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Bem Informado Ninguém é Enganado

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Marli Rodrigues pede proteção e fará depoimento fechado à CPI da Saúde

quarta-feira, 20 de julho de 2016


O vice-governador Renato Santana (PSD) será ouvido pela CPI da Saúde nesta quinta-feira (21/7), na Câmara Legislativa, além de Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde. Em gravações divulgadas semana passada, os dois conversaram sobre um suposto esquema de pagamento de propina na área da saúde do DF, envolvendo também a Secretaria de Fazenda. Em outro grampo, Marli e o ex-secretário de Saúde Fábio Gondim falam que há um “meio podre” infiltrado na pasta. A sindicalista, que será ouvida a portas fechadas, foi intimada pelos distritais. Santana recebeu um convite.
Marli Rodrigues pediu, para sua segurança pessoal e de sua família, que o depoimento seja fechado, já que vai entregar aos distritais documentos, segundo ela, que provam as irregularidades na saúde. O depoimento será gravado, de acordo com o presidente da comissão, deputado Wellington Luiz (PMDB). A sindicalista ainda pediu proteção policial para ela e familiares.
A decisão de acatar o pedido dela foi tomada nesta terça-feira (19/7), durante reunião da comissão. Com as denúncias, os deputados suspenderam o recesso parlamentar. O depoimento dela será as 10h. O do vice foi agendado para as 15h. Os membros da CPI aprovaram ainda o convite para o ex-secretário Fábio Gondim e a convocação de Marcello Nóbrega, à época subsecretário de Administração Geral, atualmente subsecretário de Infraestrutura e Logística, ainda sem data para deporem.
Pressão no Buriti
A movimentação dos distritais, em plenas férias, é vista como uma manobra da presidente da Câmara, Celina Leão (PPS), para atacar o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), cujo governo ficou fragilizado com a crise aberta pela divulgação dos grampos. A oposição está aproveitando para disparar contra o Palácio do Buriti.
O deputado Bispo Renato Andrade (PR) criticou a falta de iniciativa do governador que, segundo ele, pode caracterizar “prevaricação” ao não investigar as denúncias feitas por Santana. O deputado  aproveitou para atacar o chefe do Executivo, afirmando que o governo “está perdido”.
Na tropa de choque da base governista ficou o distrital Roosevelt Vilela (PSB). Ele condenou a atitude de Marli Rodrigues de gravar as pessoas e desqualificou o material. “Estão preocupados com ela expôr o nome de outras autoridades. Mas ela, ou quem quer que seja, já expôs. Então, tem que se expôr também”, criticou Roosevelt.
Na ausência da presidente da Casa, em viagem, e da vice Liliane Roriz (PTB), de licença médica, o primeiro-secretário Raimundo Ribeiro (PPS) atuou como presidente em exercício e também criticou o governador Rodrigo Rollemberg, que não se aprofundou nas investigações das denúncias. Ribeiro defendeu a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues. “Não adiana querer desqualificar a Marli. O fato é que há uma denúncia muito mais grave do que a conduta dela”.
Apuração imediata
Também nesta terça, o Ministério Público de Contas (MPC/DF) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) entregaram cinco ofícios a representantes do governo pedindo a apuração imediata das denúncias, cópias de documentos e outras informações sobre as gravações.
Os documentos foram entregues ao vice-governador, Renato Santana; ao secretário de Saúde, Humberto Pereira da Fonseca; ao controlador-geral do DF, Henrique Moraes Ziller; ao subsecretário de Logística e Infraestrutura de Saúde, Marcelo Nóbrega; e ao Fundo de Saúde do DF, atualmente dirigido por Arthur Luiz Pinho de Lima.
Ao vice-governador, por exemplo, o MP solicita a apresentação da lista citada por ele nos áudios divulgados e o nome do servidor responsável que permaneceria no GDF. Além disso, requer a relação de todas as empresas e contratos em que haveria a suposta cobrança de propina. Já do titular da pasta da saúde, o MP quer saber se houve afastamento do servidor do Centro de Saúde mencionado nas gravações, bem como informações sobre o trabalho de servidores da radiologia e pagamento de horas extras.
O ofício destinado ao controlador-geral se baseia em nota oficial do GDF – que deu conta de apurações imediatas das denúncias –, e requer, então, cópias dessas apurações no prazo de dez dias. Ao subsecretário de Logística e Infraestrutura da Saúde, o MP quer informações sobre o empenho de verba para a compra de marca-passos, além das aquisições já feitas nos últimos dois anos.
Por fim, ao Fundo de Saúde, o ofício solicita informações sobre valores descontados de servidores pelos sindicatos que têm o fundo como destino; e a respeito de que tipo de providências teriam sido tomadas sobre suposto “desvio de pecúnia”.
O MP também quer a relação de todos os fornecedores da secretaria da Saúde que estariam sem receber por serviços prestados nos últimos dois anos, entre outras informações. No momento oportuno, o Ministério Público realizará, também, as oitivas necessárias. (Com informações do MPC/DF)
 
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