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Celina Leão diz que GDF é alvo de inquérito e divulga conversas com Liliane Roriz

sábado, 27 de agosto de 2016

Ângelo Miguel
Jéssica Antunes
jessica.antunes@jornaldebrasilia.com.br
“O alvo do inquérito da Polícia Civil é o Governo de Brasília e não a Câmara Legislativa”, afirmou a presidente afastada da Câmara Legislativa do Distrito Federal, ao se defender, mais uma vez, dos áudios gravados e divulgados pela parlamentar Liliane Roriz (PTB). Celina Leão (PPS) disse que a própria gravação desmente as acusações de participação em esquema de propina, que pedirá perícia dos trechos divulgados e que recorrerá para retomar o cargo. Ela ainda assumiu querer ser candidata ao Buriti em 2018.
Saiba mais
Celina foi afastada do cargo após denúncias de envolvimento com supostos desvios de R$ 30 milhões provenientes de uma emenda destinada ao pagamento de empresas de gestão de UTIs, alvo de operação da Polícia Civil.
Além de Celina Leão, alvos da operação são o primeiro-secretário, Raimundo Ribeiro (PPS), o segundo, Júlio César (PRB), e o terceiro, Bispo Renato Andrade (PR). Todos eles foram afastados das funções na Câmara, mas não perderam o mandato. Fora da Mesa, o deputado Cristiano Araújo (PSD) também é investigado.
Celina afirmou que teve acesso ao inquérito da denúncia na quinta-feira (25), quando pode começar a viabilizar a defesa e recursos. “De posse do inquérito, temos condições de ver exatamente do que somos acusados”, afirmou, garantindo que recorrerá ao afastamento da presidência da Casa para tentar retomar o cargo do qual não pretende renunciar.
“Não acho coincidência”, garantiu a parlamentar sobre a declaração do governador Rodrigo Rollemberg que, no dia da deflagração da Operação Drácon, disse que a Câmara não tinha competência pra abrir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde. “O que estamos vivendo é uma guerra de poderes, uma vontade muito grande de descompor a mesa”, assegurou, alegando que sua presença incomoda.
Veja trecho da entrevista coletiva:
“Eu nunca falei que sou candidata a governadora, mas saí em todas as pesquisas. Nessa crise que estou passando saí em terceiro lugar sem falar que sou candidata. Tem dúvida que sou uma ameaça para o governador? Que tem um jogo de 2018? É claro que o intuito também é acabar com reputações. Nunca pensei nisso verdadeiramente, mas agora dá até vontade de ter oportunidade de fazer alguma coisa de verdade por essa cidade do que ficar lá sem tomar nenhuma decisão como a gente vê todos os dias”, argumentou.
A deputada comentou que Liliane Roriz é vaidosa e que a perseguiu pessoalmente por um ano e meio para tentar gravar irregularidades, mas que se declarava “inimiga pessoal” da presidente afastada. “Ela ficou com os áudios por mais de seis meses antes da divulgação. No mínimo, ela prevaricou”, acusou, reafirmando que a emenda parlamentar é da autoria da própria Liliane. Celina ainda minimizou o trecho em que aparece afirmando que Liliane “está no projeto”: “Essa é a palavra mais falada na Câmara, nós trabalhamos com projetos diariamente”.
A deputada voltou a repetir que nunca se encontrou com ninguém para tratar de propina. “Nunca pedi nada, nem falei com empresários”, assegurou. Disse, ainda, que a deputada Liliane Roriz não trabalhou sozinha e acredita que a colega tenha recebido algo em troca para divulgar os áudios. “A fala final do áudio constata que falávamos da liberação da emenda parlamentar. Mostra claramente que não fiz, não pedi e não quero. A deputada selecionou os trechos e soltou na imprensa. Nem sei como essa deputada dorme a noite. Foi nojento”, finalizou.
Confira os áudios gravados e divulgados pela Liliane Roriz e obtidos pela Celina Leão no inquérito:
Representações
Entidades da sociedade civil, partidos políticos, representantes sindicalistas e grupos populares iniciaram na quinta-feira (25) a pressão contra os citados no esquema de liberação de subsídios para UTIs em troca do recebimento de propina de empresários do setor e protocolam pedidos de cassação dos mandatos dos integrantes da mesa. Celina Leão, porém, diz que não está preocupada. “É completamente normal, estamos em uma democracia. É muito mais um ato político e simbólico do que jurídico e administrativo”, minimizou.
 
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