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DO ALTODA TORRE. redacao@jornaldebrasilia.com.br (08/08)

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Adeus luvas de pelica

O PPS deseja dar adeus às luvas de pelica. Na condição de independência, o partido tem sido um dos principais rivais e algozes da gestão Rollemberg. Mas, pelo visto, a legenda pretende desferir golpes ainda mais duros contra o governo. Segundo o presidente regional, Francisco Andrade, o diretório local fará uma reunião justamente para discutir a definição da postura de oposição no tabuleiro brasiliense. Diga olá para as luvas de boxe.
Marcha
“Tudo indica que vamos deixar a independência e partir mesmo para a oposição no Distrito Federal”, comenta Andrade. Há meses, o PPS critica abertamente falhas na administração do PSB, mas até então a bronca era técnica e política, sem relação com suspeitas de corrupção e mal feitos legais por parte do Buriti. Essa percepção mudou com o recente escândalo detonado pelas gravações da presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues. Captando falas comprometedoras de personagens do governo, os áudios despertaram a suspeita de esquema de propina dentro da Secretaria de Saúde com ramificações em toda máquina pública.
Explosão oportuna
Do ponto de vista do partido, a independência passou a ser desconfortável neste novo cenário. “Além de ser um governo muito fraco, agora surgem essas suspeitas”, enfatiza o presidente regional. Por hora, não há fatos, mas para a legenda o comportamento do governo tem sido comprometedor. Por outro lado, o PPS começou a formular um plano de governo para servir de base para uma eventual campanha para o Buriti em 2018. Neste cenário, a definição da postura de oposição é estratégica para a corrida eleitoral, seja para a captação de votos assim como para a construção de alianças políticas.
A confissão da viúva
Em uma conversa sincera, um dos principais membros do antigo governo de Agnelo Queiroz se confessou. Entre 2012 e 2013, negociava os reajustes com os servidores do órgão. Na época, a economia nacional ainda vivia a ilusão da estabilidade e todas as categorias buscam recomposições generosas. Entre reuniões e negociações, o gestor conseguiu o impensável: os trabalhadores aceitaram uma proposta abaixo da inflação do período. Feliz da vida, ele correu para o núcleo do governo para contar a boa nova. Quando começou a relatar a vitória foi interrompido sem cerimônia. “Deixa disso. Os trabalhadores merecem ganho real. Esquece esse acordo. Vamos fazer um novo e conceder reajuste acima da inflação”, teria dito um dos condutores da gestão Agnelo.
Franqueza parcelada
Dificilmente o GDF terá dinheiro para bancar integralmente os reajustes prometidos para 32 categorias, para outubro. A arrecadação está muito abaixo do necessário. Prova disso, é que o governo mal consegue negociar com as atuais greves da Polícia Civil, do Metrô e da Caesb. Mesmo assim, a gestão Rollemberg mantem a promessa de pé. Mas, diante deste cenário, em um lampejo de franqueza, a Casa Civil passou a considerar a proposta de parcelamento das recomposições, caso não tenha dinheiro disponível até 5 de outubro. Honestamente, tal lucidez deveria ter sido adotada desde o final do ano passado, quando o pacote fiscal do governo naufragou na Câmara. Com o jogo aberto, as chances de negociação com os servidores seriam maiores, no entanto o Buriti preferiu a ilusão de que estava tudo bem. Agora, a realidade bate à porta e junto com ela, a ameaça de uma nova greve unificada.
O fim da vitamina
O governo planeja desmembrar por completo a vitaminada Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social. Conforme o relato de um interlocutor do Buriti, o espaço havia sido projetado para o acordo com Joe Valle (PDT). Com a volta iminente do deputado para a Câmara, Rollemberg desfará a polpuda pasta para redistribuir forças entre aliados. O PDT continuará com a gestão da área do Trabalho enquanto outros aliados ficarão com o controle das reencarnadas pastas do Desenvolvimento Social e da Mulher.
O recomeço de Roosevelt
O deputado distrital Roosevelt Vilela (PSB), suplente de Valle, está entre os nomes em avaliação para o comando da nova Secretaria de Desenvolvimento Social. O socialista também é cotado para assumir a nova Secretaria das Cidades. Há quem diga que Rollemberg pondera sobre a recriação da Secretaria de Governo com o objetivo de estreitar ainda mais as relações com a base aliada. Nestes meses pela Câmara, Vilela defendeu o GDF em todos os embates, postura que lhe rendeu o apelido de “Pit Bull do Buriti”. O engraçado é que, mesmo assim, ele não desencadeou nenhuma briga com os colegas, inclusive os da oposição. Se a ressurreição da pasta for real, Vilela pode ser um candidato natural. Fica a reflexão.
Notas de esclarecimento… Sem melancia
O gabinete do senador Hélio José (PMDB-DF) publicou uma nota de esclarecimento. “O senador Hélio José vem por meio desta, esclarecer que o sr. Francisco Nilo Gonsalves Junior é profissional autônomo e não detém propriedade de empresa no ramo imobiliário. Francisco Nilo também não detém nenhum título de sócio administrador de qualquer empresa no País e tão pouco faz parte, na condição de acionista, de qualquer imobiliária, apesar daqueles que tentaram fazer crer nas inverdades construídas por parte de alguns servidores da Superintendência do Patrimônio da União no Distrito Federal (SPU/DF)”, disse o documento. A peça foi acompanhada por certidões emitidas pela Junta Comercial do DF. O texto não fez referência à apimentada gravação na qual o parlamentar disse ter poder de indicar até mesmo uma “melancia” para o órgão.
 
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