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Oposição levanta armas na Câmara Legislativa

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Josemar Gonçalves
Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br
Seguindo a lei da ação e reação, oposição e independentes buscam uma nova organização na Câmara Legislativa. Após o recesso de julho, o Palácio do Buriti conseguiu desenhar três blocos governistas. A manobra renderá para o governo uma potencial vantagem estratégica no plenário e votações nas reuniões de líderes. Mas os adversários da gestão Rollemberg não pretendem deixar a base ter qualquer tipo de conforto e traçam uma nova distribuição de forças na Casa.
As forças declaradamente descontentes com o governo do PSB planejam firmar o maior número possível de blocos na Câmara. Afinal, cada bloco tem um líder e cada liderança tem direito a voto na Reunião de Líderes e determinadas votações no plenário. Nessa linha, o primeiro grupo seria composto pelos deputados distritais Wellington Luis (PMDB), Rafael Prudente (PMDB), Bispo Renato (PR) e Agaciel Maia (PR).
Este desenho incomoda profundamente o GDF, pois literalmente “prende” um nome governista: Agaciel Maia. O parlamentar é um dos principais aliados do governo, por conjugar qualidades técnicas com traquejo político. Mas, pelo fato de estar filiado a um partido de oposição, o PR, ele é forçado a ficar no mesmo bloco do correligionário Bispo Renato. Desta forma, a contribuição de Maia para a agenda do Buriti fica limitada.
Embate simbólico
O segundo bloco em gestação está sendo pensado pela presidente da Câmara, Celina Leão (PPS) e Raimundo Ribeiro (PPS). A dupla busca o apoio de pelo menos dois nomes. A primeira opção possui um valor simbólico no equilíbrio de forças no legislativo: Telma Rufino (sem partido). Caso consigam a aliança com a parlamentar, a vitória será dupla, pois o governo havia negociado a adesão de Telma em um dos novos blocos da base, ao lado de Rodrigo Delmasso (PTN), Sandra Faraj (SD) e Liliane Roriz (PTB).
Celina e Ribeiro também buscam o apoio do deputado Cristiano Araújo (PSD). As chances para a parceria são bem concretas. Afinal, PSD e PSB estão em estado de guerra velada. Além disso, desde 2015, Cristiano tem sido “posto para escanteio” pelo núcleo do governo. O cenário e a rejeição seriam o tempero necessário para a decisão.
O grande ponto de interrogação na distribuição de forças na Casa será o bloco do PT. O partido publicou nota com a declaração de franca oposição ao governo Rollemberg. Só que a postura da legenda desde o começo de 2015 tem sido próxima da situação e da independência. De qualquer forma, em conversas reservadas, lideranças petistas têm tecido duras criticas ao Buriti nos últimos dias, prometendo que a sigla não dará sossego para o GDF. Desta forma, a posição real da legenda será comprovada no plenário.
Estratégia explora desavenças
No embate político contra o governo, a oposição tem se tornado especialista em explorar as fissuras na base aliada. Os movimentos costumam ser calculados nas desavenças entre os membros da base. E grande parte das rachaduras parte da postura do governo. Tratamento desigual e “promessas duplas” estão entre as principais reclamações. Para opositores declarados, de pouco adiantará a formação o novo desenho dos blocos governistas se a postura do governo não mudar.
Por exemplo, quando o escândalo dos grampos com a conversa comprometedora da presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, com o vice-governador Reanto Santana estourou, Rollemberg fez uma reunião de emergência na casa de sua mãe, dona Teresa. Alguns distritais da base foram chamados, outros não. Não demorou muito para a ciumeira estar instalada no coração da base. Para a classe política brasiliense, confiança é uma via de mão dupla.
Diariamente a oposição flagra brigas internas dos governistas por espaços dentro do governo. Segundo os parlamentares, o governo articula a ocupação de um espaço com um parlamentar e logo depois negocia o mesmo local com outro. Exemplos? Com as devidas variações, o Na Hora e algumas administrações regionais tem sido disputados por este padrão de comportamento do Buriti.
Saiba Mais
Governo e oposição buscam a melhor estratégia dentro da Câmara em busca de vários objetivos, mas o principal atualmente é a sucessão da presidência da Casa.
O governo busca a ascensão de um aliado, enquanto adversários orbitam entre a reeleição de Celina Leão ou a escolha de um novo personagem, que não esteja alinhado com a agenda do GDF.
 
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