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Operação Clã

quinta-feira, 2 de junho de 2016
Geraldo Magela é levado para prestar depoimento na PF
FOTO: ROBERVAL EDUÃO
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 2, a Operação Clã. O objetivo dos federais é recolher elementos que possam ajudar na investigação sobre um grupo suspeito de interferir e cobrar taxas para a concessão de lotes do Programa Habitacional Riacho Fundo II - 4ª Etapa. No total são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão além de 3 conduções coercitivas. Entre elas o ex-secretário de Habitação, Geraldo Magela. Existe a informação que o antigo secretário adjunto Rafael Oliveira também teria sido convocado para prestar explicações. 
Magela era secretário de Habitação do Distrito Federal na época em que a corporação começou a investigar o crime, em 2014. Os policiais investigam a participação de servidores públicos, membros de Associações e empresários do ramo da construção civil em condutas que podem configurar, em tese, a prática dos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.
Segundo a PF, durante a investigação feita em conjunto com a Controladoria-Geral da União foram colhidos indícios da existência de um grupo que teria atuado na implantação do Programa Habitacional Riacho Fundo II - 4ª Etapa. O programa é uma parceria entre a União, Distrito Federal e sociedade civil organizada, destinado à concessão de lotes a famílias necessitadas.
O programa, de acordo com a PF, prevê que lotes de um terreno da União, com área total de 1.330.460 m², no Distrito Federal, seriam cedido gratuitamente a famílias carentes que preenchessem os requisitos. Os interessados deveriam ser selecionados, segundo critérios objetivos, por Associações sem fins lucrativos e posteriormente habilitados pela Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal -SEDHAB (antiga SEDUH).
"As suspeitas recaem sobre integrantes dessas associações, responsáveis pela seleção das famílias que receberiam os terrenos, os quais estariam manipulando a escolha dos beneficiários, cobrando valores, condicionando o recebimento de terreno à contratação de determinadas construtoras ligadas ao grupo para a realização das obras, tudo com a aparente conivência da Direção da SEDHAB à época", informa a PF em nota.
Da redação do Alô Brasília, com informações da Agência Estado
 
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