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Com pouco a perder, Liliane Roriz compromete até a família

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Josemar Gonçalves
Millena Lopes
millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br
Tem causado estranheza até à família a performance da deputada Liliane Roriz (PTB), que se lançou ao tudo ou nada, quando se propôs a gravar conversas com figuras da política local, incluindo colegas distritais, que ela denunciou ao Ministério Público do DF. Entre o material entregue à Justiça, há gravações que comprometem até o pai, a mãe e as irmãs.
Ontem, por engano, a parlamentar, que está afastada da Câmara e responde a um processo de cassação de mandato, enviou uma conversa que seria para o assessor de imprensa a um grupo de Whatsapp. No texto, a parlamentar menciona uma audiência que terá no dia 27 e envia uma imagem da tentativa de intimação feita por um oficial de Justiça.
“Se no dia 27 você não puder ir, encontramos uma solução. O desembargador Rômulo Araújo, que é o novo relator, é gente finíssima”, diz o texto encaminhado sem querer, que parece ser de autoria do advogado da deputada.
Em seguida, o interlocutor menciona o processo no Tribunal Regional Eleitoral: “Vamos adiar o máximo que puder. Depois eu falo com o desembargador”.
A deputada não quis comentar o assunto. A assessoria de imprensa explicou que se tratava de uma conversa sobre a agenda de Liliane, que tem passado os últimos dias fazendo vários exames – ela está de licença da Câmara e deve voltar ao trabalho na semana que vem.
As “trapalhadas” de Liliane, como dizem pessoas próximas da família Roriz, tem causado constrangimento aos parentes. A ex-deputada federal Jaqueline Roriz teria se irritado bastante com as gravações em que aparecem a deputada distrital Celina Leão e o ex-senador Luiz Estevão.
Quem conhece bem Liliane, relata a impulsividade da deputada e o ciúme que nutria por Celina, inclusive, mas não só, pela proximidade que ela tinha com membros do clã. Com o processo de cassação batendo à porta, resolveu jogar tudo para o ar, já que pouco – ou nada – teria a perder.
Saiba mais
Liliane era o 16º voto de que Celina precisava, em outros tempos, para aprovar a emenda que permite a reeleição para a Presidência da Casa. Estava certa de que a filha do ex-governador Joaquim Roriz a apoiaria. Mas a deputada do PTB sempre bateu o pé contra.
Quando viu que tramitaria o processo que poderia chegar à perda de mandato, resolveu colocar os colegas na roda e, aí, começou a gravar os políticos.
“Ela fez escolhas erradas”
Celina Leão diz que Liliane “mente o tempo todo” e “até para ela mesma”. Na opinião da presidente afastada da Câmara Legislativa, ela já não tinha vida política e, por isso, lançou mão das denúncias. “Ela não tem respeito pela própria família. Nem o pai, nem a mãe…”, observa Celina, ao dizer que a parlamentar do PTB prejudicou a família “de propósito” .
“Ela fez escolhas erradas”, observa a deputada para se referir às “frustrações” de Liliane. “É uma pena que ela termine a vida política dessa forma”, sustenta a presidente afastada.
Celina diz que não tem falado com os parentes de Liliane, apesar da proximidade que sempre teve com o clã Roriz. “É um momento muito deles, muito familiar”, opina.
Justiça
Nos últimos dias, Celina tem estado mais sorridente, confiante. Se isso é estratégia para passar uma imagem de despreocupação, não se sabe. Mas ela a atribui ao acesso que a defesa teve ao processo da Operação Drácon, deflagrada após as denúncias de Liliane.
“Quando você pega o processo, vê que tudo foi feito em cima de áudios editados e que, no final, o próprio áudio dela me inocenta”, afirma Celina.
Para ela, houve precipitação nas decisões que levaram ao afastamento da Mesa Diretora. “A decisão, da forma que aconteceu, é uma agressão ao Poder Legislativo. Não tem base constitucional”, diz ela, ao argumentar que Liliane “tenta usar o MP e não respeita a Justiça”.
 
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