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Escolas foram desocupadas sem prisões e violência (04/11)

sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Nenhum estudante foi preso nem há notícias de violências físicas na desocupação das escolas em Brasília. Não foi preciso executar nenhuma das ações extremadas determinadas pelo juiz Alex Costa de Oliveira para retirar os ocupantes.
São, por isso, injustas as críticas que têm sido feitas à Polícia Militar, ao seu comandante Marcos Antônio Nunes, à secretária de Segurança, Márcia Alencar, e ao governador Rodrigo Rollemberg. Mesmo sob forte pressão do Ministério Público e dos juízes do Tribunal de Justiça, eles trabalharam para que não houvesse ações violentas nas desocupações.
Não dá para comparar a ação da PM de Brasília com outras polícias militares, como a de São Paulo, do Paraná e de Goiás, por exemplo, que têm agido com truculência contra estudantes.
Ameaças de prisão e improbidade
As primeiras ordens de desocupação foram emitidas há uma semana e durante todos esses dias a pressão para a retirada imediata foi grande. O coronel Nunes chegou a ser ameaçado de prisão por não estar cumprindo as determinações judiciais com a rapidez que o MP e os juízes queriam, e chegaram a dizer que ele e o governador seriam denunciados por improbidade administrativa.
A determinação de Rollemberg era a de executar as decisões judiciais, mas com todo cuidado para que não houvesse violência.
Na ditadura a conversa era outra
A ocupação de escolas e campi universitários é uma antiga forma de luta de estudantes, que ganhou mais notoriedade a partir da revolta de maio de 1968, na França. Aqui em Brasília, naquele ano, houve ocupações no Elefante Branco, no Cemab, no Colégio Agrícola e na UnB.
A forma de luta é a mesma, mas o momento político e as circunstâncias são muito diferentes. Não tem o menor sentido comparar as reações contrárias naquela época às de agora e muito menos comparar a ação policial com a repressão da ditadura.
Quem viveu naqueles tempos, sabe.
Invade-se para ocupar, ocupa-se sem invadir
É bobagem ficar dizendo que os estudantes não ocupam as escolas, invadem. Para adversários do movimento, os alunos que protestam não são ocupantes, mas invasores. Esquecem que um exército invade outro país para ocupá-lo. Os estudantes, se já são da escola, sequer a invadem – pois já estão dentro –, só a ocupam. Podem invadir uma parte específica: os da UnB, por exemplo, invadiram as salas da reitoria. E as ocuparam.
Problema é só com uma polícia
As rusgas da secretária de Segurança são só com a Polícia Civil. Não fazem sentido, assim, as notas e notícias que falam de problemas dela com a Polícia Militar. Desde que foi escolhida pelo governador Rollemberg, Márcia Alencar tem ótima relação com o comandante da PM e com o chefe da Casa Militar, o coronel Cláudio Ribas. E também com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Hamilton Esteves.
O que é difícil fica mais ainda
Os partidos à esquerda estão começando as conversas para discutir alternativas para as eleições de 2018 em Brasília sabendo que será difícil estarem todos juntos. Mas não será impossível, até porque até lá muita coisa vai acontecer e mudar o ambiente político na cidade.
Os partidos que têm conversado são PDT, PT, PSol, Rede e PV. Mas o presidente do PDT, Carlos Lupi, deu como certa a candidatura de Ciro Gomes à presidência da República e nomeou os partidos com os quais pretende se aliar, além do PT: PPS, PTB e Solidariedade.
Em Brasília, isso significa Cristovam Buarque, Celina Leão, Alírio Neto, Liliane Roriz, Augusto Carvalho e Sandra Faraj.
Pede o mais para conseguir o menos
A greve dos agentes penitenciários durou 23 dias e terminou sem que a principal reivindicação – o pagamento da terceira parcela do aumento concedido em 2013 – fosse atendida. Os agentes aceitaram interromper a greve em troca do atendimento de reivindicações que não representam aumento de despesas com pessoal.
Servidores de outras carreiras podem seguir o mesmo caminho: deflagram a greve pelo pagamento do aumento e usam a paralisação para negociar outras pautas com o governo, tendo, assim, uma justificativa para encerrar o movimento.
Como sempre acontece, os mais prejudicados pela greve foram os presidiários e suas famílias, pois a paralisação mudou a rotina na Papuda e as visitas foram suspensas.
Tirar faixas é enxugar gelo
O administrador do Plano Piloto, Marcos Pacco, escreveu à coluna para comentar a nota sobre a proliferação de faixas de propaganda nas vias e canteiros públicos. Diz que todas as segundas e sextas duas equipes da administração, com três pessoas em cada, retiram as faixas, mas a obrigação seria da Agefis, que tem a prerrogativa de notificar e multar os infratores. A agência de fiscalização, porém, alega não ter pessoal suficiente para fazer o trabalho com regularidade.
Pacco diz que se sente “enxugando gelo”, mas isso não o impede de continuar o trabalho. À mensagem, juntou fotos dele próprio retirando faixas com uma equipe de advogados, engenheiros, professores e técnicos da administração regional em um fim de semana.
 
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