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Gravações e delações assustam políticos de Brasília

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Divulgação
Há muita tensão e expectativa entre os políticos de Brasília. Ninguém sabe o que mais está gravado, quem gravou e se todas as gravações vão aparecer. Ninguém sabe com exatidão como andam as investigações do Ministério Público, da Polícia Civil e da Polícia Federal. Não se sabe sequer o que está sendo realmente investigado.
Sem falar nas delações premiadas já feitas e a serem feitas – Andrade Gutierrez, Odebrecht e, pelo que se diz, Gim Argello e Sacha Reck, entre outros. Quem teve alguma relação com os delatores está com medo.
Uns perdem, outros ganham
As investigações no campo federal também interferem em Brasília, pois há políticos locais, com mandato e sem mandato, de alguma maneira envolvidos, entre outras, na Lava-Jato e na Greenfield, a operação que apura as irregularidades nos fundos de pensão.
Esse clima favorece as especulações, as fofocas e os vazamentos reais e inventados. Todos os dias há políticos e administradores públicos sobressaltados e assustados diante do que se noticia e se diz, sejam verdades, meias verdades ou mentiras.
E outros ansiosos para verem seus adversários e oponentes serem derrubados.
O ritmo da política é outro
Os teores de conversas gravadas, assim como depoimentos prestados nos inquéritos, dão indícios que têm de ser apurados para comprovar ou não os crimes. É preciso ter elementos fortes para indiciar e processar e provas para condenar. Mas, como esse processo é longo, e para os que têm foro privilegiado é mais longo ainda, passará muito tempo até que se chegue ao desfecho jurídico.
O desfecho político, porém, não depende disso. Uma gravação pode ser suficiente para derrubar projetos eleitorais e acabar com carreiras políticas aparentemente promissoras.
Chutes no escuro para 2018
Não vale a pena, pois, fazer muitas especulações e análises prospectivas para as eleições de 2018. Muita coisa vai acontecer até lá, e não apenas no campo das operações policiais e das investigações, mas também da legislação eleitoral e partidária. Há também as incertezas do quadro econômico a considerar.
E alguém sabe, com segurança, quem serão os candidatos a presidente da República?
Governo dá isenção tributária para evento lucrativo
Os organizadores do “Na Praia” realmente descobriram como ganhar dinheiro fácil. Ocupam por dois meses uma grande e valorizada área pública, às margens do Lago Paranoá, pelo valor irrisório de R$ 162 mil. Recebem do Banco de Brasília, a título de patrocínio, a elevada quantia de R$ 240 mil. E ainda contam com patrocinadores privados que deixam de pagar impostos para contribuir com o evento pretensamente “social” e “cultural”.
Ganhar dinheiro fácil às custas do Estado ainda é um bom negócio em Brasília, infelizmente.
Lucros subvencionados pelo Estado falido
A título de concessão de isenção fiscal para projetos culturais, de acordo com a Lei 5021/2013, a Secretaria de Cultura autorizou as Lojas Riachuelo a captar recursos para o “Na Praia Social” e para o “Na Praia Cultural”.
Assim, os organizadores do evento receberam R$ 181.339,57 da empresa comercial – dinheiro que deixará de entrar nos cofres do Estado, pois a lei garante 99% de isenção tributária.
O problema não é a lei para incentivar a cultura. É usar a lei para patrocinar eventos que de cultura têm muito pouco e cujo objetivo é só o lucro de seus organizadores – e sabe-se lá de mais quem.
Um dinheiro que poderia ser bem aplicado
Para dar um verniz social ao “Na Praia”, crianças e adolescentes pobres são levados ao local para passar algumas horas se divertindo. Sob a justificativa de incentivo à cultura, uma empresa com nome de Banda Fura Olho recebeu R$ 100.177,94 das Lojas Riachuelo.
O governo de Brasília renuncia a R$ 100 mil de impostos para ajudar empresas privadas a ganhar dinheiro em eventos para quem pode pagar muito para ingressar e consumir, quando poderia estar incentivando atividades culturais de verdade para a população.
De graça e para quem quiser
Como conta o jornal O Globo, no Rio de Janeiro “a balada agora é na praça, de graça e democrática”. Festas antes restritas a boates e clubes ganharam as ruas e a população nada precisa pagar para participar. O movimento atinge várias regiões da cidade e, segundo o jornal, “as tribos se encontram, sem preconceitos nem guetos”.
O dinheiro do BRB e dos impostos que o governo de Brasília deixa de receber poderiam ser gastos em eventos assim, públicos e gratuitos, e não para os que pagam caro para ir a uma praia privatizada.

Transparência para os patrocínios

A Câmara Legislativa, que tenta melhorar sua reputação, poderia aprovar uma lei obrigando as empresas públicas, como o BRB e a Terracap, a prestarem contas dos resultados efetivos que obtêm com os patrocínios que fazem a eventos e equipes esportivas. Muito dinheiro tem sido gasto a pretexto de retorno comercial e de imagem sem que haja benefício algum aos patrocinadores.
Hoje, só quem lê o Diário Oficial do DF fica sabendo quanto se gasta – e mal – com patrocínios.                                                                                
Fonte:http://www.jornaldebrasilia.com.br/
 
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