo Rollemberg praticamente deu adeus a qualquer esperança de reeleição.
A rejeição da política, reforçada por grandes escândalos e operações, como a Lava-Jato e a Acrônimo, a nível nacional, e a Operação Dracón da Polícia Civil e Ministério Público do DF, são situações que estão sendo acompanhadas com bastante atenção pela população brasiliense. Fatalmente, quem estiver metido nessas operações será carta fora do baralho. Por outro lado, os grupos de oposição ao governo Rollemberg têm se reunido bastante nos bastidores buscando uma articulação capaz de fazer frente em 2018.  O momento é crítico para o governo com a crise com os servidores que tende a se agravar com os sindicatos.
Resta saber se a direita terá capacidade de anular suas vaidades e formar um bloco capaz de vencer as eleições que acontecerão daqui a dois anos. Uma fonte que pediu para não ser identificada deixou claro que a ordem é unir em torno do que estiver melhor, mas diante de tantos problemas judiciais, a dúvida que paira ainda é quantos chegarão a outubro de 2018 com condições de concorrer a um cargo majoritário.
E por falar em vaidades, para encerrar a pergunta que muitos eleitores devem estar se fazendo: Porque o nome do deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) não foi mencionado na matéria? Será porque Fraga parece ser a única oposição de fato e de direito contra esse governo e não tem rabo preso?
É aguardar 2018…

Fonte: Blog do Poliglota
 
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